Sete Alegrias

"Alegra-Te, Cheia de Graça…"

Arquivos da Categoria: Movimento Revolucionário

Ainda a mídia, a lei e a confusão

(Veja antes o post anterior)

Além de ser uma manobra de engenharia social, o episódio vem jogar lenha na fogueira da pedofilia, mais notadamente com relação à “idade de consentimento”. Quatorze anos? Doze? Por que não cinco? Ou nenhuma idade, desde o berço?

A pedofilia já avança a passos largos. As próximas etapas, alertou Olavo de Carvalho em recente hangout, são a bestialidade e a necrofilia.

Boa sorte a todos!

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Mídia, lei e confusão

O Fantástico mostrou ontem uma reportagem sobre um prefeito do estado do Amazonas. Segundo a denúncia, ele está envolvido com aliciamento de menores para atividades sexuais. Menores de 14 e 15 anos (1.4 e 1.5 seriam os códigos para as idades). Note bem que a ênfase está no escândalo sexual envolvendo menores de idade.

Por outro lado, a lei federal número 12.594 de 18 de janeiro de 2012, em seu artigo 68, garante a menores o direito à “visita íntima”.

Ué?!

Como é que fica este conflito?

Fica do jeito que está, porque o objetivo destes legisladores é um só: criar leis conflitantes para levar você – isso mesmo, você, cara leitora, caro leitor – à confusão, ao estado mental da incerteza, à perplexidade. É uma técnica de manipulação psicológica colocada em prática com a ajuda da mídia de massa para abobalhar e escravizar você.

Cadê os homens de leis para resolver este problema?

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Cuba, uma ilha comunista de mortos de fome

A frase acima é de Ion Mihai Pacepa. Ontem, vendo a visita da delegação brasileira à ilha, lembrei-me do artigo do velho general “Quem é Raul Castro?“. Veja quem é este monstro, idolatrado pelos esquerdistas brasileiros.

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O Livro Negro da Esquerda Americana

“Roubar os capitalistas é moral, camaradas” eu ouvi Khrushchev dizer durante suas “férias de seis dias” de 1959 na Romênia. “Não se espantem, camaradas. Usei intencionalmente o verbo roubar. Roubar os nossos inimigos é moral, camaradas.” “Os capitalistas são inimigos mortais do marxismo”, ouvi Fidel Castro discursar em 1972 quando passei férias em Cuba como convidado do seu irmão, Raul. “Matá-los é moral, camaradas!”.

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O artigo abaixo foi publicado no dia 13 no WND. O autor, general Ion Mihai Pacepa é o oficial de mais alta patente que desertou do bloco soviético. O seu novo livro, Disinformation, escrito em co-autoria com o professor Ronald Rychlak, foi lançado em junho pelo WND Books.

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The Black Book of the American Left

O livro “The Black Book of the American Left: Collected Conservative Writings” deve ser lido por todo cidadão americano que ama este país. A obra é um chacoalhão de alerta: os Estados Unidos estão sendo infectados pela peste bubônica do marxismo, que, no passado, contaminou o próprio autor do livro.

Na década de 1970, David atingiu os mais altos cargos dos movimentos de esquerda americanos. Depois, acabou entendendo que o marxismo é uma mentira – o primeiro passo na direção do roubo e do assassinato – e desde então tem dedicado a vida para avisar que o marxismo está colocando em risco a liberdade e a democracia americanas. Uma pesquisa de opinião pública da Rasmussen Reports mostra que, realmente, hoje apenas 53% dos americanos preferem o capitalismo ao socialismo.

Um dos mais populares night clubs de Nova Iorque é o KGB Bar, com temática soviética. O local, enfeitado com a bandeira soviética e com uma fotografia do “Camarada Lênin”, fica lotado por uma nova geração de escritores marxistas que lêem os seus trabalhos. Poucas semanas atrás, esta enorme cidade elegeu, por maioria esmagadora (73% dos votos), um prefeito abertamente marxista, e o conselho de Seattle tem uma nova membro que disse, com orgulho, ter usado “o emblema socialista com honra”. O Pravda, jornal pós-soviético da Russia, que sabia que o socialismo era apenas uma máscara sorridente do marxismo, irritou-se: “Deve ficar claro que, como o rompimento de um grande dique, a enxurrada americana na direção do marxismo está acontecendo com uma velocidade de tirar o fôlego, contra um pano de fundo de uma manada passiva e infeliz, desculpe, prezado leitor, quero dizer, o povo”.

Os Estados Unidos ainda não perceberam realmente que o marxismo está infectando o país porque a mídia de massa tem feito o possível para esconder esse truísmo e porque nem o Partido Republicano nem o tea party chamaram a atenção para os perigos do marxismo. A nossa mídia também está escondendo o fato de que a única coisa que o marxismo deixou atrás de si foi sempre países parecendo acampamentos de trailer devastados por furacões, e líderes marxistas ardendo no inferno de Dante – todos, sem exceção, de Trotsky a Stalin, de Khrushchev a Brezhnev, de Tito a Enver Hoxha, juntamente com Mátyás Rakosi, Sékou Touré, Nyeree, Ceausescu e Hugo Chavez.

David Horowitz nasceu em uma família de marxistas confessos, tinha o marxismo no sangue e teve uma carreira de sucesso como ativista, escritor e jornalista marxista. Em 1974, alguns dos seus camaradas marxistas – líderes dos Panteras Negras – assassinaram um guarda-livros recrutado por David para fazer a contabilidade de uma escola dos Panteras Negras a qual ajudara a fundar. Aquele crime horrível chocou David e o convenceu a abandonar a carreira de esquerdista de sucesso e passar para o outro lado da barricada política americana.

O David Horowitz Freedom Center e a FrontPage Magazine, criada por David em 1988, marcou o início da sua cruzada anti-marxista, que jamais parou. O livro “The Professors: The 101 Most Dangerous Academics in America” (2006) e a Academic Bill of Rights (ABR) foram outros marcos na sua vida: o início da sua ainda hoje vigorosa campanha contra a doutrinação marxista nas universidades americanas. (A bem da verdade: apesar de nunca ter encontrado pessoalmente com David, eu colaboro com a FrontPage Magazine e tenho repetidamente expressado a minha admiração pelo seu rompimento com o marxismo. David também elogiou publicamente o meu rompimento com o comunismo.)

No prefácio de “The Black Book of the American Left”, o primeiro dos nove volumes das suas memórias, David Horowitz escreveu “para o bem ou para o mal, fui condenado a passar o resto dos meus dias” combatendo o marxismo “com o qual eu rompi por iniciativa própria”. Em maio de 1989, ele e outros dois proeminentes ex-marxistas, Ronald Radosh e Peter Collier, foram à Polônia participar de uma conferência sobre o fim do comunismo. Lá, David disse aos dissidentes poloneses: “para mim, a tradição da minha família a respeito dos sonhos socialistas acabou. O socialismo não é mais um sonho de um futuro revolucionário. É apenas um pesadelo do passado. Mas, para vocês, o pesadelo não é um sonho. É uma realidade ainda em andamento. O meu sonho para o povo da Polônia socialista é que um dia vocês acordem do pesadelo e sejam livres”. Poucos meses depois, os diálogos entre o governo polonês e os líderes do Solidariedade levaram às primeiras “eleições livres” (semi-free elections) do bloco soviético.

No dia 9 de novembro de 1989, quando vi pela televisão o Muro de Berlim sendo derrubado, os meus olhos lacrimejaram. Eu estava muito orgulhoso de ser cidadão americano. O mundo inteiro estava expressando a sua gratidão aos Estados Unidos por sua luta de 45 anos de Guerra Fria contra o mal soviético. “O comunismo morreu!” ouvi as pessoas gritando. Realmente, o comunismo morreu como forma de governo. Mas logo ficou provado que o marxismo, cujo 141° aniversário acabara de ser celebrado, havia sobrevivido.

O filósofo francês Jacques Derrida, que disse ter rompido com o marxismo mas que confessou que ainda é paralisado pela emoção ao ouvir a Internacional, nos lembra que o primeiro substantivo do Manifesto Comunista de Marx é espectro: “Um espectro ronda a Europa, o espectro do comunismo”. De acordo com Derrida, Marx começou o “Manifesto Comunista” com a palavra espectro porque um espectro nunca morre. David Horowitz concordou. “Após a morte de Stalin”, escreveu nas suas memórias, os meus pais – cujas vidas haviam sido dedicadas ao marxismo – compreenderam ter “servido a uma quadrilha de déspotas cínicos responsáveis por matar mais camponeses, causar mais fome e miséria humana, e assassinar mais esquerdistas como eles do que os governos capitalistas desde o início dos tempos. (…) Eu tinha 17 anos na época, e no funeral da Old Left eu jurei a mim mesmo não repetir a sina dos meus pais. (…) Mas a minha juventude me impediu de ver o que aquela catástrofe havia revelado. Continuei com a minha fantasia de um futuro socialista. Quando a New Left começou a emergir poucos anos depois, eu estava pronto para acreditar em um novo início e estava ávido por assistir ao seu nascimento”.

David Horowitz agora documenta que uma nova geração de americanos, aos quais não está mais sendo ensinada história e que conhecem pouco ou nada da longa luta do nosso país contra o marxismo, está dando a esta heresia – responsável pelo assassinato de mais de 90 milhões de pessoas – outra vida nova. Em 2008, o Partido Democrata retratou os Estados Unidos como um “império capitalista decadente e racista”, incapaz de prover assistência médica para os pobres, de reconstruir as suas “escolas em frangalhos”, ou de substituir as “fábricas fechadas que no passado proporcionaram uma vida decente para homens e mulheres de todas as raças” e garantiram que iam mudar isso drasticamente por meio do aumento de impostos sobre os americanos ricos e sobre as empresas americanas e seus proprietários, para financiar programas para os pobres. Isso é marxismo em estado puro. No “Manifesto Comunista”, Marx pintou o capitalismo como “um império decadente e racista” e garantiu erradicá-lo defendendo 10 “transgressões dos direitos de propriedade” os quais vieram a ser conhecidos como os “Dez Pontos do Manifesto Comunista”. Dentre eles: pesado imposto de renda com aumento progressivo e gradual, abolição dos direitos de herança, abolição da propriedade.

Se você conhece o “Manifesto”, como David conhece, vai pensar que Marx em pessoa escreveu o programa econômico do Partido Democrata, o qual contém todos os dez pontos acima citados. Se você não conhece o “Manifesto”, dê uma olhada no “The Black Book of the American Left”. Os jovens de hoje, cuja idade é igual à que David tinha quando ignorou os inauditos crimes de Stalin, acreditam em jantar grátis. Não é de admirar que, na corrida eleitoral de 2008 o Partido Democrata lotou estádios com jovens exigindo a redistribuição da riqueza dos Estados Unidos. Algumas daquelas assembléias eleitorais pareceram, para mim, uma repetição das aglomerações de Ceausescu – mais de 80 mil jovens reunidos em frente do agora famoso templo grego imitando a Casa Branca erguido em Denver, para exigir a redistribuição da riqueza americana. O Partido Democrata conquistou a Casa Branca e as duas câmaras do Congresso.

As pessoas se acostumaram a olhar com complacência a “redistribuição de riqueza”, mas David Horowitz demonstra, de maneira convincente, que isso é a quintessência do marxismo, e que o marxismo sempre termina em colapso econômico. Eu concordo. “Roubar os capitalistas é moral, camaradas” eu ouvi Khrushchev dizer durante suas “férias de seis dias” de 1959 na Romênia. “Não se espantem, camaradas. Usei intencionalmente o verbo roubar. Roubar os nossos inimigos é moral, camaradas.” “Roubar os capitalistas é um dever dos marxistas” pontificava o presidente da Romênia, Nicolae Ceausescu, durante os anos em que fui o seu conselheiro de segurança nacional. “Os capitalistas são inimigos mortais do marxismo”, ouvi Fidel Castro discursar em 1972 quando passei férias em Cuba como convidado do seu irmão, Raul. “Matá-los é moral, camaradas!”.

Na minha outra vida cheguei ao topo da entidade marxista – o império soviético – criado por meio da redistribuição da riqueza do seu povo, e para escapar da sua tirania eu fui obrigado a recomeçar a minha vida do zero, como David. Redistribuição de riqueza é roubo disfarçado – um passo antes do homicídio – e o roubo e o homicídio se tornaram políticas públicas no dia de nascimento do marxismo soviético. Imediatamente após a revolução de novembro de 1917, os marxistas soviéticos confiscaram a riqueza da família imperial, apoderaram-se das terras dos russos ricos, nacionalizaram a indústria e o sistema bancário e mataram a maior parte dos donos de terras. Em 1929, confinando os camponeses em fazendas coletivas, os marxistas soviéticos roubaram as suas propriedades juntamente com os animais e ferramentas. Em poucos anos, virtualmente toda a economia soviética estava funcionando a base de propriedades roubadas. Quando o povo começou a protestar contra o roubo, os marxistas transformaram o Império Soviético em um estado policial tirânico. Mais de 20 milhões de pessoas foram mortas para manter aquele império gulag sob controle. A longo prazo, entretanto, roubo e crime não compensam, mesmo quando cometidos por uma superpotência. O colapso da União Soviética em 1991 é a maior prova disso.

No dia 7 de fevereiro de 2009 a capa da Newsweek estampou: “Somos todos socialistas agora”. Isso também foi dito pelo jornal Scînteia de Ceausescu quando ele transformou a Romênia em um monumento ao marxismo. Dois anos após tomar o poder, o marxista Partido Democrata americano produziu os mesmos resultados do marxismo de Ceausescu – em escala americana. Mais de 14 milhões de americanos perderam o emprego, e quase 42 milhões de pessoas recorreram a programas de alimentação do governo. O crescimento do PIB caiu de 3 a 4% para 1,6%. A dívida nacional cresceu para o valor sem precedentes de $17 trilhões, e o valor projetado para 2019 é de $18 trilhões. O Scînteia foi à falência. A Newsweek foi vendida por um dólar.

Vamos dar nome aos bois: estamos falando de marxismo. Marxismo nos Estados Unidos!

“The Black Book of the American Left” não podia ter vindo à luz em melhor momento. Os Estados Unidos precisam entender imediatamente que o marxismo é uma mentira, e que essa mentira é o primeiro passo na direção do roubo e do assassinato.

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Carta aberta aos gestores de shopping centers

Prezados

Tenho acompanhado, com preocupação, o fenômeno “rolezinho” e os efeitos dele decorrentes nos estabelecimentos administrados pelos senhores. Escrevo com o objetivo de contribuir para a solução deste inusitado problema, que tantos prejuízos tem gerado.

A origem exata do fenômeno tem sido discutida por inúmeros comentaristas, mas, na minha opinião, os detalhes da sua gênese não vêm ao caso. O que interessa é reconhecer que ele emana da mentalidade revolucionária que domina a nossa nação. Os próprios cientistas sociais responsáveis por inocular esta mentalidade de revolta nos jovens (na verdade, na sociedade como um todo) não sabem bem onde as suas experiências sociais vão dar – se em “rolezinhos” ou em “rolezões”. Para eles, isso não importa; o que conta é a massa de ódio, a contestação, o embate, a destruição. Da terra arrasada, surgirão controles sociais cada vez maiores e mais fortes impostos pelo Estado – a estratégia é dar poder e força ao governo, rumo ao estado socialista. Esta inoculação é feita pela mídia de massa, pelo sistema educacional e pela indústria cultural, bem debaixo dos nossos narizes. Para isso, não falta aporte por parte dos interessados.

Se é verdade que a principal tarefa de um gestor é prestar um serviço e ser remunerado por ele, também é verdade que cabe ao gestor a administração das influências externas ao seu negócio: os concorrentes, as novas tecnologias, as medidas governamentais, os fenômenos da natureza e as ideologias condutoras das massas. Neste último item se insere o fenômeno “rolezinho”. Os senhores não prestaram a devida atenção às ideologias de ódio socialistas que vêm impregnando a nossa sociedade há décadas e ameaçam destruir a livre iniciativa.

Ainda há tempo para recuperar o atraso. Mas os senhores precisam se mexer, e rápido. Antes de mais nada, precisam estudar este intrincado assunto para entender o que está acontecendo e para não agir cegamente, pois podem fazer o jogo do inimigo. É errado, por exemplo, traçar uma estratégia unicamente centrada em pedir auxílio ao governo. Isso é dar força à mesma mentalidade socialista citada. Ou pensar que é um problema isolado, sem ligação com a cultura de rebeldia semeada em toda a sociedade.

Sob este ponto de vista, só há uma pessoa capacitada para orientar os senhores: o combativo e combatido professor Olavo de Carvalho. O eminente filósofo dedica-se, há décadas, ao estudo do tema. Contratem-no imediatamente e ouçam e sigam os seus ensinamentos. Invistam na guerra cultural, como os seus adversários têm feito.

Não há outro jeito. Todas as demais medidas – talvez necessárias, talvez imprescindíveis no momento – são paliativas e não deterão a maré de ódio que ameaça afundar a nossa civilização e, com ela, o livre mercado. Ou os senhores atacam o problema na raiz ou ficarão enxugando gelo.

Obrigado pela atenção.

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Aniversário da lei da pedofilia

Hoje é um dia muito triste. É aniversário da lei da pedofilia, a lei federal número 12.594, de 18 de janeiro de 2012, que “institui o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase)” e “regulamenta a execução das medidas socioeducativas destinadas a adolescente que pratique ato infracional”. O artigo 68, no capítulo referente às “visitas a adolescente em cumprimento de medida de internação”, diz:

“É assegurado ao adolescente casado ou que viva, comprovadamente, em união estável o direito à visita íntima.”

Entendeu direito? Leia de novo. É isso mesmo. Um adulto pode comprovar a sua união com um adolescente e pronto, está legalizada a pedofilia. É a velha tática de “comer pelas beiradas”, do avanço lento e ineroxável da hegemonia cultural esquerdista, do ataque lateral, nunca o ataque frontal para não dar na vista, quando perceberem já está feita a porcaria. Esta lei é o primeiro passo para fazer com que a pedofilia seja considerada um comportamento normal.

Como foi aprovada uma lei deste tipo? Simples: conforme ensina o professor Olavo de Carvalho, as leis já chegam prontas da ONU. E, se não passasse em forma de lei, o assunto voltaria por meio de portaria, decreto, regulamento, instrução normativa ou qualquer outra figura legislativa que aceitaríamos sem sequer saber da sua existência. Absurdo?

Sim, absurdo mesmo, porque o absurdo faz parte da estratégia psicológica para quebrar a nossa inteligência e a nossa vontade e fazer com que aceitemos as maiores barbaridades sem reclamar. O próprio fato de, aparentando a maior boa vontade, trazer para o debate público o tema, já é, em si, parte da estratégia para a implantação desta praga. Já reparou que, no âmago do debate, está uma coisa chamada eufemisticamente de “idade de consentimento”? Quando você aceita o debate, já caiu na arapuca, logo logo estará discutindo uma idade de consentimento de 16, 10 ou 5 anos de idade, primeiro passo antes de dizerem que, desde o seio materno, o feto já tem desejos sexuais e ninguém pode negar-lhe este “direito”. O “direito” ao “amor intergeracional” – preste atenção neste termo, logo logo vai entrar em circulação.

Cadê as nossas lideranças cristãs? Cadê os brasileiros de valor? Se você for esperar por eles, pode esperar sentado. Não percebeu ainda que a luta é com você? É o futuro da sua família, dos seus filhos e netos que está em jogo. Estude o assunto, material não falta (Mídia Sem Máscara, Júlio Severo, Padre Paulo Ricardo) e venha para a luta.

Caso contrário, daqui a alguns anos, quando a pedofilia estiver plenamente legalizada e for considerada normal e até elegante, você será preso se reclamar contra um pedófilo.

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Comunismo e Nazismo: farinha do mesmo saco

“Mas uma nova geração de pessoas, cujo conhecimento da vida sob o comunismo é pouco ou nulo, está tentando dar a esta heresia, agora vestida em trajes socialistas, uma nova vida na França, Grécia, Espanha, Portugal, Venezuela, Argentina, Brasil e Equador, e poucas pessoas estão prestando atenção a este fato.”

O artigo abaixo foi publicado no World Net Daily em 8 de julho de 2013. O autor é o general Ion Mihai Pacepa, oficial de mais alta patente do bloco comunista que obteve asilo político nos Estados Unidos. O seu novo livro, Disinformation, em co-autoria com o professor Ronald Rychlak, foi publicado pelo WND Books em junho de 2013.

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Comunismo e Nazismo: dois monstros idênticos

Exclusivo: o general Ion Mihai Pacepa analisa o livro definitivo sobre duas “pestes bubônicas”

O livro “The Devil in History: Communism, Fascism and Some Lessons of the Twentieth Century”, do professor Vladimir Tismaneanu, é o livro definitivo sobre estas duas pestes bubônicas. Extremamente documentado e elegantemente escrito, traz à luz não apenas as semelhanças ideológicas entre fascismo e comunismo mas também os métodos de manipulação semelhantes usados por ambos para criar movimentos de massa destinados a fins apocalípticos.

Eu vivi tanto sob o Terceiro Reich quanto sob o Império Soviético e sei que um mero mortal qualquer que ousasse traçar um mínimo paralelo entre comunismo e nazismo acabaria atrás das grades – se tivesse sorte. Os nazistas, indignados, descartavam qualquer relação com o comunismo, do mesmo modo como os comunistas, nervosamente, rejeitavam qualquer comparação com o nazismo/fascismo. Mas não os seus líderes. No dia 23 de agosto de 1939, quando o ministro das realações exteriores soviético, Vyacheslav Molotov, e o seu colega alemão equivalente, Joachim von Ribbentrop, se reuniram no Kremlin para assinar o infame Pacto de Não-agressão Hitler-Stalin, Stalin estava eufórico. Ele disse a Ribbentrop: “O governo soviético leva muito a sério este novo pacto. Eu posso garantir, sob a minha palavra de honra, que a União Soviética não trairá o seu parceiro”. (John Toland, “Adolf Hitler” (New York: Doubleday, 1976) página 548)

Havia muitas razões para Stalin estar alegre. Tanto ele quanto Hitler acreditavam na necessidade histórica de expandir o território dos seus impérios. Stalin chamava isso de “revolução do proletariado mundial”. Hitler chamava de “Lebensraum” (espaço vital). Ambos basearam as suas tiranias no roubo. Hitler roubou a riqueza dos judeus. Stalin roubou a riqueza da igreja e da burguesia. Ambos odiavam religião, e ambos substituíram Deus pelo culto às suas próprias pessoas. Ambos eram também profundamente anti-semitas. Hitler matou cerca de 6 milhões de judeus. Durante a década de 1930, apenas Stalin – oriundo da Georgia, onde os judeus haviam sido escravos até 1871 – prendeu cerca de 7 milhões de russos (a maior parte judeus) sob a acusão de espionagem a serviço do sionismo americano e os matou.

“The Devil In History” não é o primeiro livro a estudar a relação entre Fascismo e Comunismo, mas é o primeiro escrito por um eminente estudioso em cujo sangue correm os genes dos dois movimentos. Os pais de Vladimir Tismaneanu lutaram pelo fascismo nas Brigadas Internacionais durante a Guerra Civil Espanhola, viveram em Moscou durante a Segunda Guerra Mundial como ativistas comunistas, compreenderam as tragédias provocadas pelo comunismo e terminaram a vida profundamente desencantados. O próprio Vladimir foi seduzido pelo marxismo (especialmente pelo neo-marxismo da Escola de Frankfurt) até deixar a Romênia, aos 30 anos de idade, em 1981. Ele se tornou professor anti-comunista especialista em estudos soviéticos e do leste europeu quando o marxismo-leninismo estava com força total e chefiou a Comissão Presidencial da Romênia para o Estudo da Ditadura Comunista em seu país, que condenou fortemente as atrocidades do comunismo. O primeiro livro de Vladimir em inglês foi publicado em 1988. O título é revelador – “The Crisis of Marxist Ideology in Eastern Europe: The Poverty of Utopia”. Quando muitos kremlinologistas focavam os seus estudos nas elites comunistas e nos conflitos mortais, Tismaneanu percebeu que o comportamento das elites era explicado pelo sistema de crenças leninista. Os líderes comunistas eram assassinos, sem dúvida, mas eram assassinos com uma ideologia. Nicolae Ceausescu, a quem conheci muito bem, era um comunista fanático que acreditava realmente que o comunismo estava do lado certo da história.

“The Devil In History” é tanto um livro sobre o passado quanto um livro sobre o futuro. Em novembro de 1989, quando o Muro de Berlim foi derrubado, milhões de pessoas gritaram “O comunismo morreu”. O comunismo soviético, como forma de governo, realmente morrera. Mas uma nova geração de pessoas, cujo conhecimento da vida sob o comunismo é pouco ou nulo, está tentando dar a esta heresia, agora vestida em trajes socialistas, uma nova vida na França, Grécia, Espanha, Portugal, Venezuela, Argentina, Brasil e Equador, e poucas pessoas estão prestando atenção a este fato. Em 15 de fevereiro de 2003, milhões de europeus tomaram as ruas, não para celebrar a liberdade desfrutada graças à luta dos americanos para impedir que eles se tornassem escravos soviéticos, mas para condenar o imperialismo americano, conforme descrito em “Empire” (de Michael Hardt e Antonio Negri, Harvard University Press, 2000), livro cujo co-autor, Antonio Negri, um terrorista disfarçado de professor marxista, esteve preso pelo envolvimento no sequestro e assassinato do primeiro ministro italiano Aldo Moro. O jornal The New York Times chamou o atual Manifesto Comunista de Negri de “o livro quente e inteligente do momento”. (David Pryce-Jones, “Evil Empire, The Communist ‘hot, smart book of the moment’”, National Review Online, 17 de setembro de 2001).

Durante 27 anos da minha outra vida, na Romênia, eu estive envolvido em operações destinadas a criar inúmeros Antonios Negris para desempenhar o papel de guerreiros da Guerra Fria em toda a Europa Oriental e usá-los para jogar a região contra os Estados Unidos. “The Devil In History” é um estudo enciclopédico sobre como a máquina de desinformação soviética e pós-soviética usou aqueles Negris para converter o antigo ódio europeu pelos nazistas em ódio aos EUA, o novo poder de ocupação.

Em 1851, quando Luís Bonaparte, o vil sobrinho de Napoleão, tomou o poder na França, Karl Marx disse a sua agora famosa máxima: “A história sempre se repete, a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”. “The Devil In History” documenta os atuais esforços dos esquerdistas para reviver as mentiras soviéticas, e isto mostra a sua ridícula natureza.

“The Devil In History” tem não apenas importância ideológica mas também histórica, pois torna o seu autor, Vladimir Tismaneanu, uma versão americana conservadora de Eric Hobsbawm, o mais respeitado historiador britânico.

Hobsbawm, morto há pouco com a venerável idade de 95 anos, era um polímata erudito, um esplêndido pesquisador e um excelente escritor. Infelizmente, também resolveu ser um marxista profissional e os marxistas são, por definição, mentirosos. Eles são obrigados a mentir porque a realidade de todas as sociedades marxistas tem sido desvatadora, a um nível espantoso. Mais de 115 milhões de pessoas foram mortas em todo mundo na tentativa de manter vivas as mentiras do marxismo.

O quarteto de livros mais respeitado de Hobsbawm, “The Age of Revolution” e “The Age of Extremes”, aos quais dedicou a maior parte da sua vida, também são uma mentira: apresentam a história da revolução marxista soviética, evolução e ‘descentralização’ (evolution and devolution) que ignoram totalmente os gulags. São como uma história do nazismo ignorando o Holocausto, ou uma história do Egito desconsiderando os faraós e as pirâmides. Hobsbawm filiou-se ao Partido Comunista Britânico em 1936, e nele permaneceu mesmo após o seu eterno ídolo, a União Soviética, ter sucumbido. Hobsbawm jamais retirou a sua filiação ao Partido Comunista. Ele explicou: “O Partido… teve o primeiro, ou mais precisamente, o único direito real das nossas vidas… As exigências do Partido têm prioridade absoluta… Se ele mandar você abandonar a namorada ou a esposa, você deve fazê-lo”.

Vladimir Tismaneanu também se filiou ao Partido Comunista quando jovem – como eu fiz – mas rompeu com o Partido quando o comunismo ainda estava com força total – como eu fiz – e expôs os seus males ao resto do mundo – como eu também fiz. A bem da verdade, devo registrar a minha imensa admiração por Tismaneanu e dizer que o considero um bom amigo, embora jamais tenhamos nos encontrado. Sob o meu ponto de vista, ele é o maior especialista em Comunismo Romeno e um dos maiores estudiosos do mundo sobre o Leste Europeu. O seu “Stalinism for All Seasons” é o mais amplo estudo sobre o Comunismo Romeno e o seu “Fantasies of Salvation: Democracy, Nationalism, and Myth in Post-Communist Europe” recebeu o prêmio romeno-americano da Academy of Arts and Sciences. Por sua incansável atividade de pesquisa, Vladimir Tismaneanu tornou-se um membro do prestigioso Institut fur die Wissenschaften von Menschen em Viena, Áustria, e recebeu o título de Public Policy Scholar do Woodrow Wilson International Center for Scholars.

A despeito da cobertura da imprensa sobre a corrida nuclear durante a Guerra Fria, nós, no topo do serviço de inteligência do bloco soviético naqueles anos, lutamos, naquela guerra, pela conquista das mentes – na Europa, na esquerda americana, no Terceiro Mundo – pois sabíamos ser impossível ganhar as batalhas militares. A Guerra Fria acabou realmente, mas, diferentemente das outras guerras, não terminou com um inimigo derrotado depondo as armas. No ano 2000, alguns dos meus antigos colegas da KGB tomaram o Kremlin e transformaram a Rússia na primeira ditadura de inteligência da história. Mais de seis mil antigos agentes da KGB estão nos governos russos federal e local. Seria como tentar democratizar a Alemanha com os oficiais da Gestapo no comando.

Vladimir Tismaneanu é o analista político perfeito para os dias de hoje, pois é um especialista nos dois legados, nazista e comunista. A despeito de diagnósticos otimistas e do excessivo wishful thinking, estas duas patologias não estão mortas. O esclarecedor livro de Vladimir Tismaneanu é um antítodo contra os novos experimentos do radicalismo utópico e da engenharia social.

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Ana Clara, queimada viva

A menina Ana Clara, de 6 anos de idade, foi queimada viva na onda de violência que tomou conta de São Luís do Maranhão.

Quem a matou?

Dizer que foi morta por ordem dos presos revoltados não é dizer a verdade completa. Também não se pode jogar toda a culpa na cínica mentalidade revolucionária dos discípulos de Marcuse que hoje domina o Brasil, para quem os marginais são a classe revolucionária destinada a fazer da civilização ocidental terra arrasada sobre a qual se construirá a sociedade livre de maldades, a sociedade socialista (ou comunista, é a mesma porcaria).

Quem matou a menina Ana foi a indiferença do brasileiro, a frieza pelo destino do irmão, a frouxidão dos seus ideiais, e a despreocupação com a verdade aliada ao bom-mocismo – o estar bem com os poderosos -, indiferença que permitiu o avanço do ideal de ódio esquerdista traduzido nos mais de 50 mil brasileiros assassinados por ano.

Das duas, uma: ou você sai do imobilismo ou você será cúmplice moral de assassinato.

Eu acuso você, brasileiro omisso e indiferente, pelo homicídio da pequena Ana Clara, queimada viva aos 6 anos de idade.

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Sexo e Controle Social

O texto abaixo é a tradução da resenha publicada na contra-capa do livro Libido Dominandi: Sexual Liberation & Political Control, de E. Michael Jones.

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“Assim, um homem bom, mesmo sendo um escravo, é livre; mas um homem mau, mesmo sendo um rei, é um escravo. Pois ele serve, não apenas a um homem, mas, o que é pior, serve a tantos senhores quantos vícios tem.” – Santo Agostinho, Cidade de Deus

Santo Agostinho, escrevendo na época do colapso do império romano, alterou extraordinariamente e encerrou a discussão sobre a idéia de liberdade da antiguidade. O homem não era escravo pela natureza ou pela lei, como dissera Aristóteles. A liberdade era função do seu estado moral. O homem tinha tantos senhores quantos eram os seus vícios. Este insight proveria a base para a mais sofisticada forma de controle social conhecida pelo homem.

Quatorze séculos depois, em um mundo ávido por rejeitar o patrimônio intelectual do Ocidente, um aristocrata francês decadente inverteu esta tradição quando escreveu “as pessoas mais livres são aquelas mais dispostas a cometer assassinatos”. Como Santo Agostinho, o Marquês de Sade concordaria que a liberdade era função da moralidade. Entretanto, liberdade, para o Marquês de Sade, significava disposição para rejeitar a lei moral. Diferentemente de Santo Agostinho, Sade propôs uma revolução nas tradições e costumes sexuais para acompanhar a revolução política então em andamento na França. Libido Dominandi – o termo é tirado do Livro I da Cidade de Deus de Santo Agostinho – é a história definitiva dessa revolução sexual, de 1773 até hoje.

Ao contrário do pregado pela versão clássica da revolução sexual, Libido Dominandi mostra como a liberação sexual foi, desce o início, uma forma de controle. A lógica é suficientemente clara: aqueles que queriam liberar o homem da ordem moral precisavam impor controles sociais tão logo tivessem sucesso pois o instinto sexual livre de regras conduz inevitavelmente à anarquia. Ao longo de duzentos anos, essas técnicas tornaram-se cada vez mais refinadas, resultando em um mundo onde as pessoas seriam controladas, não pela força militar, mas pela hábil manipulação de suas paixões. Aldous Huxley escreveu em seu prefácio para a edição de 1946 de Admirável Mundo Novo que “à medida em que as liberdades política e econômica diminuam, a liberdade sexual tende a aumentar na mesma proporção”. Este livro é sobre esta afirmação. Explica como a retórica da liberdade sexual foi usada para engendrar um sistema de controle político e social dissimulado. Ao longo dos dois séculos cobertos por este livro, o desenvolvimento de tecnologias de comunicação, reprodução e controle físico – incluindo psicoterapia, behaviorismo, propaganda, sensitivity training, pornografia e, no momento decisivo, a chantagem pura e simples – permitiram ao Iluminismo e aos seus herdeiros inverter o insight de Santo Agostinho e converter os vícios humanos em senhores para os homens. Libido Dominandi é a história de como isso aconteceu.

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Diga “Não” à Terceira Guerra Mundial

“Durante os anos em que fui conselheiro de segurança nacional do presidente romeno Nicolae Ceausescu, conheci bem o pai do atual presidente sírio, Hafez al-Assad, e também o irmão dele, Rifaat, que estava na folha de pagamento de Ceausescu. Eram, ambos, assassinos cruéis.”

“Após eu ter obtido asilo político nos Estados Unidos, o velho Assad ordenou, secretamente, que eu fôsse assassinado.”

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O artigo abaixo foi publicado no World Net Daily em 10 de setembro de 2013. O autor é o general Ion Mihai Pacepa, oficial de mais alta patente do bloco comunista que obteve asilo político nos Estados Unidos. O seu novo livro, Disinformation, em cooautoria com o professor Ronald Rychlak, foi publicado pelo WND Books em junho de 2013.

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ATAQUE À SÍRIA

Diga “Não” à Terceira Guerra Mundial

Exclusivo: o general Ion Mihai Pacepa vê o plano de Obama como uma manobra para tirar a atenção da “ameaça real”

Do meu ponto de vista privilegiado, acredito que o atual alarido da Casa Branca sobre o bombardeio na Síria é uma operação de desinformação cuidadosamente preparada com o objetivo de tirar a atenção da incapacidade – ou da má vontade – da administração de combater o terrorismo islamofacista e sanar as finanças públicas dos Estados Unidos.

Na quarta-feira, 11 de setembro de 2013, os Estados Unidos chorarão não apenas os ataques de 2001 da al-Qaida em solo americano mas também o bárbaro assassinato do nosso embaixador na Líbia – um ato de guerra de acordo com a lei internacional – cometido um ano atrás em Benghazi por terroristas islamofacistas identificados (mas, por misterioras razões, ainda livres).

Alguns dias mais tarde, o Congresso começará a discutir o pedido da administração para aumentar o já desastroso débito nacional do país, que, no momento em que escrevo, atingiu o extraordinário valor de US$15.962.835.542.312, de longe o mais alto na história americana.

Juvenal, poeta satírico da Roma antiga, usou a expressão panem et circenses (“pão e circo”) para descrever tais manobras diversionistas. Para saciar a ralé empobrecida, os imperadores romanos orquestravam estravagâncias como distração, oferecendo inúmeras diversões grátis: boa comida, banhos públicos, gladiadores bonitões, animais exóticos, corridas da carruagens, competições esportivas, apresentações teatrais e o slogan Ave Caesar, Imperator.

Hoje, temos desinformação e guerras. Hoje, a nossa administração está tentando levar a opinião pública americana a acreditar que algumas bombas lançadas na Síria ajudarão, de alguma forma, a levar a paz ao sempre problemático Oriente Médio.

Há poucas pessoas na terra mais ansiosas do que eu para ver a brutal dinastia Assad tirada do poder na Síria. Durante os anos em que fui conselheiro de segurança nacional do presidente romeno Nicolae Ceausescu, conheci bem o pai do atual presidente sírio, Hafez al-Assad, e também o irmão dele, Rifaat, que estava na folha de pagamento de Ceausescu. Eram, ambos, assassinos cruéis.

Após eu ter obtido asilo político nos Estados Unidos, o velho Assad ordenou, secretamente, que eu fôsse assassinado. (Após o meu primeiro livro, “Red Horizons”, ter revelado que Rifaat Assad era um agente pago do DIE, o serviço de inteligência externa romeno, o FBI me deu uma fotografia de um agente de inteligência da Síria com o aviso de que ele havia sido enviado para os Estados Unidos para me identificar e “neutralizar”.) Mas isso é problema meu – assim como a mal calculada “Red Line” de Obama é problema dele – e não deve ter nada a ver com o meu ponto de vista sobre qual deve ser a política dos Estados Unidos em relação à Síria.

A Síria não atacou os Estados Unidos e não temos nenhum aliado envolvido na atual briga síria – nem temos dinheiro para desperdiçar nesta briga, a menos que peçamos emprestado da China. Bashar al-Assad é mesmo um tirano, mas ele já era um tirano quando o presidente Obama restabeleceu relações diplomáticas com o seu governo, mesmo com 137 nações tendo votado na Assembléia Geral das Nações Unidas pela condenação daquele tirânico regime. Assad já era um tirano em 27 de março de 2011 quando a Secretária de Estado americana Hillary Clinton disse ao mundo “Há um líder diferente na Síria hoje. Muitos membros do Congresso, de ambos os partidos, que foram à Síria recentemente disseram acreditar que ele é um reformador”. John Kerry, sucessor de Hillary, evidentemente compartilhava o ponto de vista dela sobre Bashar Assad quando bebia e jantava com ele – conforme visto em fotografias amplamente divulgadas.

Agora, de repente, Bashar se tornou o pior dos demônios. Um ataque precipitado à Síria, com ou sem a aprovação do Congresso, pode transformar aquele país em um caos pior do que já é, e levá-lo a uma situação semelhante à ocasionada pelo nosso bombardeio na Líbia. Esta nova catástrofe pode gerar uma cadeia de desastres similar à impensada e precipitada reação militar ao assassinato do arqueduque da Áustria, Franz Ferdinand, em 1914, que levou a uma sucessão de calamidades incluindo a Primeira Guerra Mundial, a revolução soviética, a tomada do poder pelos nazistas na Alemanha, a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria.

O novo eixo anti-americano Moscou-Teerã-Pequim já prometeu retaliar duramente se bombardearmos a Síria. De acordo com o antigo diretor da Central de Inteligência James Woolsey, até mesmo o ridículo governo da Coréia do Norte poderia detonar uma arma nuclear em território americano causando o colapso da nossa rede elétrica e da infraestrutura dela dependente – comunicações, transportes, serviços bancários e financeiros, comida e água necessários para manter a vida de 300 milhões de americanos. Todo o país ficaria no escuro em questão de minutos – e o resto do mundo poderia seguir o mesmo caminho. Outro estudo documentado estima que, em meados de 2014, o governo terrorista do Irã será capaz de enriquecer urânio para uso bélico tão rapidamente que os Estados Unidos não conseguirá pará-lo militarmente. O nosso estilo de vida seria alterado para sempre.

Os Estados Unidos têm lutado contra diversas entidades islâmicas nos últimos 12 anos. É hora de paz, não de guerra. Na minha outra vida, no topo do serviço de inteligência externa do bloco soviético, o meu DIE operava imensas redes de inteligência em vários países árabes, e eu tive a oportunidade de conhecer aquela parte do mundo muito bem. Aquele povo não odeia os Estados Unidos. Os milhões de árabes ao redor de todo o mundo que estão agora esperando na fila para serem aceitos nos Estados Unidos também não o odeiam. Eles adorariam se mudar para cá. São só alguns poucos líderes islamofacistas fanáticos que odeiam o nosso maravilhoso país de liberdade e sonham vê-lo destruído.

Devemos deixar os islamofacistas a cargo do serviço de inteligência americano e nos concentrar na administração e no Congresso americanos para podermos construir uma “Campanha da Verdade” similar à edificada pelo presidente Truman para ganhar a Guerra Fria.

“Os desafios que enfrentamos são graves,” disse Truman em 1950 “envolvendo a sobrevivência ou a destruição não apenas desta República mas da própria civilização”. Truman argumentou que a propaganda usada pelas “forças do comunismo imperialista” só poderia ser vencida pela “verdade nua e crua”. A Voice of America, a Radio Free Europe e a Radio Liberation (logo renomeada Radio Liberty) fizeram parte da “Campanha da Verdade” de Truman.

Se você ainda se espanta pelo fato dos Estados Unidos terem sido capazes de vencer a Guerra Fria sem dar um único tiro, eis uma explicação do segundo presidente da Romênia pós-comunista, Emil Constantinescu:

“A Radio Free Europe foi muito mais importante do que os exércitos e os mais sofisticados mísseis. Os “mísseis” que destruíram o comunismo foram lançados da Radio Free Europe, e este foi o mais importante investimento de Washington durante a Guerra Fria. Eu não sei se os próprios americanos percebem isto hoje, sete anos após a queda do comunismo, mas nós o entendemos perfeitamente bem.”

A metáfora do presidente Constantinescu não foi um exagero. A longo prazo, a verdade é infinitamente mais poderosa do que a desinformação.

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