Sete Alegrias

"Alegra-Te, Cheia de Graça…"

Maconha Recreativa

O Colorado é o primeiro estado americano a vender maconha para fins recreativos.

Recreativo?!

Recreação, para mim, é jogar bola, tomar sorvete ou ir ao cinema. Agora, “ficar doidão” mudou de nome. Chama-se “recreação”. É o Newspeak, a inversão revolucionária do vocabulário. Os droguistas – meu neologismo para os teóricos favoráveis à liberação das drogas –  usam dois argumentos. Primeiro: a legalização permite o controle governamental e, assim, inibe o mercado negro. Segundo: cigarro e álcool também são drogas, semelhantes à maconha, por exemplo.

O professor Olavo de Carvalho mais uma vez desmantela estas falácias. A legalização não acaba com o mercado negro; vide a pirataria de CDs e DVDs. No caso das drogas, é justamente o contrário, vem atender aos interesses dos produtores e distribuidores. Cigarro e álcool não podem ser comparados a drogas como a maconha porque não induzem à ação anti-social. Você já viu alguém fumar um Hollywood e ficar doidão? E o álcool só se torna um problema se ingerido sistematicamente, em quantidade e ao longo de muito tempo, levando ao alcoolismo; a diferença é de espécie, não de grau. Dá para comparar uma cerveja com um cigarro de maconha? Um cálice de vinho com uma carreira de cocaína?

Os objetivos ocultos por trás dos argumentos dos droguistas são dois. Grana e totalitarismo. O mercado das drogas é o mais lucrativo do mundo, seguido pelo tráfico de armas e de seres humanos, aí incluídos escravidão sexual e órgãos. Investidores internacionais, sem ética nem moral, querem ganhar dinheiro a qualquer custo. Para isso, nada melhor do que maconha, cocaína, crack, haxixe, lsd, ecstasy, heroína. Só de pensar, eles já entram em transe, nem precisam cheirar. Quanto ao totalitarismo, os déspotas precisam aniquilar as populações, abobalhá-las, levá-las ao vício porque o maior obstáculo à implantação das tiranias é o homem virtuoso. No caso específico das drogas, se houvesse mais virtude haveria menos dependentes – muitos jovens caem no vício devido à desesperança acarretada pela futilidade da vida dos pais.

Tenha tudo isso em mente ao assistir a boa reportagem feita pelo programa Sem Fronteiras – “Maconha já está sendo vendida legalmente no Colorado (EUA)“. Dê atenção especial ao lúcido depoimento do doutor Nicholas Pace. Os argumentos dos droguistas são hilariantes quando se conhece os interesses ocultos. O verme, exposto ao sol, morre por si. Sob este ponto de vista, a reportagem tem a verdadeira “finalidade recreativa”.

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