Sete Alegrias

"Alegra-Te, Cheia de Graça…"

O Escudo e a Espada de Obama

O artigo abaixo, de Paul Kengor e Ion Mihai Pacepa, foi publicado no The American Spector em 29 de maio de 2013.

Paul Kengor é professor de ciências políticas, diretor executivo do Center for Vision and Values do Grove City College e escritor. É  autor do livro Dupes: How America’s Adversaries Have Manipulated Progressives for a Century.

O general Ion Mihai Pacepa é o mais alto oficial de inteligência a desertar do antigo bloco soviético. O seu livro Red Horizons foi traduzido em 27 idiomas. O seu novo livro, Disinformation, em coautoria com o professor Ronald Rychlak, foi publicado pelo WND Books em junho de 2013.

O Escudo e a Espada de Obama

O nosso presidente tem um ouvido defeituoso, não graças à KGB.

Diga que somos anti-comunistas obcecados. Pode nos chamar de teóricos da conspiração. Diga que talvez tenhamos passado muito tempo vivendo e estudando a Guerra Fria. Seja como for, este é o nosso trabalho, e não podemos deixar de observar estas coisas.

Ao ouvir o presidente Obama falar sobre terrorismo na semana passada, ficamos surpresos ao ouvi-lo dizer que os EUA precisam de um programa anti-terrorista que seja a nossa espada e o nosso escudo. Vindas de um presidente americano, foi uma espantosa escolha de palavras. Você se lembra do emblema da KGB? Talvez não, mas nós lembramos. Um de nós (Pacepa) trabalhou durante duas décadas para a KGB como um dos seus mais altos oficiais de inteligência/militar/política em todo o bloco soviético, e pagou a sua liberdade com duas sentenças de morte. O emblema da KGB era uma espada e um escudo simbolizando os seus dois deveres: colocar os inimigos do país sob a espada e, com o escudo, proteger a revolução comunista.

Quando, pela primeira vez, ouvimos as palavras do presidente Obama, pensamos ter ouvido mal, e aguardamos o texto escrito do discurso. Eis o texto, conforme publicado no Wall Street Journal após o pronunciamento:

“A nossa vitória contra o terrorismo não será medida por uma cerimônia de rendição em um navio de guerra, ou por uma estátua sendo erguida em terra firme. Será medida por pais levando os filhos para a escola, imigrantes chegando às nossas terras, fãs de esportes jogando bola, veteranos iniciando negócios, ruas cheia de gente. A tranquila determinação, a força de caráter e os laços de solidariedade, o dizer não ao medo – estas são a nossa espada e o nosso escudo.”

Repetindo: a espada e o escudo são bem conhecidos como o emblema da KGB. Para dar apenas um exemplo, muitos leitores deste site estão familiarizados com o clássico trabalho sobre os arquivos da KGB, The Sword and the Shield: The Mitrokhin Archive and the Secret History of the KGB.

Por certo, isto pode ser uma simples e espantosa coincidência da parte do nosso presidente. Se for, perdoe-nos por estabelecer uma ligação ou mesmo por permitir um mero pensamento. Publicamente, podemos alegar que isto não passa de uma coincidência. É uma afirmação geral. Mas também é o emblema da KGB. Uma busca no Google sobre “espada e escudo” rapidamente conduz a uma entrada na Wikipédia, que corretamente lista o emblema da KGB entre as principais referências.

Infelizmente, estamos tristemente condicionados – pelo próprio presidente Obama – em notar estas estranhas e frequentes coincidências. Este é um homem que empregou o seu primeiro mandato engajando-se na retórica de luta de classes mais estridente que já ouvimos de um presidente americano. Ele demonizou lucros, corporações, Wall Street, executivos e gatos gordos, ricos, milionários e bilionários, petrolíferas, bancos e bitter-clingers (nota do tradutor: referência a um discurso de Obama durante a campanha de 2008, no qual ele se refere a americanos “amargurados (= bitter) que se apegam (cling) a armas ou à religião ou à antipatia por pessoas que não são como eles ou a sentimentos contra imigrantes ou a sentimentos anti-comerciais como uma forma de explicar as suas frustrações”), enquanto elogiava redistribuição de riqueza, estímulos governamentais, gestão governamental, centralização de governo e mais e mais. A maior parte deste discurso era retória socialista padrão. E então, para slogan da reeleição de 2012, o presidente e seus assessores escoheram o antigo grito de guerra comunista mundial “Avante!”

Por isso, perdoe-nos por sermos sensíveis demais a estas palavras.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: