Sete Alegrias

"Alegra-Te, Cheia de Graça…"

Terra Distante

Em Campo Grande, MS, uma estudante de 16 anos matou uma colega de 15 por causa do odor de um perfume. Colegas filmaram a briga, na qual tomaram parte umas 20 pessoas – uma multidão.

Não sei o que é pior: o assassinato por motivo fútil, a sanha dos colegas em fazer uma gravação de vídeo em vez de tentar salvar uma vida humana, a exibição da bárbara cena pela mídia de massa e pela internet ou o mórbido interesse dos telespectadores e internautas.

Assim está a nossa sociedade. Antigamente se dizia: se cobrir, vira circo, se cercar, vira hospício. Acho que a coisa já não tem mais graça. Estamos, realmente, vivendo num hospício, como diz Olavo de Carvalho.

Por que chegamos a este ponto?

Nosso Senhor Jesus Cristo, em Lc15,11-32, conta a parábola do filho pródigo, que voluntariamente quis se afastar do pai. O rapaz juntou o que era seu e partiu para um terra distante, onde dissipou toda a fortuna e começou a passar dificuldades.

Que “terra distante” é esta? Santo Agostinho interpreta: a terra distante é o esquecimento de Deus.

Foi para onde nós fomos. A nossa sociedade se esqueceu de Deus e o resultado não podia ser outro. Nós, católicos, estamos preocupados com as nossas coisinhas; nossas lideranças, com as coisinhas delas; santidade é uma palavra para ser lida nos livros, de preferência de história, de história bem antiga, quanto mais antiga melhor, porque mais distante de nós; caridade… bom, caridade é consequência, não pode ser ensinada, é consequência da busca da verdade propelida pela coragem moral, dá pra contar nos dedos de uma mão aleijada os corajosos do Brasil, muito melhor é o bom-mocismo, é puxar saco de bandido, é a conveniência das amizades oportunas, destas que enchem o bolso traseiro de dinheiro.

Estamos como o filho pródigo, que, em meio às dificuldades e à fome, queria comer as porcarias que serviam de comida aos porcos, mas nem isso lhe davam. Os vídeos de assassinato já não nos saciam, queremos mais, a volúpia por porcarias não tem fim…

A nossa desfibrada sociedade já não tem mais energia para dizer “Vou voltar para o meu Pai e dizer: pequei contra Deus e contra ti”.

Se você, caro leitor, cara leitora, não quer entrar nesta piração, não vá para esta “terra distante”. Tenha a coragem moral para buscar a Verdade, dia e noite. Volte para o Pai, e ouça a Sua voz reconfortante e energizante:

“Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu.”

 

3 Respostas para “Terra Distante

  1. Carlos Norberto Gomes Corrêa 14/09/2013 às 18:39

    Prezado amigo, a Paz esteja com você. Sábias considerações. Ora bem, constatado o problema o que nos compete, devíamos nos perguntar. – O que fizermos isto é trabalhar pelo Reino. Abraço do seu Carlos.

  2. Marcos Braga 16/09/2013 às 20:26

    Sim, exatamente isto o que ocorreu comigo. Busquei, busquei e busquei uma saída, e só a encontrei quando voltei para o Pai, dizendo: Perdoe-me, Pai, porque pequei contra o céu e contra vós. Agora, o caminho de volta, a longa jornada para restaurar a sanidade perdida na loucura do mundo e nas longas noites, insone, em estertores devido à aridez espiritual. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santos, assim como era no início, agora e sempre, por todos os séculos dos séculos. Amém. Louvores aos Santos Padres e aos Santos e Santas Piedosos, que nos deixaram, por herança, a verdadeira conduta cristã. Deus o abençoe, sr. Hashimoto.

  3. cleide de abreu dobarrio 19/09/2013 às 23:27

    Mae que leva seu filho para a igreja nunca irá visita-lo na cadeia.!

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