Sete Alegrias

"Alegra-Te, Cheia de Graça…"

E os pobres são evangelizados

“os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados” – Mt 11, 5

Indagado sobre a essência messiânica da Sua missão (“És Tu Aquele que há de vir?”), Nosso Senhor Jesus Cristo respondeu com a frase acima. Em outras palavras, a maior prova da divindade de Cristo é a sua capacidade de fazer milagres: cegos enxergando, paralíticos andando, leprosos sem lepra, surdos ouvindo e mortos ressuscitados. Em outra ocasião, dirá “Para provar que tenho o poder de perdoar os pecados – para provar que sou Deus – Eu te digo: levanta, toma o teu leito e vai para casa”, e o paralítico saiu andando. Também orou em voz alta “Pai, eu Te agradeço porque Me ouves. Digo isto não por Mim, mas pela multidão que Me rodeia” e, com voz forte, ordenou: “Lázaro, vem para fora!”

Entretanto, a sequência termina de forma enigmática: “os pobres são evangelizados”. O que há de milagre em evangelizar pobre? Pior ainda, esta destoante afirmação foi deixada para o fim, para o encerramento da frase, como que para enfatizar a sua importância.

Referia-se Cristo à marginalização dos menos favorecidos pela sorte? Foi um puxão de orelhas para chamar a nossa atenção para com os irmãos mais necessitados? Teve esta afirmação um caráter social?

Ou haverá uma definição misteriosa na palavra “pobre”? Terá querido Cristo dizer que, como a evangelização atingia todas as classes sociais, todos somos pobres? Seria pobre até mesmo Nicodemos, um dos grandes de Israel, cuja fortuna estimada conseguiria sustentar por dez dias todo o povo israelita?

As duas coisas! Todos somos pobres, necessitados do amor de Deus. Mas, em alguns aspectos, somos mais ricos do que os outros. Ninguém é tão rico que não necessite de nada, nem tão pobre que não tenha nada a dar. Li esta arguta frase em algum lugar, não lembro mais, infelizmente.

Assim está concebido o nosso mundo, onde devemos levar as cargas uns dos outros para cumprimos a lei de Cristo, a lei da caridade.

Presos pela nossa mediocridade, não conseguimos fazer os milagres que Cristo fazia. Mas, o milagre mais importante de todos – o de evangelizar os nossos irmãos mediante o nosso esforço pela santidade pessoal e pelo nosso exemplo e pela nossa caridade – isto, sim, está ao nosso alcance.

Pelo menos, podemos tentar…

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