Sete Alegrias

"Alegra-Te, Cheia de Graça…"

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Frases da semana

“Barbosa vai ter que explicar por que não assinou meu mandado de prisão”

João Paulo Cunha

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“O marxismo é uma mentira, e a mentira é o primeiro passo na direção do roubo e do assassinato”

Ion Mihai Pacepa

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“causa horror apenas pensar nas crianças que nunca poderão ver a luz, vítimas do aborto”

Papa Francisco

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Feliz Natal!

Desejo, a todas as minhas leitoras e a todos os meus leitores, um feliz Natal!

E agradeço pela atenção que têm me dado, muito obrigado!

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SP Filmes

A prefeitura de São Paulo, junto com os governos estadual e federal, vai criar uma empresa para fazer filmes. Essa é boa!

Como bom cidadão, vou sugerir alguns roteiros:

– trama policial envolvendo a morte de um prefeito, acompanhada do inusitado fato das testemunhas também começarem a morrer. Nome do arrasa-quarteirões: Éramos Seis, ou Oito, ou Dez…

– suspense retratando o acordo entre autoridades de um poderoso governo estadual, assustado e acovardado, e a maior facção do crime organizado do país para cessar uma onda de matança de policiais nas ruas. Nome sugerido: Caça aos Coelhos.

– documentário político descrevendo um crime eleitoral, por exemplo, a apreensão de um folheto contra o genocídio, publicado por um bispo de uma importante cidade, por exemplo – sei lá! – Guarulhos. Este podia chamar O Folheto Maldito.

– comédia filmada totalmente dentro de uma pizzaria ou circo, sobre o julgamento de uma rede de propinas com regularidade mensal com o dinheiro público; este seria ótimo porque todos nós, brasileiros, poderíamos participar vestidos de palhaços…

Bom, vou parar por aqui porque, na verdade, esta turma não precisa de sugestões; não lhes falta criatividade para gastar o nosso dinheiro…

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Oração por Bruna P.

A todas as minhas leitoras, a todos os meus leitores

Peço que orem pela menina Bruna P., gravemente doente.

Deus lhes pague.

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High Noon for America

O texto abaixo é a tradução do artigo publicado em 2 de setembro no Front Page Magazine. O autor, general Ion Mihai Pacepa, é o oficial de mais alta patente que obteve asilo político nos EUA. O seu livro mais recente, “Disinformation”, em co-autoria com o professor Ronald Rychlak, pode ser adquirido na loja do WND.

High Noon for America

De vez em quando aparece um grande livro – que, como um grande vinho tinto – fica melhor com o passar do tempo. “High Noon for America”, de autoria do editor do FrontPage Magazine, Jamie Glazov, é um destes raros tipos de livro.

Este trabalho de tirar o fôlego foi publicado em 2012, logo após a nossa intervenção militar na Líbia, e, acertadamente, começa com uma análise profunda da política da administração americana para o Oriente Médio. No momento, estamos lidando com uma intervenção similar na Síria, e eu recomendo fortemente, a todos os minimamente interessados em política externa e na paz a longo prazo, reler este livro.

“High Noon for America” não é um livro de Jamie Glazov. É um livro dos EUA, concebido e desenvolvido ao longo de muitos anos de diálogo de alto nível entre Jamie e alguns dos maiores e mais confiáveis especialistas da atualidade em política externa, inteligência, negociações políticas, economia e religião. Alguns deles: Robert McFarlane, conselheiro de segurança nacional do presidente Reagan, Richard Pipes, antigo membro do National Security Council, uma das principais autoridades mundiais sobre história soviética, Natan Sharansky, ex-prisioneiro soviético e, posteriormente, membro do gabinete israelense, Roger L. Simon, roteirista premiado, fundador e CEO do PJMedia, Vladimir Bukovsky, antigo líder soviético dissidente e candidato a presidente da Rússia pós-soviética, e Michael Ledeen, a maior autoridade americana sobre o Irã. Transparência total: eu também contribui para o livro de Jamie Glazov, e há muito tempo contribuo com o FrontPage.

Todos nós queremos ver o sucesso da democracia na Líbia. A nossa precipitada intervenção naquele país, entretanto, gerou o caos e o terrível assassinato do embaixador americano J. Christopher Stevens, e isso não pode se repetir na Síria. Poucas pessoas mais do que eu queriam ver Gadhafi removido do poder. Ele ofereceu uma recompensa de 2 milhões de dólares pela minha cabeça porque eu revelei os seus esforços secretos para armar terroristas internacionais com armas químicas e outras armas de destruição em massa. Mas vinganças pessoais contra Gadhafi – e agora contra Bashar al-Assad – não podem orientar a política dos EUA.

O recente fechamento temporário de 21 embaixadas americanas por medo de terrorismo, pela primeira vez na história, mostra que não precisamos de mais intervenções como a da Líbia. Elas geram ódio, não paz. Necessitamos de uma política externa coerente, orientada à proteção do nosso país contra a praga do terrorismo. O antigo diretor da CIA, James Woolsey, nos alertou pouco tempo atrás que a Congressional Electromagnetic Pulse Commission e a Congressional Strategic Posture Commission demonstraram que a detonação de uma arma nuclear pequena sobre qualquer parte do território americano pode gerar um pulso eletromagnético catastrófico. Apenas uma pequena explosão nuclear, que até mesmo o ditador terrorista da Coréia do Norte já é capaz de causar, poderia colocar em colapso toda a malha elétrica americana e a infraestrutura dela dependente – comunicação, transporte, serviços bancários e financeiros, alimentação e água – necessárias para manter a moderna civilização e a vida de 300 milhões de americanos.

Não sei como deveria ser a nossa política anti-terrorismo. Não tenho acesso a informações secretas e não tenho pretensões de ser o comandante. Os tagarelas sabe-tudo da mídia americana não são mais sábios do que eu. Entretanto, tenho uma boa razão para sugerir à nossa administração e ao Congresso a leitura atenta do relatório NSC 68/1950 do presidente Truman.

Nas palavras do relatório National Council Report 68, de 1950, que definiu a estratégia para vencer a Guerra Fria, “Os problemas que enfrentamos são graves, envolvendo a sobrevivência ou a destruição não apenas desta República mas da própria civilização”. Assim, o NSC 68/1950 focou na criação de uma “nova ordem mundial” centrada nos valores capitalistas liberais americanos e continha uma estratégia política “de dois dentes”: poder militar superior e uma “Campanha da Verdade”, definida como “uma luta, acima de tudo, pela mente dos homens”. Truman argumentou que a propaganda usada pelas “forças do imperialismo comunista” só podia ser derrotada pela “verdade plena, absoluta e simples”. A Voice of America, a Radio Free Europe e a Radio Liberation (logo em seguida chamada de Radio Liberty) tornaram-se parte da “Campanha da Verdade” de Truman.

Os desafios que enfrentamos são, mais uma vez, graves, e não podemos resolvê-los com mais tiros de advertência como foi feito na Líbia. Necessitamos de uma nova e coerente política externa e de uma nova “Campanha da Verdade” para lidar com os nossos problemas atuais. Também precisamos voltar a ler o livro de Glazov. Alguns dos mais eminentes especialistas da inteligência e da política envolvidos na implementação do NSC 68/1950 e na vitória da Guerra Fria estão lá, nos ensinando como podemos usar aquela experiência única para proteger o nosso país hoje.

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Nota do Editor da FrontPage Magazine: para assistir a entrevista na qual Jamie Glazov comenta High Noon for America e outros trabalhos, veja abaixo:

Parte I: http://www.youtube.com/watch?v=SNJg6w6CB0o

Parte II: http://www.youtube.com/watch?v=6sBPH589Feo

Volto em breve

Estou doente. Volto nos próximos dias.

O Senhor dos Anéis e o Senhor da Maleta

J.R.R. Tolkien criou um mundo fantástico em O Senhor dos Anéis, com homens e hobbits, elfos e anões, magos e cavaleiros negros, homens-árvore e homens-pedra, orcs e trolls. Os elfos desenvolveram a arte de fabricar os anéis de poder, e Sauron, o Senhor dos Anéis, dominou o fabrico e forjou O Anel, o mais poderoso de todos, o qual usava para subjugar as criaturas. Derrotado numa batalha, perdeu O Precioso, e a saga mostra a sua luta desesperada para recuperá-lo e a caminhada de Frodo, o hobbit, para destrui-lo no Vulcão da Condenação, local onde havia sido forjado e a única fonte de energia capaz de consumi-lo.

Na minha opinião, Sauron e O Anel representam a tentação humana em direção à ambição e ao orgulho, em direção à vontade de dominar os outros. O ambicioso trata o outro como coisa, manipula-o, escraviza-o e rouba-lhe a dignidade de pessoa humana, no caminho inverso do ensinamento cristão, no qual Deus é um Deus de amor pessoal, o Criador de cada homem – único! – e cada mulher – única! – à Sua imagem e semelhança, que quer amar e ser amado, como um pai ama e quer ser amado pelo filho, como uma moça ama e quer ser amada pelo namorado. Deus é um Deus pessoal, a ponto de Se entregar e morrer por mim, só por mim.

Na carta encíclica Luz da Fé, o uso repetido da palavra “pessoa”, utilizada 50 vezes, ensina e enfatiza a importância da relação amorosa entre Deus e o homem. Foi escrita a quatro mãos por Bento XVI e Francisco – este, o Senhor da Maleta. A surpreendente visão de um Papa carregando os seus próprios pertences fez todos conjecturarem sobre o conteúdo da maleta papal. Se o Senhor dos Anéis, em sua ânsia por ser servido, personifica o mal, o Senhor da Maleta, não se deixando servir quando pode ele mesmo fazer as coisas, representa o bem.

O trato amoroso de pessoa a pessoa – a caridade – foi o tema central da viagem do Papa ao Brasil. A ausente caridade dos pastores por suas ovelhas, a falta de caridade dos leigos por seus irmãos, a caridade esquecida por todos, esfriada em nosso coração, substituída por um conjunto de regras pelos que acreditam ser isto a doutrina – não, a doutrina não é isto, a doutrina é a tentativa de explicar a fé numa pessoa – a pessoa de Cristo; a negligenciada caridade, o núcleo do ensinamento cristão: “nisto conhecerão que sois Meus discípulos: que vos amei uns aos outros”. Se Deus nos ama com amor pessoal, também quer que nos amemos uns aos outros, pois “quem não ama os seus irmãos a quem vê, como pode amar a Deus a quem não vê?”

O Senhor dos Anéis, símbolo do demônio, é ódio puro; o Senhor da Maleta, Vigário de Cristo, é mensageiro do amor. Aquele não consegue sorrir – no máximo, exibe um esgar sádico; este, sorridente, responde com bom humor aos curiosos indagadores do conteúdo da enigmática maleta:

– Não trago o código da bomba atômica!

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