Sete Alegrias

"Alegra-Te, Cheia de Graça…"

Divina Inveja

Na Eternidade, Deus Pai olha com amor para Si mesmo e este olhar de amor origina o Deus Filho, e os dois Se olham e o Seu olhar de amor origina o Deus Espírito Santo. Mais não digo, pois, como Riobaldo, “nessas altas idéias navego mal”.

No Paraíso, Deus criou o homem e, estando ele muito solitário, criou a mulher para lhe fazer companhia, e lhes deu o amor, e, com o amor, a capacidade de também darem origem ao filho.

E o filho e a mãe se olham e se amam, num amor especial, sobre o qual também mais não sei dizer.

E Deus, senhor do tempo, vendo o amor de todas as mães e de todos os filhos – vendo você, cara leitora, mãe, vendo você, caro leitor, filho – sentiu uma divina inveja. E disse Deus, em uníssono (um só Deus, em três pessoas):

– Ei, peralá, tem algo muito errado aqui, este negócio de mãe é muito bom, eu também quero! Preciso dar um jeito nisso, afinal de contas, quem é que manda aqui?

E, chamando imediatamente Gabriel, falou:

– Tenho uma missão para você.

(…)

– Alegra-Te, Cheia de Graça, eis que darás à luz um menino…

***

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