Sete Alegrias

"Alegra-Te, Cheia de Graça…"

Arquivos de tags: Cristo

Frases

“No dia em que você encontrar um rico feliz, me mostre, porque eu ainda não vi nenhum.”

Sensei Corisco

*

“Quando você tem mais poder de grana, a religião fica um pouco de lado. Quanto mais rico, mais descrente.”

Zeca Pagodinho

*

“Ó alma minha, come, bebe e regala-te, pois tens bens acumulados para muitos anos”

“Louco! Esta noite te pedirão contas pela tua alma.”

Lucas, 12, 19-20

***

Anúncios

Meus olhos viram a Salvação

O homem é um ser religioso. Aristótoles chegou a esta conclusão observando os povos e percebendo que todos tinham religião. A religião precede e funda as civilizações.

Antes da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, todos os povos tateavam no escuro, procurando Deus. Ou melhor, quase todos. Israel era o povo escolhido. E, na nação israelita, havia um homem privilegiado chamado Simeão a quem havia sido anunciado que não morreria sem ver o Messias.

Nós somos mais privilegiados do que Israel e Simeão porque conhecemos toda a Revelação e recebemos a graça da fé em Cristo. Privilégio imerecido. Quantas pessoas melhores do que nós desejam saber as coisas que sabemos e, no entanto, desesperam na escuridão?

“Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram.” (Mt 13,17)

Este privilégio traz, de imediato, duas consequências: agradecimento e ação. No episódio da cura dos dez leprosos, só um voltou para agradecer. Jesus disse: “Ué, não eram dez? Cadê os outros nove? Só um voltou para agradecer? E, ainda por cima, um estrangeiro?” E concluiu, dizendo ao samaritano: “A tua fé te salvou”. Nâo disse, mas ficou subentendido: “Quanto aos outros, a ingratidão os danou!”.

Agradecimento e… ação! Aqui entre nós, cara leitora, caro leitor, você conhece algum cristão agindo no Brasil hoje? Como diz o padre Paulo Ricardo, dá para contar nos dedos de uma mão aleijada. As nossas lideranças cristãs estão amedrontadas. O avanço do mal as assusta e elas mostram, finalmente, o vazio de que são feitas. Por isso, não espere nada delas. A briga é conosco, somos nós quem devemos dar a cara a tapa. Aos nossos líderes, está reservado o desprezo de Cristo:

– Deixai-os. São cegos e guias de cegos.

***

Evasão Escolar

A Igreja Católica hoje comemora a festa de Dom Bosco, educador. O seu sistema de ensino, como todos os sistemas pedagógicos cristãos, baseia-se na frase de Cristo “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. É duro dizer isto, mas, na educação brasileira, há muito pouca gente querendo conhecer a verdade.

Um estudo do BID aponta o desinteresse dos jovens como a causa da alta evasão escolar brasileira. Segundo o banco, isto sugere “uma possível deficiência na qualidade da educação e na grade curricular para os jovens”. O fenômeno não pode ser analisado isoladamente, já que faz de toda uma mentalidade do povo brasileiro.

O sistema escolar brasileiro está, há décadas, infestado pelo marxismo (ou comunismo, socialismo, fascismo, escolha o nome da sua preferência, é tudo essencialmente igual). O problema é que, para Marx, não existe este negócio de “verdade”. O fundamento do marxismo é a negação da existência do absoluto. Desta forma, o ensino marxista não busca a realidade, a verdade das coisas; busca o aparelhamento ideológico.

Por outro lado, Nosso Senhor Jesus Cristo disse “Seja o seu sim, sim; não, não”. Marxismo e cristianismo opõem-se; um nega a verdade, o outro a busca. Os jovens brasileiros percebem, então, que irão à escola não para ouvir verdades, mas mentiras. Irão a um tipo de aula-trote. Por isso, fogem da sala de aula como o diabo da cruz.

Ao analisar a sociedade brasileira, é fácil perceber que o brasileiro típico, hoje, busca vencer na vida a qualquer custo, ganhar dinheiro. O resto não interessa. Educação, conhecimento, verdade, tudo isso não passa de instrumento para se dar bem. Quem vê a possibilidade de pegar o canudo para subir na vida, persiste; quem não vê, desiste. Mas todos seguem a “lei de Gérson”, o culto à esperteza. Olavo de Carvalho define inteligência como a capacidade de apreender a verdade. A esperteza, digo eu, pode ser definida como a capacidade de deixar os outros para trás, passar-lhes a perna. Aquela é dom divino; esta, influência maligna. Uma busca o bem comum acima de tudo, acima até do interesse pessoal; a outra, busca o interesse pessoal acima de tudo – é a lei do cão, o vale-tudo, a lei da selva. A rasteira e a facada nas costas se tornaram o pão nosso de cada dia.

O ponto de inflexão no comportamento do brasileiro ocorreu na década de 1960, época repleta de barbaridades. O concílio Vaticano II foi pautado pelo maldito pacto de Metz. A terceira parte do segredo de Fátima devia ter sido revelada por volta de 1960, a pedido da Virgem. Não foi. Maria, em 13 de julho de 1917 havia comprado a briga com o comunismo (“A Rússia irá espalhar os seus erros pelo mundo”); ela previra o infame acordo entre bispos católicos e o Kremlin. Antevira também o nascimento da Teologia da Libertação, concebida por Khrushchev em 1959. No Brasil, o golpe militar tirou momentaneamente os comunistas de cena, para, no passo imediatamente posterior, entregar-lhes as universidades e a mídia de massa. Em 1968, Marcuse insuflava a juventude em Paris. Mas, acima de todas estas porcarias, chegava às mãos das mulheres a pílula anticoncepcional. Com este novo fruto da árvore da ciência do bem e do mal, o demônio seduziu a Eva moderna. Se é para escolher um marco, um símbolo, um acontecimento do nosso tempo de dificuldades, eu elejo a pílula. Ela atingiu a mais forte das paixões humanas, a paixão sexual.

Face a ataques tão violentos, a civilização ocidental bambeou. O nosso país sofreu mais do que os outros, por diversos motivos. A frase evangélica “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” define exatamente o oposto do que quer o brasileiro típico de hoje. Não quer saber nem da verdade nem da liberdade dela advinda; muito menos, quer saber do Autor da frase.

Se o BID está realmente interessado na educação brasileira, de nada adianta alocar recursos em melhorias salariais, prédios ou instrumentos pedagógicos. É uma estratégia contraproducente. O correto é prestigiar quem está realmente interessado em ensinar a juventude e tem capacidade para fazê-lo.

Olavo de Carvalho, por exemplo.

***

Os cientistas japoneses e as células-tronco

Cientistas japoneses desenvolveram uma técnica para a obtenção de células-tronco a partir de células adultas. A descoberta caiu como uma bomba no noticiário porque é um marco na pesquisa científica.

Cadê os “cientistas” pagos a peso de ouro por investidores inescrupulosos para defenderem a pesquisa com células embrionárias?

Cadê os defensores da lei da biossegurança, maluquice que igualava caroços de plantas a fetos humanos?

Cadê as ONGs bilionárias que manipularam os cadeirantes, iludindo-os?

Cadê a mídia que atacava a Igreja chamando-a de obscurantista e inimiga da ciência?

A Igreja de Cristo é a única esperança da humanidade. E, por Igreja, entendo não apenas a Igreja Católica, mas a Igreja formada por todas as pessoas que buscam o Bem, “em espírito e em verdade”, até mesmo quem não nunca ouviu falar em Nosso Senhor Jesus Cristo. Por exemplo, uma vez um padre, em missão, pregou o Evangelho a um grupo de indianos. No fim da prédica, um velhinho se aproximou e pediu o batismo. Desconfiado da conversão instantânea, o padre perguntou como o velho podia ter certeza da nova fé se conhecia a doutrina cristã há tão pouco tempo.

– Engano seu, respondeu o velho. Passei a minha vida inteira procurando Cristo.

***

Identidade Bourne, Identidade Brasileira

Jason Bourne é um agente secreto com amnésia. Acorda no meio do oceano, num barco de pesca. A sua única pista: o número de um cofre particular em um banco suíço. Lá, encontra dinheiro, uma arma e diversos passaportes falsos. O primeiro deles é o da República Federativa do Brasil. Gilberto del Piento. Osasco.

O passaporte brasileiro é o mais caro no mercado negro porque qualquer rosto cabe nele. Preto ou branco, alto ou baixo, redondo ou quadrado, japonês ou baiano, ninguém estranha. Esta é a melhor característica da identidade brasileira, a mestiçagem, a aceitação, a caridade cristã. Nós somos quem melhor compreendeu a frase evangélica “tendes um só Preceptor, e todos vós sois irmãos”.

Sabedor disto, o demônio e seus asceclas – os comunistas, os socialistas e os vigaristas – lutam para destruir a identidade nacional. A técnica usada é simples: dividir para reinar. Criar antagonismos. A luta de classes. As minorias. Pobre contra rico, mulher contra homem, filho contra pai, ciclista contra motorista, índio contra fazendeiro, preto contra branco (essa é a maior! Num país cuja padroeira é preta e o maior ídolo de futebol é preto) – todos contra Deus. “Você é um oprimido, você tem o direito de se libertar, você merece ser feliz – sereis como deuses.” A letra fria da lei em vez do calor da graça. O Estado em vez de Deus. Ódio e indiferença em vez do Amor.

Neste embate, o demônio tem tido sucesso, temos que reconhecer. O brasileiro deixou de lado a caridade e vive atrás do dinheiro. Mas ninguém pode servir a dois senhores. O gênio de Francis Ford Coppola, em recente passagem pelo Brasil, captou isto: “A alegria costumava ser a coisa mais importante no Brasil. Agora, a coisa mais importante é o dinheiro.” Precisou vir um gringo dizer isto na nossa cara!?

Assim, o brasileiro vai aos poucos perdendo a identidade. Bem ao contrário de Bourne que, ao longo do filme, vai encontrando pistas de quem é. O herói, em meio a mil peripécias, ainda encontra tempo para namorar. Marie acompanha Bourne durante boa parte do thriller, mas é forçada a sair de vista porque o perigoso namorado oferece risco à sua vida.

No finalzinho, após resolver as pendengas, Bourne parte em busca de Marie. Depois de muito procurar, vai reencontrá-la à beira-mar, tocando uma loja de aluguel de scooters.

– Posso alugar uma scooter? pergunta, jocoso.

– Você tem identidade? devolve Marie, num trocadilho.

E nós, brasileiros, ainda temos identidade?

A data de hoje, aniversário da cidade de São Paulo – a mais importante do Brasil, uma das mais importantes do mundo, que a todos aceita por ser herdeira de um dos maiores propagadores da fé cristã -, é o momento de refletirmos: ainda temos a identidade brasileira da mestiçagem nascida do amor de Cristo?

***

Pescadores de homens

Quando lemos no Evangelho a frase de Cristo chamando os apóstolos, pensamos que aquilo é um fato histórico longínquo, dirigido aos escolhidos, não tem nada a ver conosco, é para quem tem a vocação de religioso. A nós cabe cuidar das nossas coisinhas e da nossa vida. Os outros que se arranjem lá com o padre. Entretanto, Cristo também deixou bem claro que todos nós somos irmãos e que a caridade é a mais importante das virtudes. Por isso, nós, conhecedores da autêntica felicidade, temos a obrigação de “pescar” os homens para Deus, de aproximá-los da Verdade. Este é o maior bem que podemos fazer aos outros.

Por outro lado, nós somos pessoas comuns, sem vocação para o pastoreio, com o círculo de amizades sempre restrito. Os verdadeiros amigos são raros. São poucas as pessoas com quem podemos ter conversas profundas e sinceras. Temos poucos amigos mas muitos conhecidos, nossos colegas de trabalho, nossos vizinhos, as pessoas com quem travamos relações ocasionais no dia a dia, todos são nossos irmãos. Não podemos fechar os olhos às suas necessidades porque talvez sejamos os únicos cristãos verdadeiros em suas vidas. Temos que dar um jeito de aproximá-los da Verdade também. O que fazer?

Mais uma vez, uma mulher vem em nosso auxílio. Madre Teresa de Calcutá tem uma frase emblemática, um lema para a vida inteira: “Não devemos permitir que ninguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz”. Para isso, basta às vezes um cumprimento, um sorriso, um gesto. Não sabemos o que vai no coração da outra pessoa. Uma simples palavra pode tirá-la do desespero. O segredo para a comunicação é ver no outro a face do Cristo necessitado.

Como a cotovia de Manuel Bandeira, nós, pobres pecadores mas portadores da felicidade cristã, podemos dizer, em nome de Cristo: “sei, no espaço de um segundo, limpar o pesar mais fundo”.

***

Nosso Senhor Jesus Cristo e a cervejaria Itaipava

A cervejaria Itaipava está patrocinando um grupo humorístico que faz ataques ao cristianismo.

Não vou entrar em polêmicas porque, para mim, é tudo muito simples: uma empresa que patrocina ataques aos valores civilizacionais básicos não vai ver o meu dinheiro.

***

O Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo

“Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo”

*

No Paraíso, a serpente tentou Eva, e Eva pecou. Eva tentou Adão, e Adão pecou. Com o pecado, entraram no mundo a doença, os vícios, o mal e a morte. O pecado é, na verdade, o único mal do mundo.

A ofensa a Deus exigia um sacrifício à Sua altura para sermos perdoados. Por mais que fizéssemos, os nossos pedidos não alcançavam Deus. Deus, na Sua infinita misericórdia, deu uma segunda chance à humanidade enviando o Seu Filho para se sacrificar por nós – só o sacrifício de um deus-homem perdoaria os nossos pecados.

É muito fácil falar “os nossos pecados”, “o pecado do homem“, “o pecado dos outros“. Mas, como diz o ditado, quando a gente aponta o dedo para alguém, acusando, outros três dedos estão voltados na nossa direção. Por isso, em vez de dizer o “pecado dos outros” seria mais sincero dizer: “o meu pecado”.

O meu pecado, um açoite a mais no corpo de Cristo…

O meu pecado, um espinho a mais na coroa de Cristo…

O meu pecado, um peso a mais na cruz de Cristo…

O meu pecado, uma martelada a mais nos cravos de Cristo…

O meu pecado, um escárnio a mais ao Cristo Crucificado…

O meu pecado, o único mal do mundo…

***

Tu vens a mim?

Eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?

*

Dá-me de beber… Tenho sede!

*

Que lembrança a da Tua realeza – pedir a um mendigo! – Tagore, Oferenda Lírica

***

Governo Raposão

Como bom tirano psicopata, o rei Herodes ficou com medo ao ouvir a indagação dos três magos “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer?”.

Os psicopatas são assim mesmo, pessoas destituídas de sentimentos morais, à exceção do medo. O medo tomou conta do déspota e, como ele não tinha o imenso aparato técnológico de que dispõem os governos comunistas de hoje, ingenuamente pediu aos reis magos para avisá-lo quando encontrassem o recém-nascido.

Quando um povo é governado por um sistema comunista, com todos os meios de bisbilhotar a vida da população, deve dizer ao tirano o mesmo que Cristo mandou dizer a um outro Herodes:

– Ide, e dizei àquela raposa: Eis que Eu expulso demônios, e efetuo curas, hoje e amanhã, e no terceiro dia sou consumado.

O que, de cara, salta aos olhos nesta frase é a coragem moral e a sinceridade de Cristo, virtudes nas quais a sociedade se fundamenta. Ele não tem medo de dar nome aos bois.

“Eis que expulso demônios” – eis que expulso os seus colegas, raposão, eis que expulso os demônios comunistas cujo lema é a cínica frase “a religião é o ópio do povo”.

“Eis que efetuo curas” – eis a tarefa de todos os os Meus discípulos, curar os irmãos que, de boa fé, se deixaram enganar pelo canto de ódio da sereia comunista.

“E no terceiro dia sou consumado” – no terceiro dia consumarei a Minha obra, vencerei a morte, e, Comigo, todos aqueles que acreditarem na minha palavra.

E, se você ainda duvida do que é capaz um psicopata, leia como terminou o epsódio:

“Quando Herodes percebeu que havia sido enganado pelos magos, ficou furioso e ordenou que matassem todos os meninos de dois anos para baixo, em Belém e nas proximidades, de acordo com a informação que havia obtido dos magos.”

Não há limites para um governante raposão.

***

%d blogueiros gostam disto: