Sete Alegrias

"Alegra-Te, Cheia de Graça…"

Cuba, uma ilha comunista de mortos de fome

A frase acima é de Ion Mihai Pacepa. Ontem, vendo a visita da delegação brasileira à ilha, lembrei-me do artigo do velho general “Quem é Raul Castro?“. Veja quem é este monstro, idolatrado pelos esquerdistas brasileiros.

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Viktor Frankl e o sentido da dor

Viktor Frankl criou a logoterapia, teoria segundo a qual os problemas psicológicos devem ser resolvidos buscando o sentido da vida. De acordo com Frankl, os acontecimentos, em si, têm importância relativa; muito mais importante é a resposta que damos a eles.

A frase que melhor define a logoterapia é de autoria desconhecida e foi citada por Stephen Covey no prefácio de Priosoners of Our Thoughts, livro de Alex Pattakos.

“Entre o estímulo e a resposta, há um intervalo;

Neste intervalo, reside a liberdade de escolher a nossa resposta;

Na nossa resposta, residem o nosso crescimento e a nossa felicidade.”

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Conheça mais vendo a entrevista A descoberta de um sentido no sofrimento.

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Comentário sobre a legítima defesa dos PMs na rua Sabará

“Um estilete, uma faca, uma arma branca, de perto, a curta distância, no corpo a corpo, é muito pior do que um revólver. Porque o revólver, pegando no tembor, ele não dispara; a faca você não pode pegar nela, ela corta.”

José Alberto de Siqueira Campos, sensei Corisco, professor de karatê

Maconha Recreativa

O Colorado é o primeiro estado americano a vender maconha para fins recreativos.

Recreativo?!

Recreação, para mim, é jogar bola, tomar sorvete ou ir ao cinema. Agora, “ficar doidão” mudou de nome. Chama-se “recreação”. É o Newspeak, a inversão revolucionária do vocabulário. Os droguistas – meu neologismo para os teóricos favoráveis à liberação das drogas –  usam dois argumentos. Primeiro: a legalização permite o controle governamental e, assim, inibe o mercado negro. Segundo: cigarro e álcool também são drogas, semelhantes à maconha, por exemplo.

O professor Olavo de Carvalho mais uma vez desmantela estas falácias. A legalização não acaba com o mercado negro; vide a pirataria de CDs e DVDs. No caso das drogas, é justamente o contrário, vem atender aos interesses dos produtores e distribuidores. Cigarro e álcool não podem ser comparados a drogas como a maconha porque não induzem à ação anti-social. Você já viu alguém fumar um Hollywood e ficar doidão? E o álcool só se torna um problema se ingerido sistematicamente, em quantidade e ao longo de muito tempo, levando ao alcoolismo; a diferença é de espécie, não de grau. Dá para comparar uma cerveja com um cigarro de maconha? Um cálice de vinho com uma carreira de cocaína?

Os objetivos ocultos por trás dos argumentos dos droguistas são dois. Grana e totalitarismo. O mercado das drogas é o mais lucrativo do mundo, seguido pelo tráfico de armas e de seres humanos, aí incluídos escravidão sexual e órgãos. Investidores internacionais, sem ética nem moral, querem ganhar dinheiro a qualquer custo. Para isso, nada melhor do que maconha, cocaína, crack, haxixe, lsd, ecstasy, heroína. Só de pensar, eles já entram em transe, nem precisam cheirar. Quanto ao totalitarismo, os déspotas precisam aniquilar as populações, abobalhá-las, levá-las ao vício porque o maior obstáculo à implantação das tiranias é o homem virtuoso. No caso específico das drogas, se houvesse mais virtude haveria menos dependentes – muitos jovens caem no vício devido à desesperança acarretada pela futilidade da vida dos pais.

Tenha tudo isso em mente ao assistir a boa reportagem feita pelo programa Sem Fronteiras – “Maconha já está sendo vendida legalmente no Colorado (EUA)“. Dê atenção especial ao lúcido depoimento do doutor Nicholas Pace. Os argumentos dos droguistas são hilariantes quando se conhece os interesses ocultos. O verme, exposto ao sol, morre por si. Sob este ponto de vista, a reportagem tem a verdadeira “finalidade recreativa”.

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Trégua de Pantera

A Coréia do Norte divulgou uma carta aberta à sua vizinha do sul propondo negociações de paz.

“Fie-se, porém, quem, em tais tréguas de pantera?”

– Guimarães Rosa

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Mulher Moderna

A mulher moderna é uma mulher dividida. Por um lado, tem a natural vocação de esposa, mãe e dona de casa. Por outro, a legítima vontade de colocar em prática todos os ensinamentos recebidos da educação escolar e de contribuir para o orçamento familiar. Sente-se, assim, puxada para ambos os lados pela falta de tempo para atender a tantas solicitações. Sente-se culpada, esticada, dilacerada e estressada.

Para complicar ainda mais, o feminismo veio para arregaçar. Originado da mentalidade de revolta – tão antiga quanto o mundo -, veio para colocar a mulher contra o homem. Ao velho “não servirei” de satanás, acrescentou as teorias de Marx, Fromm e Marcuse. Trouxe o feminismo algum benefício para a mulher? Sem dúvida, mas muito mais teria feito se tivesse ficado quieto. As conquistas femininas teriam sido muito maiores e mais rápidas.

Vou dizer para você o que o feminismo deu à mulher: dupla jornada de trabalho, ataque cardíaco, depressão, pressão alta, aborto, divórcio, estresse, filhos sem pai, homicídio e suicídio. Os governos adoraram o feminismo (dobrou o número de contribuintes), bem como os maus empresários (dobrou a força de trabalho, com a consequente diminuição da remuneração). Na esteira da dissolução das famílias, trouxe também as drogas. Mais ainda: trouxe a pressão social para que a mulher trabalhe fora, seja independente, e nivelou por baixo a conduta sexual (“Se o homem pode ser porco, por que a mulher também não pode?”).

No embalo de tão belos pensamentos, o feminismo ganhou força graças a uma mentira. A pílula – o grande símbolo da “liberdade” feminina – foi inventada na década de 1950 mas só na década de 1960 chegou comercialmente às massas. O controle da natalidade, até então nas mãos do homem, passou para a mulher, mas da pior maneira possível. Ela podia tomar a pílula escondida, ou seja, podia mentir para o parceiro. O feminismo é baseado na mentira.

Face a tão belo quadro, todos nos perguntamos o que pode ser feito.

Em discurso dirigido às participantes do 29° Congresso Nacional do Centro Italiano Feminino, o Papa Francisco deu a receita, a mesma de sempre. A mulher deve buscar a sua vocação por meio do diálogo com Deus, da atenção à sua Palavra e da frequência aos Sacramentos. Maria, forte protagonista do primeiro milagre de Cristo, do Calvário e de Pentecostes, é o exemplo do significado e do papel da mulher na sociedade. Em outras palavras, exatamente o oposto do que prega a ideologia de antagonismo entre a mulher e Deus, entre a mulher e o homem.

O demônio é esperto. Sabe que, caída a mulher, toda a sociedade desmorona. No Paraíso, tentou Eva porque sabia que ela conseguiria enganar Adão, mas o inverso não era verdadeiro – Adão jamais teria conseguido enganar Eva. Hoje, como ontem.

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Frases da semana

“Nossa! Foi tiro para tudo quanto é lado”

Frase de um bandido, preso em flagrante, que participara de tentiva de assalto a um policial

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“Mas a mão de Deus me protegeu”

Idem

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“Hahaha”

O mesmo bandido, em resposta a uma pergunta do repórter, enquanto assinava o flagrante

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Identidade Bourne, Identidade Brasileira

Jason Bourne é um agente secreto com amnésia. Acorda no meio do oceano, num barco de pesca. A sua única pista: o número de um cofre particular em um banco suíço. Lá, encontra dinheiro, uma arma e diversos passaportes falsos. O primeiro deles é o da República Federativa do Brasil. Gilberto del Piento. Osasco.

O passaporte brasileiro é o mais caro no mercado negro porque qualquer rosto cabe nele. Preto ou branco, alto ou baixo, redondo ou quadrado, japonês ou baiano, ninguém estranha. Esta é a melhor característica da identidade brasileira, a mestiçagem, a aceitação, a caridade cristã. Nós somos quem melhor compreendeu a frase evangélica “tendes um só Preceptor, e todos vós sois irmãos”.

Sabedor disto, o demônio e seus asceclas – os comunistas, os socialistas e os vigaristas – lutam para destruir a identidade nacional. A técnica usada é simples: dividir para reinar. Criar antagonismos. A luta de classes. As minorias. Pobre contra rico, mulher contra homem, filho contra pai, ciclista contra motorista, índio contra fazendeiro, preto contra branco (essa é a maior! Num país cuja padroeira é preta e o maior ídolo de futebol é preto) – todos contra Deus. “Você é um oprimido, você tem o direito de se libertar, você merece ser feliz – sereis como deuses.” A letra fria da lei em vez do calor da graça. O Estado em vez de Deus. Ódio e indiferença em vez do Amor.

Neste embate, o demônio tem tido sucesso, temos que reconhecer. O brasileiro deixou de lado a caridade e vive atrás do dinheiro. Mas ninguém pode servir a dois senhores. O gênio de Francis Ford Coppola, em recente passagem pelo Brasil, captou isto: “A alegria costumava ser a coisa mais importante no Brasil. Agora, a coisa mais importante é o dinheiro.” Precisou vir um gringo dizer isto na nossa cara!?

Assim, o brasileiro vai aos poucos perdendo a identidade. Bem ao contrário de Bourne que, ao longo do filme, vai encontrando pistas de quem é. O herói, em meio a mil peripécias, ainda encontra tempo para namorar. Marie acompanha Bourne durante boa parte do thriller, mas é forçada a sair de vista porque o perigoso namorado oferece risco à sua vida.

No finalzinho, após resolver as pendengas, Bourne parte em busca de Marie. Depois de muito procurar, vai reencontrá-la à beira-mar, tocando uma loja de aluguel de scooters.

– Posso alugar uma scooter? pergunta, jocoso.

– Você tem identidade? devolve Marie, num trocadilho.

E nós, brasileiros, ainda temos identidade?

A data de hoje, aniversário da cidade de São Paulo – a mais importante do Brasil, uma das mais importantes do mundo, que a todos aceita por ser herdeira de um dos maiores propagadores da fé cristã -, é o momento de refletirmos: ainda temos a identidade brasileira da mestiçagem nascida do amor de Cristo?

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O mundo digital

“O mundo digital pode ser um ambiente rico em humanidade; uma rede, não de fios, mas de pessoas.”

Papa Francisco

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Pescadores de homens

Quando lemos no Evangelho a frase de Cristo chamando os apóstolos, pensamos que aquilo é um fato histórico longínquo, dirigido aos escolhidos, não tem nada a ver conosco, é para quem tem a vocação de religioso. A nós cabe cuidar das nossas coisinhas e da nossa vida. Os outros que se arranjem lá com o padre. Entretanto, Cristo também deixou bem claro que todos nós somos irmãos e que a caridade é a mais importante das virtudes. Por isso, nós, conhecedores da autêntica felicidade, temos a obrigação de “pescar” os homens para Deus, de aproximá-los da Verdade. Este é o maior bem que podemos fazer aos outros.

Por outro lado, nós somos pessoas comuns, sem vocação para o pastoreio, com o círculo de amizades sempre restrito. Os verdadeiros amigos são raros. São poucas as pessoas com quem podemos ter conversas profundas e sinceras. Temos poucos amigos mas muitos conhecidos, nossos colegas de trabalho, nossos vizinhos, as pessoas com quem travamos relações ocasionais no dia a dia, todos são nossos irmãos. Não podemos fechar os olhos às suas necessidades porque talvez sejamos os únicos cristãos verdadeiros em suas vidas. Temos que dar um jeito de aproximá-los da Verdade também. O que fazer?

Mais uma vez, uma mulher vem em nosso auxílio. Madre Teresa de Calcutá tem uma frase emblemática, um lema para a vida inteira: “Não devemos permitir que ninguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz”. Para isso, basta às vezes um cumprimento, um sorriso, um gesto. Não sabemos o que vai no coração da outra pessoa. Uma simples palavra pode tirá-la do desespero. O segredo para a comunicação é ver no outro a face do Cristo necessitado.

Como a cotovia de Manuel Bandeira, nós, pobres pecadores mas portadores da felicidade cristã, podemos dizer, em nome de Cristo: “sei, no espaço de um segundo, limpar o pesar mais fundo”.

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