Sete Alegrias

"Alegra-Te, Cheia de Graça…"

Filho do Hamas

O livro Filho do Hamas foi escrito por Mosab Hassan Yousef, filho de um dos fundadores do grupo terrorista palestino Hamas. Aos 18 anos, tentando dar um fim à violência terrorista, começou a trabalhar para o serviço secreto israelense. Um dia, na Porta de Damasco, recebeu um convite de Cristo e, num lento processo, se converteu ao cristianismo. Portanto, este é um livro escrito por um palestino, amigo dos judeus, que virou cristão.

O violento dia a dia da região, a vida nas prisões e campos de refugiados, as atividades dos terroristas e o trabalho para o serviço secreto israelense formam o enredo onde se misturam a luta dos líderes palestinos pelo poder político, a manipulação de inocentes por estas lideranças e o confronto das três grandes religiões plasmado na conversão do autor pelo cristianismo.

Por várias vezes, Mosab Hassan Yousef critica o afã dos líderes mulçumanos pela implantação de um califado mundial. A Irmandade Muçulmana é presença marcante no relato. Os primeiros líderes desta organização eram pessoas bem intencionadas, desejosas de promover a caridade, a educação e o bem-estar. Infelizmente, há o outro lado do Islã, que luta para implantar o califado global, liderado por um homem santo. Yasser Arafat, a quem o autor conheceu bem, é outra personalidade constante no livro. É criticado por colocar os interesses políticos pessoais acima dos interesses do povo palestino e por promover a violência.

Uma observação importante do autor é a ausência de um legislador que unifique as normas religiosas islâmicas; portanto, diversos xeiques emitem diferentes decretos a respeito da mesma questão. Assim, todos vivem de acordo com um conjunto distinto de leis, algumas muito mais rígidas do que outras.

Aos envolvidos no conflito, Mosab Hassan Yousef recomenda, na última página do livro:

“Enquanto continuarmos a procurar os inimigos em outros lugares que não dentro de nós mesmos, sempre haverá um problema no Oriente Médio.”

“Verdade e perdão são a única solução paa o Oriente Médio. Mas o desafio, principalmente entre israelenses e palestinos, não é encontrar a solução. O desafio é ser o primeiro com coragem suficiente para abraçá-la.”

Por tudo isso, este livro, escrito sob um ponto de vista único e singular, é leitura obrigatória para quem deseja entender o conflito árabe-israelense.

Rezemos a Deus para que os nossos irmãos consigam encontrar a paz.

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