Sete Alegrias

"Alegra-Te, Cheia de Graça…"

Arquivos Mensais: agosto 2013

Quem é Raul Castro?

O artigo abaixo foi publicado no National Review Online em 10 de agosto de 2006. O autor, o general Ion Mihai Pacepa, é o oficial de mais alta patente a desertar do bloco soviético. No Natal de 1989, Ceausescu e a sua esposa receberam pena de morte em um julgamento onde a maior parte das acusações provinham, quase literalmente, do livro Red Horizons, de Pacepa.

Recentemente, lançou o livro Disinformation: Former Spy Chief Reveals Secret Strategy for Undermining Freedom, Attacking Religion, and Promoting Terrorism Hardcover, em co-autoria com Ronald Rychlak.

Quem é Raul Castro?

Um tirano que só pode ser amado pelo irmão.

Quem é Raul Castro? O pensamento dos especialistas ocidentais de que ele pode levar Cuba a um governo de consenso e à democracia não passa de pensamento mágico. Eu certamente gostaria que eles estivessem certos, mas Raul Castro transformou um paraíso terrestre em ruínas, e há boas razões para crer que ele transformará Cuba em uma ditadura pior do que já é.

Eu me encontrei com Raul Castro muitas vezes, em Cuba e na Romênia. Ele era responsável pela coordenação do serviço de inteligência cubano (a Dirección General de Inteligencia – DGI) e, no início dos anos 1970, entrou no negócio de drogas juntamente com o departamento onde eu trabalhava (Departamentul de Informatii Externe – DIE). Quando ele não estava em Havana ou Moscou, estava em Bucareste. Nós trabalhamos, conversamos, pescamos e mergulhamos juntos. Disputamos quem era melhor no tiro ao alvo; ele era um excelente atirador. Juntos, corremos em nossos idênticos carros Alfa Romeo. Não vi nada nele que indique que queira democratizar Cuba.

Raul Castro estava sempre sob a influência do álcool e da auto-idolatria. Meu contato na inteligência cubana na época, Sergio del Valle, era o companheiro mais próximo de Raul Castro; voltando aos primeiros tempos na Sierra Maestra, costumava chamar o seu chefe de “Raul, O Terrível” em alusão ao primeiro russo auto-coroado czar. Raul Castro era o czar não coroado de Cuba – o seu título oficial era “General Máximo”. Fidel discursava, hora após hora. Raul conduzia a economia de Cuba, a sua política externa, o comércio exterior, o sistema judiciário, as cadeias, o turismo – até mesmo os hotéis e as praias.

Raul Castro é geralmente conhecido como um apagado ministro de defesa, mas ele também tem sido o comandante brutal de uma das mais criminosas instituições comunistas: a polícia política cubana. Eu testemunhei a sua capacidade. Ele era cruel e implacável. Fidel pode ter concebido o terror responsável por manter Cuba presa no curral do comunismo, mas Raul tem sido o açougueiro. Ele tem colaborado na matança e no terror de milhares de cubanos, e não tenho dúvidas de que lutará com unhas e dentes para preservar o poder. Por outro lado, mais cedo ou mais tarde Raul Castro deverá pagar pelos seus crimes, e eu não creio que ele seja um suicida.

Antes de conhecer Raul Castro pessoalmente, tive uma primeira impressão dele por meio de Nikita Khrushchev e do general Aleksandr Sakharovsky, o criador da estrutura da inteligência comunista romena, e naquele tempo comandante do serviço de inteligência soviético para o exterior, o PGU (Pervoye Glavnoye Upravleniye). Isto foi em 1959. Ambos havia chegado em Bucareste no dia 26 de outubro para o decretado “feriado de seis dias na Romênia”. Jamais Khrushchev havia tirado férias tão longas no exterior, mas a sua visita à Romênia também não era descanso. Estava lá para discutir a revolução cubana em andamento com o líder romeno Gheorghe Gheorghiu-Dej, até então o único ditador comunista de um país de herança latina.

Khrushchev sonhava em entrar para a história como o líder soviético instaurador do comunismo no continente americano e estava disposto a qualquer coisa para concretizar o seu sonho. Mas Khrushchev não confiava em Fidel Castro porque via nele uma pessoa estranha ao marxismo. Para os líderes do partido comunista cubano, Fidel era um aventureiro perigoso, e os burocratas do partido soviético também estavam relutantes em apoiá-lo.

Khrushchev, por sua vez, confiava em Raul Castro. De acordo com Sakharovsky, responsável por conduzir Raul Castro a Moscou em meados da década de 1950, foi amor à primeira vista. Nikita e Raul adoravam vodka, ambos eram fascinados pelo marxismo, odiavam escola, religião e disciplina. Ambos se consideravam especialistas militares. Ambos eram obcecados por espionagem e contra-espionagem. E ambos gostavam de dormir de botas. Sakharovsky acreditava que o “terno relacionamento” entre os dois havia levado Khrushchev a se atirar de corpo e alma na revolução cubana.

Por ordem de Khrushchev, Sakharovsky deu a Raul Castro um conselheiro de inteligência: Nikolay Leonov, o melhor especialista do PGU em América Latina. Leonov (hoje um general da KGB aposentado e membro da Duma) forneceu a Raul Castro informações sobre as forças militares do então ditador cubano, Batista, e o ajudou a planejar a guerrilha. Em junho de 1957, Leonov deu a ele documentos e fotografias mostrando o fornecimento de armas e apoio logístico de Washington a Batista, e sugeriu fazer alguns americanos reféns para forçar Eisenhower a se retirar do conflito. Raul Castro seguiu o conselho. Em 26 de junho de 1958, os seus guerrilheiros sequestraram quinze militares e civis americanos e canadenses que estavam a trabalho em Cuba. Temendo pela vida dos reféns, Batista decretou um cessar-fogo. A manobra permitiu aos soviéticos levar novas armas a Cuba.

O curso da revolução cubana mudou para sempre. E a era do sequestro político havia sido inaugurada.

Na noite do dia 31 de dezembro de 1958, Batista fugiu de Cuba, e os irmãos Castro tomaram conta do país. Durante o mês seguinte, Raul Castro organizou a execução de centenas de policiais e militares do regime de Batista. Os prisioneiros eram mortos a tiro e os corpos enterrados em túmulos coletivos nos arredores de Santiago de Cuba.

Um ano depois, o representante do premiê soviético Anastas Mikoyan foi a Havana. Ele foi recepcionado por Fidel, Raul e pelo novo conselheiro da KGB para o país, Aleksandr Shitov. A tarefa naquele momento era ajudar Raul Castro a criar uma KGB cubana e um exército ao estilo soviético. Em 1962, Khrushchev tomou uma decisão sem precedentes ao nomear Shitov embaixador soviético em Cuba. Em segredo, Moscou logo começou a construir bases de mísseis em território cubano.

Khrushchev, Raul Castro e Shitov – não Fidel – empurraram o mundo para a iminência da guerra nuclear.

Em abril de 1971 eu visitei Cuba como membro de uma delegação do governo romeno para a celebração de dez anos pela vitória de Fidel Castro na Baía dos Porcos. Alguns dias depois da cerimônia, Raul Castro me convidou para ir pescar no mar em seu barco, junto com Sergio del Valle. O outro convidado era um civil soviético que se apresentou como Aleksandr Alekseyev. “Aquele é Shitov”, sussurrou del Valle. “Agora, ele é conselheiro de Allende”. (O marxista Salvador Allende havia sido eleito presidente do Chile no mês de novembro do ano anterior.) Lá, no barco, ficou claro para mim – mais claro do que nunca – que era Raul, não Fidel, quem empunhava as rédeas da diligência da revolução cubana.

Em 1972 eu preparei uma visita oficial de Ceausescu a Havana, e, durante ela, também fui o seu braço direito. Fidel era o testa de ferro, Raul o ajudante geral. A primeira dama cubana não era a esposa de Fidel, mas a de Raul. Elena Ceausescu empinou o nariz para ela, mas, no momento certo,  as duas primeiras damas se entenderam esplendidamente. Tanto Elena quanto Vilma Espin Guilloys haviam abandonado os estudos, ambas fingiam ser químicas, ambas haviam obtido títulos de doutorado falsos, ambas eram do partido comunista antes dele ter chegado ao poder em seus países, ambas se tornaram membros do Conselho de Estado e ambas eram presidentes das organizações de Federação de Mulheres em seus países.

Durante a visita, os irmãos Castro e Ceausescu lançaram as bases para um negócio de drogas conjunto. Queriam afundar o mundo com drogas. “As drogas podem causar mais danos ao imperialismo do que armas nucleares”, pontificou Fidel. “As drogas erodirão o capitalismo por dentro”, concordou Raul. Jamais ouvi a palavra “dinheiro” ser pronunciada, mas eu já estava administrando o dinheiro que a Romênia estava fazendo com o seu próprio tráfico de drogas. Ia tudo para a conta bancária pessoal de Ceausescu. Em 1978, quando deixei a Romênia para sempre, aquela conta, chamada de AT-78, tinha um saldo de cerca de 400 milhões de dólares – a despeito dos desfalques substanciais feitos por Elena para comprar peles e jóias.

Em 2005, Fidel ficou furioso quando a Forbes Magazine estimou a sua fortuna em 500 milhões de dólares. Neste ano, a revista atualizou o valor para 900 milhões. Em vista da penúria cubana, esta quantia é certamente mais do que o suficiente para Raul subornar os seus camaradas políticos e comprar todos os novos aliados de que precisar.

Em 1973 eu tirei “férias de trabalho” em Havana. Raul me levou para conhecer uma instalação gigantesca, dedicada ao fabrico de maletas com fundo falso e outros dispositivos para o transporte secreto de armas e explosivos para fins terroristas. Na época, o DGI de Raul Castro estava trabalhando em tempo integral para expandir a influência política de Cuba pela América do Sul e pelo Terceiro Mundo. Particularmente, lutavam para consolidar o poder dos sandinistas na Nicarágua, para fomentar uma guerra sangrenta em El Salvador e para ajudar a MPLA (Movimento pela Libertação de Angola), movimento financiado por Cuba e União Soviética, com o objetivo de aumentar o poder deles em Angola. O DGI de Raul Castro e as suas forças armadas também tinham conselheiros e instrutores nas bases da Organização para a Libertação da Palestina e haviam estabelecido estreita colaboração com a Líbia, Iêmen do Sul e com a Frente Polisário para a Libertação do Saara Ocidental. Em meados dos anos 1970, o DIE – o meu departamento – operava juntamente com o DGI de Raul Castro para apoiar as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), uma organização insurgente marxista anti-americana cuja missão era espalhar o comunismo pela América do Sul.

Em dezembro de 1974, Raul foi a Bucareste pedir apoio político e de inteligência para o seu novo DNL (National Liberation Directorate), grupo de inteligência/partido, cujo objetivo era  coordenar a guerrilha cubana e os campos de treinamento de terrorismo e fomentar o surgimento de movimentos de libertação nacionais e de governos anti-americanos como os da Nicarágua e Granada. Conseguiu ambos.

É claro que eu não tenho mais acesso a informações internas sobre a exportação do terrorismo e da revolução de Raul Castro, mas vi, em 2001, as suas FARC se responsabilizarem por 197 assassinatos na Colômbia. Em 11 de abril de 2002, as mesmas FARC sequestraram 13 legisladores colombianos de um edifício governamental em Cali e mantiveram a candidata a presidente Ingrid Betancourt em cativeiro. Em 13 de fevereiro de 2003, as FARC abateram um jato da CIA transportando equipamento eletrônico de inteligência no sul da Colômbia, fazendo reféns três oficiais da CIA. Agora, as FARC de Raul Castro estão procurando derrubar o governo pró-americano do presidente colombiano Álvaro Uribe, cujo pai foi assassinado pelas FARC em 1983. Também percebi que o presidente comunista da Venezuela, Hugo Chavez, adorador dos irmãos Castro, ameaçou parar de exportar petróleo para os EUA e pretende iniciar uma guerra convencional contra a sua vizinha Colômbia, a maior aliada dos EUA na região.

Ninguém, em Cuba e fora dela, sabe examente qual o estado de saúde – física ou política – de Fidel. Por lá talvez esteja acontecendo algo que Raul Castro aprendeu com os seus mestres da KGB. Leonid Brezhnev morreu no dia 10 de novembro de 1982, mas o chefe da KGB, Yury Andropov, conseguiu manter a morte oculta da população durante alguns dias e assim ganhou tempo para manobrar e se instalar no assento do condutor. Uma vez empossado no Kremlin, o cínico Andropov apressou-se em exibir uma imagem para o Ocidente de comunista “moderado”, um homem sensível, cordial, voltado para o Ocidente, apreciador de um drinque de scotch de vez em quando, leitor de romances ingleses e ouvinte de jazz americano e da música de Beethoven. Ele não era nada disso.

Raul também pode tentar se apresentar como um afetuoso anjo de paz. Mas a era de segredo de Andropov já se foi. Rezo para que as pessoas que conhecem Raul Castro tão bem como eu conhecia Ceausescu, venham a público despir o ditador cubano, permitindo ao mundo vê-lo nu, como verdadeiramente é: um assassino e terrorista internacional que fez fortuna com a venda ilegal de armas, drogas e seres humanos.

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Cristianismo no dia a dia

Muita gente lê a Bíblia soturnamente, acreditando que a Palavra de Deus só deve ser meditada e perscrutada na penumbra do templo.

Ledo engano!

É lógico que as Escrituras devem ser lidas, relidas, analisadas e meditadas na solidão da igreja, mas não só lá. Acima de tudo, o ensinamento divino deve permear o nosso dia a dia.

Veja, por exemplo, o evangelho de São Lucas, capítulo 14.

Nosso Senhor Jesus Cristo diz: quando você for convidado para um banquete, não procure o primeiro lugar porque pode chegar alguém mais importante e você ser deslocado para o último lugar. Que vexame!

Mais adiante: quando der uma festa, não convide os milionários. Ao contrário, convide os pobres, que não podem retribuir. Deus, então, vai assumir a dívida e pagar no lugar deles.

Veja que ensinamentos práticos, que divina esperteza!

Esta é uma das muitas formas de ler os evangelhos: buscando lições para a dura rotina cotidiana e para as situações mais simples da vida.

Você também pode lê-los buscando a fina ironia de Nosso Senhor, assunto já abordado neste blog no post O Bom Humor de Cristo.

E, logicamente, a Bíblia pode ser lida do ponto de vista filosófico, histórico, cultural, sociológico… até mesmo religioso!

Boa leitura!

 

Filho do Hamas

O livro Filho do Hamas foi escrito por Mosab Hassan Yousef, filho de um dos fundadores do grupo terrorista palestino Hamas. Aos 18 anos, tentando dar um fim à violência terrorista, começou a trabalhar para o serviço secreto israelense. Um dia, na Porta de Damasco, recebeu um convite de Cristo e, num lento processo, se converteu ao cristianismo. Portanto, este é um livro escrito por um palestino, amigo dos judeus, que virou cristão.

O violento dia a dia da região, a vida nas prisões e campos de refugiados, as atividades dos terroristas e o trabalho para o serviço secreto israelense formam o enredo onde se misturam a luta dos líderes palestinos pelo poder político, a manipulação de inocentes por estas lideranças e o confronto das três grandes religiões plasmado na conversão do autor pelo cristianismo.

Por várias vezes, Mosab Hassan Yousef critica o afã dos líderes mulçumanos pela implantação de um califado mundial. A Irmandade Muçulmana é presença marcante no relato. Os primeiros líderes desta organização eram pessoas bem intencionadas, desejosas de promover a caridade, a educação e o bem-estar. Infelizmente, há o outro lado do Islã, que luta para implantar o califado global, liderado por um homem santo. Yasser Arafat, a quem o autor conheceu bem, é outra personalidade constante no livro. É criticado por colocar os interesses políticos pessoais acima dos interesses do povo palestino e por promover a violência.

Uma observação importante do autor é a ausência de um legislador que unifique as normas religiosas islâmicas; portanto, diversos xeiques emitem diferentes decretos a respeito da mesma questão. Assim, todos vivem de acordo com um conjunto distinto de leis, algumas muito mais rígidas do que outras.

Aos envolvidos no conflito, Mosab Hassan Yousef recomenda, na última página do livro:

“Enquanto continuarmos a procurar os inimigos em outros lugares que não dentro de nós mesmos, sempre haverá um problema no Oriente Médio.”

“Verdade e perdão são a única solução paa o Oriente Médio. Mas o desafio, principalmente entre israelenses e palestinos, não é encontrar a solução. O desafio é ser o primeiro com coragem suficiente para abraçá-la.”

Por tudo isso, este livro, escrito sob um ponto de vista único e singular, é leitura obrigatória para quem deseja entender o conflito árabe-israelense.

Rezemos a Deus para que os nossos irmãos consigam encontrar a paz.

Nova Ordem Mundial – Bibliografia Básica

A bibliografia a seguir foi indicada pelo filósofo Olavo de Carvalho em seu programa Truoutspeak de 21 de fevereiro de 2011. São os livros básicos para quem quer entender o projeto de governo mundial idealizado pela Nova Ordem Mundial.

1 – Open Conspiracy, de W. G. Wells. Livro clássico sobre o projeto do governo mundial, elaborado nos anos 1930. O autor foi personagem importante nos círculos fabianos. O fabianismo é uma variante do socialismo, que pretende implantar o socialismo por meio de medidas legislativas e burocráticas, e não por meios revolucionários, que é exatamente o que está sendo feito no mundo.

2 – Tragedy and Hope: A History of the World in Our Time, de Carroll Quigley. O autor foi assessor de importantes figuras da Nova Ordem Mundial. Era adepto do governo mundial e acreditava que o tema devia ser aberto à discussão pública, ao contrário de outros ideólogos que pensavam ser melhor tocar o projeto de forma discreta, quase secreta.

3 – The Fearful Master, de G. Edward Griffin. Livro sobre a atuação da ONU, especialmente na África, onde a entidade arrasou dezenas de países, promoveu genocídio e instaurou ditaduras. Desmistifica a imagem da ONU como uma assembléia de países, sem poder.

4 – Brotherhood of Darkness, de Stanley Monteith. É o melhor livro sobre a participação de sociedades esotéricas e semi-secretas na Nova Ordem Mundial.

5 – False Dawn: The United Religions Iniciative, Globalism, and the Quest for a One-World Religion, de Lee Penn. Livro constituído sobretudo de documentos mostrando o desenvolvimento das discussões e projetos para fundir todas as religiões tradicionais numa religião biônica a ser implantada pela ONU.

6 – Global Bondage: The U.N. Plan to Rule the World, de Cliff Kincaid. Livro centrado nas iniciativas recentes das Nações Unidas e complementa o livro de G. Edward Griffin (The Fearful Master).

7 – Global Taxes for World Government, de Cliff Kincaid. Mostra a construção da base econômica para o governo mundial.

8 – Libido Dominandi – Sexual Liberation and Political Control, de E. Michael Jones. Expressão latina de Santo Agostinho, que significa O Desejo de Domínio ou A Volúpia de Poder. Há dois séculos, pelo menos, as campanhas de liberação sexual estão sendo usadas para criar controle social.

9 – The Devil’s Final Battle, do padre Paul Kramer. Mostra a formação poder mundial do ponto de vista da profecia de Fátima, que foi o acontecimento espiritual central do século XX. Fátima nos fornece um ponto de vista único para entender a unidade do processo.

10 – The True Story of The Bilderberg Group, de Daniel Estulin. O Bilderberg é um círculo de bilionários altamente influentes que se reune uma vez por ano pelo menos para fazer uma análise do estado do mundo e implementar os projetos de governo mundial.

11 – The Ascendancy of the Scientific Dictatorship: An Examination of Epistemic Autocracy, From the 19th to the 21st Century, de Phillip Daniel Collins e Paul David Collins. A função da ciência e da tecnologia na constituição do poder mundial.

12 – Les Espérances Planétariennes, de Hervé Ryssen. Livro sobre as mudanças do imaginário e do sentimento coletivo que estão sendo realizadas para tornar insensível a formação da nova ordem mundial, de modo que o poder mundial seja constituído diante dos olhos de todo mundo sem que as pessoas sequer percebam.

13 – Hope of the Wicked: The Master Plan to Rule the World, de Ted Flynn.

 

O Escudo e a Espada de Obama

O artigo abaixo, de Paul Kengor e Ion Mihai Pacepa, foi publicado no The American Spector em 29 de maio de 2013.

Paul Kengor é professor de ciências políticas, diretor executivo do Center for Vision and Values do Grove City College e escritor. É  autor do livro Dupes: How America’s Adversaries Have Manipulated Progressives for a Century.

O general Ion Mihai Pacepa é o mais alto oficial de inteligência a desertar do antigo bloco soviético. O seu livro Red Horizons foi traduzido em 27 idiomas. O seu novo livro, Disinformation, em coautoria com o professor Ronald Rychlak, foi publicado pelo WND Books em junho de 2013.

O Escudo e a Espada de Obama

O nosso presidente tem um ouvido defeituoso, não graças à KGB.

Diga que somos anti-comunistas obcecados. Pode nos chamar de teóricos da conspiração. Diga que talvez tenhamos passado muito tempo vivendo e estudando a Guerra Fria. Seja como for, este é o nosso trabalho, e não podemos deixar de observar estas coisas.

Ao ouvir o presidente Obama falar sobre terrorismo na semana passada, ficamos surpresos ao ouvi-lo dizer que os EUA precisam de um programa anti-terrorista que seja a nossa espada e o nosso escudo. Vindas de um presidente americano, foi uma espantosa escolha de palavras. Você se lembra do emblema da KGB? Talvez não, mas nós lembramos. Um de nós (Pacepa) trabalhou durante duas décadas para a KGB como um dos seus mais altos oficiais de inteligência/militar/política em todo o bloco soviético, e pagou a sua liberdade com duas sentenças de morte. O emblema da KGB era uma espada e um escudo simbolizando os seus dois deveres: colocar os inimigos do país sob a espada e, com o escudo, proteger a revolução comunista.

Quando, pela primeira vez, ouvimos as palavras do presidente Obama, pensamos ter ouvido mal, e aguardamos o texto escrito do discurso. Eis o texto, conforme publicado no Wall Street Journal após o pronunciamento:

“A nossa vitória contra o terrorismo não será medida por uma cerimônia de rendição em um navio de guerra, ou por uma estátua sendo erguida em terra firme. Será medida por pais levando os filhos para a escola, imigrantes chegando às nossas terras, fãs de esportes jogando bola, veteranos iniciando negócios, ruas cheia de gente. A tranquila determinação, a força de caráter e os laços de solidariedade, o dizer não ao medo – estas são a nossa espada e o nosso escudo.”

Repetindo: a espada e o escudo são bem conhecidos como o emblema da KGB. Para dar apenas um exemplo, muitos leitores deste site estão familiarizados com o clássico trabalho sobre os arquivos da KGB, The Sword and the Shield: The Mitrokhin Archive and the Secret History of the KGB.

Por certo, isto pode ser uma simples e espantosa coincidência da parte do nosso presidente. Se for, perdoe-nos por estabelecer uma ligação ou mesmo por permitir um mero pensamento. Publicamente, podemos alegar que isto não passa de uma coincidência. É uma afirmação geral. Mas também é o emblema da KGB. Uma busca no Google sobre “espada e escudo” rapidamente conduz a uma entrada na Wikipédia, que corretamente lista o emblema da KGB entre as principais referências.

Infelizmente, estamos tristemente condicionados – pelo próprio presidente Obama – em notar estas estranhas e frequentes coincidências. Este é um homem que empregou o seu primeiro mandato engajando-se na retórica de luta de classes mais estridente que já ouvimos de um presidente americano. Ele demonizou lucros, corporações, Wall Street, executivos e gatos gordos, ricos, milionários e bilionários, petrolíferas, bancos e bitter-clingers (nota do tradutor: referência a um discurso de Obama durante a campanha de 2008, no qual ele se refere a americanos “amargurados (= bitter) que se apegam (cling) a armas ou à religião ou à antipatia por pessoas que não são como eles ou a sentimentos contra imigrantes ou a sentimentos anti-comerciais como uma forma de explicar as suas frustrações”), enquanto elogiava redistribuição de riqueza, estímulos governamentais, gestão governamental, centralização de governo e mais e mais. A maior parte deste discurso era retória socialista padrão. E então, para slogan da reeleição de 2012, o presidente e seus assessores escoheram o antigo grito de guerra comunista mundial “Avante!”

Por isso, perdoe-nos por sermos sensíveis demais a estas palavras.

O Pacto de Metz

Já antes do falecimento do ferrenho anticomunista Pio XII, ocorrido em 1958, Khrushchev procurava o apoio da Europa Ocidental e da Igreja por meio da sua política de “coexistência pacífica”, pois estava preocupado com o avanço da agressiva China vermelha. A sua intenção era dominar as Américas e precisava enfraquecer o duro discurso de Pio XII substituindo-o pelo famoso diálogo entre cristãos e marxistas.

Assim, enviados secretos soviéticos, a partir de 1957, mantiveram contatos cordiais com Siri, cardeal de Gênova, para verificar a possibilidade de estabelecer relações com a Santa Sé. Siri nada tentou com Pio XII, pois sabia ser inútil. Mas, em 1962, recomendou a João XXIII aceitar a boa vontade dos comunistas.

Por outro lado, João XXIII queria que todas as igrejas cristãs participassem do Concílio Vaticano II, cujo início se daria em outubro de 1962. Os titulares do Patriarcado de Moscou, sinceramente religiosos mas politicamente dependentes do Kremlin, haviam se dedicado, desde a eleição de João XXIII, a insultá-lo. Eles advertiam os demais patriarcas separados de Roma para não caírem no “canto de sereia” do Vaticano.  Por isso, causou surpresa quando, às vésperas do Concílio, altos representantes do Patriarcado de Moscou anunciaram a participação no evento.

Moscou havia feito um pacto com emissários do Vaticano.

O pacto – firmado em agosto de 1962, na cidade francesa de Metz, entre um representante da Santa Sé e um enviado do Patriarca Ortodoxo de Moscou – estabelecia que o Patriarcado participaria do Concílio enviando observadores e que a Santa Sé não formularia nenhuma condenação formal contra o comunismo. O acordo foi assinado pelo cardeal francês Tisserant, encarregado do Papa João XXIII, e pelo metropolita russo Nikodim.

Após a veemente condenação de Pio XII, que atribuíra o comunismo soviético à obra do demônio, o silêncio equivalia a uma tolerância. Nas atas do Concílio, aparecem as palavras capitalismo, totalitarismo, colonialismo mas não há nenhuma referência ao comunismo.

O pacto de Metz foi de suma importância para a estratégia soviética de ataque às Américas, feito a partir de Cuba, já então nas mãos de Fidel Castro. Hoje, sofremos na pele as consequências políticas e religiosas deste acordo. Foi uma grande vitória de Khrushchev sobre o ingênuo e bem-intencionado João XXIII, que, neste episódio, atuou com enorme cegueira histórica e estratégica. O papado de Paulo VI, iniciado ainda durante o Concílio, foi constrangido e marcado por esta nefasta aliança.

O pacto de Metz é uma das páginas mais negras da história da Igreja. Não ocorreu por acaso; Maria avisou em Fátima: “Cuidado com a Rússia”. Quem quiser estudá-lo não deve deixar de ler o livro Las Puertas del Infierno, de Ricardo de la Cierva.

Este triste acontecimento não pode ser esquecido pois os filhotes de Metz ainda estão por aí, barbarizando, e é nossa obrigação combatê-los. Além disso, como dizia o ensaísta americano George Santayana, quem não consegue se lembrar do passado está condenado a repetí-lo.

Doações

Foi só eu colocar no meu blog uma aba para doações e surgiram pessoas criticando.

São as mesmas pessoas que acham normal dar ao governo mais de 60% dos seus rendimentos (segundo cálculos do tributarista Ives Gandra da Silva), talvez porque estejam agarrados às tetas do Estado. Parecem aquele espertinho da piada que, ao receber a notícia do aumento da gasolina, respondeu: “Para mim não tem importância, eu sempre coloco dez reais.”

São os mesmos que se deslumbram ao viajar para os EUA e não sabem que o hábito de fazer doações é um dos pilares daquela grande nação. E voltam tecendo loas aos americanos e desprezando os brasileiros, sem perceber que o seu próprio comportamento mesquinho é uma das causas do nosso atraso.

Como diz Olavo de Carvalho, estas pessoas não querem doar a quem está lutando pelo bem comum; preferem que o governo venha e pegue o dinheiro delas.

O meu blog veio para lutar a guerra cultural e trata de realidades e de valores civilizacionais. Aqui não tem lenga-lenga. Veio para combater o socialismo (a ante-sala do comunismo), já implantado em nosso país. Talvez você não saiba, mas o Papa Pio XI, na Carta Encíclica Divinis Redemptoris escreveu “O comunismo é intrinsecamente perverso e não se pode admitir em campo nenhum a colaboração com ele, da parte de quem quer que deseje salvar a civilização cristã.”

Você, que me critica, não sabe de nada disso? Por que não lê o meu blog com mais atenção?

Você, que me critica, o que está fazendo pela nossa sociedade? O que está fazendo por Cristo? E pelo futuro da sua família?

 

A Porta Estreita

“A vida nos Rangers era austera. Na verdade, muito rígida. Se havia duas maneiras de realizar determinada tarefa, sempre escolhíamos a mais difícil. Nunca tomávamos atalhos ou poupávamos esforços.”

O trecho acima foi retirado do livro Força Delta – A História da Unidade de Elite Antiterrorismo Norte-Americana, de Eric L. Haney. O autor foi um dos primeiros integrantes da unidade, concebida para fazer frente à onda de sequestros terroristas patrocinada pelo comunismo que se alastrou pelo mundo na década de 1960. Como todo relato autobiográfico aventureiro, fascina pelas situações extremas, pelo perigo diuturno, pela ação exaustiva. No caso específico, permite conhecer o ponto de vista de quem participou de eventos como o combate às guerrilhas latino-americanas e ao terrorismo no Oriente Médio, e sentiu na pele o impacto das decisões políticas – por exemplo, sobre o resgate de prisioneiros americanos da guerra do Vietnã.

Acima de tudo, o relato é permeado, nas entrelinhas, pelo modo de ser do povo americano, derivado das suas profundas raízes cristãs, responsáveis pela liderança mundial exercida por aquela grande nação. “Se havia duas maneiras de realizar determinada tarefa, sempre escolhíamos a mais dífícil” é, ao pé da letra, a obediência ao preceito de Cristo “entrai pela porta estreita”. Esta frase não é destinada apenas às almas reclusas afastadas do mundo; é um lema para soldados e alpinistas, diria Chesterton. Em Ortodoxia, o inglês comenta outra frase do Evangelho – “quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la, e quem quiser perdê-la vai salvá-la” – usando o mesmo raciocínio. Decisão, vontade e coragem são atributos do verdadeiro cristão.

Se há uma coisa que nós, brasileiros regidos pela lei de Gérson, temos que aprender é isto: o ensinamento de Nosso Senhor não é só para ser lido e meditado na quietude do templo ou na solidão do quarto; é também para nortear a nossa existência na rua, no trabalho e na família, é para ser praticado no dia a dia, na frente de batalha, em busca do bem comum. Senão, a incoerência entre pensamento e ação nos transformará em doentes mentais.

“Entrai pela porta estreita”, fuja da solução fácil e do comodismo, não viva esta vida passageira como se fosse eterna, busque a vontade de Deus. Caso contrário, enveredaremos pela “porta larga”, caminho certo para a perdição, porque não há uma terceira alternativa.

O autor termina o livro com um capítulo breve, intitulado “Após 11 de setembro de 2001”, tecendo considerações sobre o terrorismo. Escreve: “E a nossa primeira obrigação é entender uma coisa a nosso respeito: somos um povo bom e ético, e formamos a nação que é a esperança da humanidade – provavelmente sua última esperança.”

E conclui:

“Lembre-se, não é à toa que somos chamados de ‘a terra dos livres e o lar dos corajosos’.
Eric L. Haney,
Cidadão americano, soldado.”

 

Coroação de Maria Santíssima

“Um grande sinal apareceu no céu: uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça.” – Ap 12, 1

Hoje, festa de Coroação de Maria Santíssima, doze frases para coroá-la.

“Pois em instantâneo eu achei a doçura de Deus: eu clamei pela Virgem… Agarrei tudo em escuros – mas sabendo de minha Nossa Senhora! O perfume do nome da Virgem perdura muito; às vezes dá saldos para uma vida inteira…” – Riobaldo – Grande Sertão: Veredas

“Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.” – Medalha Milagrosa

“Deus criou três mundos: um mundo para a sua Igreja Militante – este mundo em que vivemos -, um mundo para a sua Igreja Triunfante – o Paraíso – e criou um mundo para Si… ao qual chamou Maria” – São Luis Maria Grignion de Montfort

“Deus quis que nada recebêssemos que não passe pelas mãos de Maria”. – São Bernardo de Claraval

“O Pai a coroa, participando-lhe o seu poder, o Filho a sabedoria, o Espírito Santo o amor. As três Pessoas divinas, colocando-lhe o trono à direita de Jesus, a declaram Rainha universal do céu e da terra.” – Santo Afonso Maria de Ligório – Glórias de Maria

“Quem é esta que avança como a aurora, formosa como a lua, brilhante como o sol, terrível como um exército em ordem de batalha?” – Ct 6, 10

“Mãe, hoje vi Nossa Senhora na Cova da Iria. Era uma Senhora tão linda, tão bonita.” – Jacinta, vidente de Fátima, 13 de maio de 1917

“Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto do teu ventre. E donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?” – Lc 1, 42-43

“Que ela esteja com Aquele a quem trouxe no seio, que esteja junto Àquele que pôs no mundo, a quem aqueceu e nutriu, Maria, a Mãe de Deus, a ama de Deus, o reino de Deus, a imitadora de Deus” – Santo Agostinho

“Meio-dia. Vejo a Igreja aberta e entro. Mas não é para rezar, ó Mãe, que eu estou aqui dentro. Nada tenho a pedir, nada para dar. Venho somente, Mãe, para te olhar…” Paul Claudel – A Virgem do Meio-Dia

“Continuem a rezar o terço em honra de Nossa Senhora do Rosário para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer.” – Maria, em Fátima, 13 de julho de 1917

“Mulher, eis aí o teu filho… Eis aí tua mãe.” – Jo 19, 26-27

Desinformação – De Bengasi ao Terrorismo Nuclear

O artigo abaixo, do general Ion Mihai Pacepa, foi publicado no WorldNetDaily em 25 de junho de 2013.

Desinformação – De Bengasi ao Terrorismo Nuclear

Ion Mihai Pacepa, ex-chefe de espionagem comunista, revela o pior escândalo de Obama

O general Ion Mihai Pacepa é o oficial de mais alta patente do bloco soviético que obteve asilo político nos EUA. O seu novo livro, Disinformation, em coautoria com o professor Ronald Rychlak, foi publicado pela WND Books em 25 de junho de 2013.

A politização sem precedentes do IRS (Internal Revenue Service) à moda soviética foi, dentre todos os escândalos que infestam a administração Obama, o que maior indignação popular causou, pois muita gente sentiu na pele a arrogância da IRS.

Entretanto, muito mais importante é o encobrimento da verdade sobre o bárbaro assassinato do embaixador J. Christopher Stevens e de três dos seus subordinados dentro do nosso posto diplomático em Bengasi, cometido na emblemática data de 11 de setembro.

Por que digo isto? Na minha antiga vida como comandante-chefe de espionagem do bloco soviético, passei anos observando, a partir de um ponto de vista privilegiado e exclusivo, como um tipo de maldade rapidamente leva a outra maldade muito maior. Acredito que Bengasi é o escândalo da presidência Obama.

Para resumir: descrevendo de forma enganosa o ato de guerra cuidadosamente preparado contra os EUA como um caso de “violência espontânea”, esta administração provou que não está disposta e nem é capaz de defender o nosso país e as nossas vidas contra o terrorismo externo, que – e aqui está a parte crítica – está agora muito perto de ter armas nucleares para lançar contra nós.

James Woolsey, ex-diretor da Central de Inteligência, publicou recentemente um artigo no Wall Street Journal documentando como os EUA se tornaram tão vulneráveis ao terrorismo internacional, a ponto de até mesmo o ridículo governo norte-coreano poder denotar uma pequena arma nuclear sobre o território americano.

“A Coréia do Norte só precisa de um míssil balístico intercontinental capaz de transportar um única ogiva nuclear para se tornar um perigo real para os EUA” escreveu Woolsey, juntamente com Peter Pry, diretor executivo da Task Force na National and Homeland Security. “A Congressional Electromagnetic Pulse Commission, a Congressional Strategic Posture Commission e diversos estudos do governo americano demonstraram que a detonação de uma arma nuclear sobre qualquer parte do território americano geraria um pulso eletromagnético catastrófico.”

Uma única explosão – algo que a Coréia do Norte é realmente capaz de fazer – constituiria um ataque por pulso eletromagnético capaz de, nas palavras do nosso ex-chefe da CIA, “causar um colapso na rede elétrica e na infraestrutura dela dependente – comunicações, transportes, sistema financeiro, comida e água – necessárias para manter a sociedade moderna e as vidas de 300 milhões de americanos.”

Outra análise bem feita, recém-publicada no Weekly Standard, confirma que em meados de 2014, o fanático e anti-americano governo terrorista do Irã provavelmente será capaz de enriquecer urânio e plutônio de forma tão rápida que os EUA não conseguirão detê-lo militarmente. Quando um regime insano e metastático – obcecado pela destruição (em primeiro lugar) do “Pequeno Satã”, Israel, e (em seguida) do “Grande Satã” (EUA) – tiver um arsenal nuclear, estaremos realmente vivendo em um mundo muito diferente e incerto.

Quando eu era conselheiro de segurança nacional do presidente da Romênia comunista, uma das minhas principais tarefas, era, ironicamente, impedir a ação terrorista. A prevenção, é claro, era muito mais fácil numa ditadura cruel onde a polícia política desfrutava de poder ilimitado. Entretanto, experiências recentes provam o bom funcionamento da prevenção nos EUA. A Heritage Foundation noticiou em 2008 que cerca de 40 ataques terroristas foram evitados desde 11 de setembro de 2001.

Infelizmente, em 2009, por razões sobre as quais podemos apenas especular, a administração Obama descartou a frase “guerra contra o terrorismo” do seu vocabulário, reclassificando um bem sucedido ataque terrorista no território americano (Fort Hood) como “violência no local de trabalho” e abandonou inúmeras medidas anti-terrorismo adotadas após o 11 de setembro. Marc A. Thiessen, colunista do Washington Post, observou: “No seu segundo dia no cargo, Obama encerrou o programa de interrogatório da CIA. (…) Num discurso no National Archives, Obama eviscerou os homens e as mulheres da CIA, acusando-os de “tortura” e declarando que o trabalho deles ‘não ajudou na nossa guerra e nos nossos esforços contra o terrorismo – eles os enfraqueceram.’”

Voltando a 2012: “bin Laden está morto e a General Motors está viva” se tornou um dos mais vibrantes slogans da campanha de reeleição de Obama. A mensagem: o terrorismo e a Al-Qaeda estão derrotados; portanto, reeleja-me. Se a administração tivesse admitido que o embaixador Stevens e os seus três subordinados foram mortos por terroristas dois meses antes da eleição, o slogan mais real da campanha de Obama exporia publicamente o absurdo que realmente era.

Como todos sabem, durante semanas, a administração – incluindo o próprio presidente Obama nas Nações Unidas – bizarramente jogou a culpa por toda a confusão, morte e destruição de Bengasi em uma paródia islâmica no YouTube assistida por pouca gente.

Após o atentado a bomba na maratona de Boston – cujos resultados foram a paralisia de uma das maiores cidades dos EUA, três americanos mortos e cerca de 200 feridos, muitos deles gravemente – o presidente Obama, sob pressão do Congresso, tratou do perigo do terrorismo em um discurso de uma hora no dia 23 de maio. Foi um bom discurso, como os discursos costumam ser, exceto pelo fato de que ele sequer ter mencionou a ameaça real enfrentada hoje pelo nosso país – o risco crescente do terrorismo nuclear – e, em vez disto, menosprezou o perigo de um futuro terrorista. “Extremistas regionais. Este é o futuro do terrorismo” proclamou o presidente. Tudo o que precisamos fazer realmente é fechar Guantânamo e efetuar uma leve mudança no modo como usamos drones.

Com o devido respeito, tenho que contrariar o presidente Obama. O terrorismo anti-americano atual não foi gerado nos EUA. Foi concebido 48 anos atrás em Lubianka, quartel-general da KGB, e tem sido levado a cabo por fascistas islâmicos armados com granadas soviéticas propelidas a foguete, Kalashnikovs e coquetéis Molotov – incluindo os terroristas responsáveis pela morte do embaixador Stevens.

Infelizmente, eu testemunhei o nascimento do terrorismo anti-americano. Anos atrás ouvia o general Aleksandr Sakharovsky, chefe da espionagem estrangeira da União Soviética, pontificar que a nossa maior arma contra o nosso “principal inimigo” (os EUA) deveria ser, a partir de então, o terrorismo, pois as armas nucleares haviam tornado obsoleta a força militar convencional.

Conheci bem Sakharovsky – ele foi conselheiro chefe da inteligência soviética para a Romênia durante cinco anos. A sua aparência não era a de uma pessoa cruel, mas o terrorismo era a sua solução favorita para problemas políticos; durante os seus anos de atuação na Romênia, instigou a matança de cerca de 50 mil anti-comunistas. Depois, Sakharovsky serviu 16 anos – período sem precedentes – como chefe do serviço de inteligência estrangeiro da União Soviética (1956-1972), tempo durante o qual espalhou o terrorismo anti-americano pelo mundo.

Em 1969, Sakharovsky tranformou o sequestro de aviões – a arma escolhida para  o 11 de setembro – em terrorismo internacional. Em 1971, lançou a Operação Tayfun (palavra russa para “tufão”), destinada a transformar o antigo ódio mundial contra os nazistas em um ódio contra os EUA, o novo “poder de ocupação”. Sakharovsky até mesmo estabeleceu uma “divisão socialista de trabalho” com o objetivo de criar e armar organizações terroristas anti-americanas em todo o mundo – a qual chamou “combatentes da liberdade”.

Em meu novo livro, Disinformation, em coautoria com o professor Ronald Rychlak, explico bem tudo isso, em seus diversos aspectos. Aqui, quero brevemente afirmar que o sucesso das operações terroristas de Sakharovsky encorajaram o seu superior, Yuri Andropov, chefe da KGB, a – como costumava dizer – “transformar todo o mundo árabe em um explosivo inimigo dos EUA” recorrendo ao anti-semitismo, arma emocional manejada com sucesso por vários ditadores ao longo do tempo.

A máquina de desinformação de Andropov, naquele tempo estimada em mais de 1 milhão de pessoas (detalhadamente descrita em nosso livro), não mediu esforços para convencer o mundo islâmico de que os EUA eram um país sionista em guerra comercial, financiado pelo dinheiro judeu e administrado por um ávido “Conselho dos Sábios de Sião” – epíteto de Andropov para o Congresso americano.

O objetivo desta imensa operação de desinformação era fazer o mundo islâmico temer que os EUA pudessem tranformar o resto do mundo em um feudo judeu. A manobra de Andropov funcionou. É só lembrar a tomada islâmica da embaixada americana em Teerã em 1979, o atentado a bomba ao quartel dos marines em Beirute em 1983, o sequestro do Achille Lauro em 1985, o ataque terrorista ao World Trade Center em 1993, a destruição das embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia em 1998 e os catastróficos ataques de 11 de setembro.

O sucesso de Andropov fez dele o primeiro oficial da KGB a sentar no trono do Kremlin e a ter o seu escritório na KGB transformado em santuário.

Quando Andropov e a sua União Soviética se foram, uma nova geração de russos lutou para dar àquele país feudal uma nova identidade. Mas o ódio pelos EUA introduzido no mundo islâmico pela KGB de Andropov ainda está vivo e se espalhando.

Na minha outra vida, no topo da inteligência do bloco soviético – o serviço de inteligência estrangeiro romeno (DIE) – eu gerenciava extensas redes de inteligência no mundo islâmico, e conheci muito bem aquela região. O seu povo não odiava os EUA. Milhões deles ainda hoje esperam na fila para serem aceitos nos EUA porque admiram este país. Apenas alguns poucos líderes fanáticos fascistas islâmicos, devido à sua imensa raiva contra esta grande nação de liberdade, sonham em destruí-la.

O prolongado ódio destes líderes islâmicos fanáticos pelos EUA e o fantasma de que consigam poder nuclear mostram, no meu ponto de vista, que é o momento para os líderes do nosso Congresso e dos nossos partidos Democrata e Republicano esquecerem os belos discursos do presidente Obama e começarem a construir uma política única para vencer a guerra contra a praga do terrorismo.

É importante, além de esclarecer totalmente a verdade sobre Bengasi, tomarmos medidas para evitar novos desastres terroristas. A competição pode ser o motor do progresso americano, mas, em tempo de guerra, é a união que faz dos EUA o líder do mundo.

Não sei como deve ser a nova polítca anti-terrorista americana. Na realidade, ninguém em nosso país sabe. Sei, entretanto, como o terrorismo anti-americano foi gerado, e recomendo fortemente, à administração atual e ao Congresso, a análise séria do relatório National Security Council Report 68, do presidente Truman (NSC 68/1950), que definiu a estratégia de contenção e se tornou a nossa principal arma durante a Guerra Fria.

Este documento de 58 páginas não joga a culpa pela Guerra Fria em vídeos do YouTube. Descreve os desafios dos EUA em termos desastrosos.

“Os problemas que enfrentamos são graves”, diz o documento, “envolvendo a sobrevivência ou a destruição não apenas desta República mas da própria civilização”. Assim, definiu uma estratégia política “de dois dentes”: 1) poder militar superior e 2) uma “Campanha da Verdade”, definida como “uma luta, acima de tudo, pelas mentes dos homens”. A propaganda usada pelas “forças do comunismo imperialista” só podia ser derrotada, argumentou Truman, pela “verdade plena, absoluta e simples”. A Voice of America, a Radio Free Europe e a Radio Liberation (logo em seguida chamada de Radio Liberty) tornaram-se parte da “Campanha da Verdade” de Truman.

Esta mesma estratégia “de dois dentes” – superioridade militar total e uma resoluta campanha pela verdade absoluta – permitiu aos EUA vencerem o comunismo, e é hoje igualmente essencial se quisermos assumir a posição de controle em um ameaçador mundo de terrorismo nuclear inimaginável.

 

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