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"Alegra-Te, Cheia de Graça…"

Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental

O Papa Francisco tem pedido reiteradamente aos católicos que saiam às ruas, deixem a comodidade em casa e partam à procura do irmão necessitado, levando-lhe a caridade e a ciência do amor de Cristo.

A Igreja, entretanto, desde há muito está na posição defensiva, acuada por uma gigantesca mentalidade anti-cristã propagada pela mídia de massa, pelo sistema educacional e pela indústria cultural. Para o católico ir à luta é necessário estudar e estar preparado para dar, a quem pedir, a razão da sua esperança.

Para isso, nada melhor do que o livro Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental, de Thomas E. Woods, um dos mais importantes livros já publicados no Brasil.

O título é auto-explicativo: a Igreja criou a Universidade, as mais belas artes plásticas (com destaque para a arquitetura e sua máxima realização: a catedral medieval), os conceitos básicos da economia moderna (leia-se riqueza sem precedentes), o Direito (nascido do Direito Canônico), as instituições de assistência (dos hospitais à previdência) e as condições para o desenvolvimento da ciência moderna.

Além disso, configurou os padrões morais ocidentais por meio da idéia da sacralidade da vida humana e do valor único de cada pessoa – Cristo “me amou e se entregou por mim” (Gl 2,20).

Sem deixar de lado a herança greco-romana e de outros povos, a Igreja soube incorporar as valiosas contribuições destas culturas para criar uma civilização cujos frutos são nomes como São Bento (pai da Europa), Giotto (precursor da Renascença), Dom Perignon (criador do champanhe), Francesco Lana- Terzi (pai da aviação), Roger Bacon (precursor do moderno método científico), Rogério Boscovich (precursor da teoria do campo unificado), Athanasius Kircher (fundador da egiptologia), São Francisco de Assis (o máximo da caridade cristã), Fabíola (fundadora do primeiro grande hospital público em Roma)… a lista não tem fim.

Merece destaque a importância dada à mulher. A Igreja elevou a sua dignidade mediante a santificação do matrimônio, a proibição do divórcio (antes, o marido simplesmente abandonava a esposa) e a equalização do pecado de adultério. Permitiu a formação de comunidades religiosas com governo próprio, algo totalmente inusitado no mundo antigo – segundo alguns autores, elas teriam sido até mesmo as precursoras do monaquismo. Também a mulher é o tema de uma das maiores criações artísticas de todos os tempos – a Pietá de Michelângelo.

Num jogo de luz e sombras, o autor desmistifica clichês e preconceitos e mostra que os eclesiásticos não acertaram em todas as decisões. Assim, dá ao cristão argumentos para defender a sua fé contra o discurso que, ao pintar a Igreja como a mãe de todos os males, repercute o discurso de ódio de Karl Marx “A religião é o ópio do povo”.

Não podemos esquecer o ensinamento de Bento XVI na Catedral da Sé: a Igreja é – e sempre será – imaculada porque a sua cabeça é Cristo. Seria muita ingenuidade acreditar que todos os católicos – só pelo fato de serem católicos – estão imunes a erros pessoais. A Igreja militante é composta pelos que precisam do Médico – graças a Deus, senão, para onde iriam os pecadores como eu e você?

Este livro deve ser lido por quem quer conhecer a realidade das coisas para poder lutar por Cristo.

Deve ser lido, sobretudo, por quem se sabe possuidor de uma pérola de grande valor – a fé católica – a qual não troca por nada no mundo. Afinal, como disse São Thomaz More, ninguém no leito de morte jamais se arrependeu de ter sido católico.

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