Sete Alegrias

"Alegra-Te, Cheia de Graça…"

Carta aberta aos gestores de shopping centers

Prezados

Tenho acompanhado, com preocupação, o fenômeno “rolezinho” e os efeitos dele decorrentes nos estabelecimentos administrados pelos senhores. Escrevo com o objetivo de contribuir para a solução deste inusitado problema, que tantos prejuízos tem gerado.

A origem exata do fenômeno tem sido discutida por inúmeros comentaristas, mas, na minha opinião, os detalhes da sua gênese não vêm ao caso. O que interessa é reconhecer que ele emana da mentalidade revolucionária que domina a nossa nação. Os próprios cientistas sociais responsáveis por inocular esta mentalidade de revolta nos jovens (na verdade, na sociedade como um todo) não sabem bem onde as suas experiências sociais vão dar – se em “rolezinhos” ou em “rolezões”. Para eles, isso não importa; o que conta é a massa de ódio, a contestação, o embate, a destruição. Da terra arrasada, surgirão controles sociais cada vez maiores e mais fortes impostos pelo Estado – a estratégia é dar poder e força ao governo, rumo ao estado socialista. Esta inoculação é feita pela mídia de massa, pelo sistema educacional e pela indústria cultural, bem debaixo dos nossos narizes. Para isso, não falta aporte por parte dos interessados.

Se é verdade que a principal tarefa de um gestor é prestar um serviço e ser remunerado por ele, também é verdade que cabe ao gestor a administração das influências externas ao seu negócio: os concorrentes, as novas tecnologias, as medidas governamentais, os fenômenos da natureza e as ideologias condutoras das massas. Neste último item se insere o fenômeno “rolezinho”. Os senhores não prestaram a devida atenção às ideologias de ódio socialistas que vêm impregnando a nossa sociedade há décadas e ameaçam destruir a livre iniciativa.

Ainda há tempo para recuperar o atraso. Mas os senhores precisam se mexer, e rápido. Antes de mais nada, precisam estudar este intrincado assunto para entender o que está acontecendo e para não agir cegamente, pois podem fazer o jogo do inimigo. É errado, por exemplo, traçar uma estratégia unicamente centrada em pedir auxílio ao governo. Isso é dar força à mesma mentalidade socialista citada. Ou pensar que é um problema isolado, sem ligação com a cultura de rebeldia semeada em toda a sociedade.

Sob este ponto de vista, só há uma pessoa capacitada para orientar os senhores: o combativo e combatido professor Olavo de Carvalho. O eminente filósofo dedica-se, há décadas, ao estudo do tema. Contratem-no imediatamente e ouçam e sigam os seus ensinamentos. Invistam na guerra cultural, como os seus adversários têm feito.

Não há outro jeito. Todas as demais medidas – talvez necessárias, talvez imprescindíveis no momento – são paliativas e não deterão a maré de ódio que ameaça afundar a nossa civilização e, com ela, o livre mercado. Ou os senhores atacam o problema na raiz ou ficarão enxugando gelo.

Obrigado pela atenção.

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