Sete Alegrias

"Alegra-Te, Cheia de Graça…"

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Ana Clara, queimada viva

A menina Ana Clara, de 6 anos de idade, foi queimada viva na onda de violência que tomou conta de São Luís do Maranhão.

Quem a matou?

Dizer que foi morta por ordem dos presos revoltados não é dizer a verdade completa. Também não se pode jogar toda a culpa na cínica mentalidade revolucionária dos discípulos de Marcuse que hoje domina o Brasil, para quem os marginais são a classe revolucionária destinada a fazer da civilização ocidental terra arrasada sobre a qual se construirá a sociedade livre de maldades, a sociedade socialista (ou comunista, é a mesma porcaria).

Quem matou a menina Ana foi a indiferença do brasileiro, a frieza pelo destino do irmão, a frouxidão dos seus ideiais, e a despreocupação com a verdade aliada ao bom-mocismo – o estar bem com os poderosos -, indiferença que permitiu o avanço do ideal de ódio esquerdista traduzido nos mais de 50 mil brasileiros assassinados por ano.

Das duas, uma: ou você sai do imobilismo ou você será cúmplice moral de assassinato.

Eu acuso você, brasileiro omisso e indiferente, pelo homicídio da pequena Ana Clara, queimada viva aos 6 anos de idade.

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Uma Vida a Cada Dez Minutos

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou que no ano passado houve 50.108 assassinatos no Brasil, ou seja, um assassinato a cada 10 minutos e meio – sem contar as vítimas dos crimes sem solução, que não são considerados homicídios (?!).

Vou repetir: a cada 10 minutos e meio um brasileiro é assassinado!

Como é que chegamos a este ponto?

É muito fácil: vire as costas para Deus, prefira o vício à virtude, dê ouvidos ao canto de ódio da sereia comunista, admire a “Constituição-Cidadã” do Estado-Papai-Noel (que dá tudo a todos, com o nosso dinheiro), o Estado-Pai-dos-Pobres (e Mãe dos Ricos), dê o seu voto a abortista, se intoxique com bastante novela, valorize o título universitário no lugar do verdadeiro conhecimento, isso  mesmo, viva no mundo das aparências, erga bem alto o muro do seu condomínio, coloque vidro escuro no carro (blindagem de pobre), vá se afastando das pessoas, use a técnica do avestruz, enterre a cabeça na areia, faça de conta que não está vendo, fique no seu mundinho cor-de-rosa, cada um pra si e Deus pra todos, o importante é ganhar dinheiro, ah! as boas amizades…

E assim, graças ao ódio do brasileiro ao conhecimento e à sua esperteza de matuto – a esperteza demoníaca, simulacro da verdadeira inteligência, dom de Deus – o Brasil vai aderindo à agenda esquerdista, engolindo o que a mídia de massa, o sistema educacional e a indústria cultural vai enfiando na nossa garganta: divórcio, feminismo, aborto, sex lib, drogas, estatismo, ateísmo e tudo o que não presta.

(Sociedade atéia não existe. Aristóteles ensinou: todos os povos têm religião. Logo, o ser humano é um ser religioso. Olavo de Carvalho completa: uma ideologia que tente implantar o ateísmo só consegue criar um vácuo que logo será ocupado por outra religião – no nosso caso, o Islã vem aí.)

A cada 10 minutos e meio um brasileiro é assassinado… na verdade, o número é bem maior, porque o que não falta é crime sem solução. Aliás, como é que a polícia vai investigar um assassinato a cada 10 minutos? A segurança pública não é mais problema de polícia, você não percebeu ainda? É problema seu, é problema meu, é problema das pessoas de bem, está na hora de nós dois fazermos alguma coisa, o governo não vai fazer nada, porque o nosso governo é socialista, ante-câmara do comunismo, do comunismo que tem ódio a Deus; o governo faz parte do problema, não da solução. Precisamos de menos governo, não mais. Toda esta bagunça foi longamente planejada e ardentemente desejada por comunistas e socialistas, por Marx e Engels, e por Marcuse e Gramsci – que belo quarteto!

Este blog já cansou de dar a solução: você precisa estudar, precisa se informar para poder agir, leia Olavo de Carvalho, ouça o Padre Paulo Ricardo, ouça o Padre Lódi, estude o milagre de Fátima (“A Rússia vai espalhar os seus erros pelo mundo”) e, o mais importante, volte à vida de virtude – Vada a Bordo!

Mas não, o brasileiro prefere ser o avestruz, prefere não ver a realidade das coisas porque é dura demais, prefere não saber o que é o Foro de São Paulo, muito menos o que é a Sociedade Fabiana, prefere não ver a ação demoníaca no mundo, prefere fletar com a teologia da libertação (são bem criativos estes cínicos comunistas), prefere o bom-mocismo da amizade com os poderosos, prefere andar abraçado com o capeta, prefere cuidar das suas coisinhas, prefere o seu quente cantinho, prefere o seu condomíno cor-de-rosa…

… até que um traficante, um estuprador ou um assassino vem trazê-lo de volta à dura realidade da vida…

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Santa Teresa

“A Igreja Católica oprime a mulher!”

“Dona de casa é escrava!”

“Liberdade para a mulher!”

“Abaixo o casamento! Abaixo o sutiã!”

“Onde já se viu dizer que ‘o marido é a cabeça da mulher’?!”

Fruto do sex lib de Marcuse e seus comparsas, a onda de revolta contra a castidade cristã encontrou gigantes ajudantes-anão da estatura de Kinsey, o pedófilo, secundado maciçamente pela mídia de massa, pela indústria cultural e pelo sistema educacional. O resultado está aí: famílias destruídas, filhos sem pai e o aborto a pedido.

Por que esta turma não divulga a vida de Teresa de Ávila, cuja festa se comemora hoje? Por que não divulgam os ensinamentos desta Doutora da Igreja? Por que calam sobre o impacto da reforma da ordem carmelita feita por ela? Por que não falam sobre as suas filhas espirituais, Edith Stein e Santa Teresinha? Por que silenciam sobre a autonomia das mulheres dentro da Igreja?

Para quem não sabe, a Igreja, desde o nascimento, foi a grande defensora da mulher. No casamento, por exemplo, sempre afirmou que se o homem for impotente, a cerimônia de casamento simplesmente não valeu. Qual a instituição que foi tão longe na defesa da mulher?

Mas a vida é assim mesmo, cai-quem-quer.

O homem moderno perdeu o senso das proporções e já não consegue enxergar a realidade advinda das realizações. Prefere Betty Friedan a Teresa, Marcuse a Edith, Marx e seus demônios a Cristo e Seus anjos.

Prefere o discurso de ódio à poesia de São João da Cruz:

– “No entardecer da vida, sereis arguidos sobre o Amor.”

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Fátima, 13 de outubro de 1917

– Olhem para o sol! gritou Lúcia.

O tão esperado milagre ia começar.

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Tudo teve início no dia 13 de maio de 1917, quando Maria apareceu a três pastorinhos – Lúcia, Francisco e Jacinta – em Fátima, Portugal. Pediu para comparecerem naquele tocal todos os dias 13, até outubro, quando diria quem era e o que queria. As notícias sobre as visões se espalharam e conforme o tempo passava a multidão presente nas aparições ia crescendo, até chegar a 70 mil pessoas naquele dia, mesmo chovendo forte durante a noite toda.

No fim da chuvosa manhã, as crianças abriram caminho entre a multidão até chegarem à Cova da Iria, local exato das aparições. Imediatamente, começaram a rezar o terço. Ao meio-dia, Lúcia pediu silêncio e avisou que Nossa Senhora se aproximava.

As crianças entraram em êxtase. Nossa Senhora finalmente se identificou:

– Quero dizer-te que façam aqui uma capela em minha honra, que eu sou a Senhora do Rosário, que continuem a rezar o terço todos os dias.

Instantes depois, após um breve diálogo com a Virgem, Lúcia gritou:

– Olhem para o sol!

Novas visões deslumbraram as três crianças: primeiramente, a Sagrada Família, com São José abençoando a multidão. Em seguida, Jesus Cristo, de vermelho, e Nossa Senhora das Dores, vestida de roxo, com a espada ao peito; neste instante, é Cristo quem abençoa o povo. Finalmente, aparece Nossa Senhora do Carmo, deixando cair da mão direita alguma coisa.

“E as Visões do Céu de Fátima extinguiram-se para sempre”, escreveu o Padre João M. de Marchi.

Mas, enquanto as crianças tinham estas visões, começava para o povo o tão aguardado milagre. De fato, as nuvens começavam a se afastar, e puderam ver o sol nitidamente, sem ferir os olhos. Imediatamente, o sol começou a girar em torno do seu eixo e em seguida desceu em alta velocidade sobre as pessoas presentes. Desferia raios multicoloridos, e as pessoas viam os objetos com cores e reflexos inusitados. A dança do sol durou cerca de 10 minutos, ao fim dos quais as roupas estavam secas e a lama do chão secara. Entretanto, ninguém sofreu queimadura alguma.

Foi o maior milagre de todos os tempos, testemunhado pela multidão presente na Cova da Iria e por muitos outros distantes dali, crentes e céticos, devotos e ateus, clérigos e curiosos. Um milagre cuidadosamente preparado e anunciado com muitos meses de antecedência. Qual o objetivo de todo este estardalhaço?

Dar um só aviso:

“… virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração… Se atenderem ao meu pedido, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará os seus erros pelo mundo…”

Quais são os erros que a Rússia espalhou?

O terrorismo islâmico, inventado pela KGB para atacar os EUA e Israel, cujo ato mais emblemático foi o 11 de setembro.

O marxismo cultural, filho da Escola de Frankfurt, concebida por Stalin, responsável pelo abortismo, feminismo, sex lib e muitas outras barbaridades perpretadas por Marcuse e seus colegas.

A Teologia da Libertação, invenção de Khrushchev, cujos efeitos nós, brasileiros, estamos sofrendo na pele – a ocupação da Igreja por ateus.

A disseminação das drogas, com a dupla finalidade de fazer dinheiro e destruir as nações.

O nazismo, filho bastardo de Stalin, primo-irmão do comunismo, ambos propelidos pela mentalidade revolucionária, a mesma ideologia de ódio de fascistas e socialistas.

O genocídio de dezenas de milhões de pessoas, vítimas de ditaduras comunistas, contando por baixo.

Os padres pedófilos – invenção de Stalin – introduzidos (já na década de 1930) na Igreja mediante o aparelhamento dos psicólogos que selecionavam os candidatos para o sacerdócio: eliminavam as verdadeiras vocações e admitiam os homossexuais.

As consequências dos erros da Rússia são sentidas por nós a todo instante: insegurança, degradação da mulher, dissolução das famílias, o crime como norma, esquecimento de Deus, aumento brutal do poder do Estado, o fantasma das drogas… E o milagre do sol, como tantos outros, é escondido sob um véu de silêncio por aqueles que seguem a infame frase de Marx “A religião é o ópio do povo”.

Quase cem anos depois da dança do sol, a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria ainda não foi feita. É nosso dever orar para que a Santo Padre a faça o quanto antes.

“Continuem a rezar o terço em honra de Nossa Senhora do Rosário para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer.”  – Palavras da Virgem Santíssima em Fátima, no dia 13 de julho de 1917.

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Contas a Deus

No dia 29 de julho de 1979, o filósofo alemão naturalizado americano Herbert Marcuse prestou contas a Deus. Certamente, a conversa foi longa, pois o homem foi um dos pensadores marxistas mais influentes do século XX.

Marcuse nasceu em Berlim, em 1898. Foi um dos maiores expoentes da Escola de Frankfurt – para quem não sabe, esta entidade foi o berço do marxismo cultural. Em 1934, fugindo da perseguição nazista, chegou aos Estados Unidos, onde lecionou e escreveu, e é cultuado até hoje pela esquerda. A sua obra mais conhecida é Eros e Civilização. Foi um dos ideólogos da revolução sexual dos anos 1960.

Quando o marxismo se mostrou impraticável no ocidente, Marcuse, em vez de se render à realidade, procurou um jeito de substituir o proletariado como classe revolucionária. Cabeça de marxista é assim mesmo; se a realidade não se ajusta ao seu pensamento, dane-se a realidade; procuram fazer a realidade se ajustar à sua teoria. Em vez de um substituto, encontrou três:

1) Os intelectuais e estudantes revoltados, inconformados com a falta de reconhecimento da sua alta importância (segundo eles) pela sociedade;

2) Os revoltados com qualquer coisa, principalmente no âmbito sexual e

3) Os marginais em  geral: bandidos, viciados, estupradores etc.

São estes os verdadeiros revolucionários, são eles quem devem destruir a sociedade ocidental, cristã, e não os proletários; a nova classe revolucionária é definida pelas frustrações psicológicas, não pela desvantagem econômica.

Você entende agora de onde vem o incentivo à criminalidade e a tudo o que não presta?

Os canais por onde esta linda teoria se espraia são a mídia de massa, o sistema educacional e o show bizz – evidentemente, há muita gente boa nestes três segmentos, mas estão à mercê das lideranças comunistas e pouco podem fazer. Alguns exemplos, no Brasil: desarmamento da população civil, criminalização da ação policial, leniência com a delinquência juvenil, tolerância com a violência escolar e muitas outras porcarias, tudo para destruir a sua família. Fique de olho, analise bem os acontecimentos e você conseguirá identificar a influência deste filósofo no seu dia a dia.

Para as pessoas de bem, desejosas de fazer alguma coisa pela sociedade e por sua família, só há uma saída: estudar este e outros temas para se informar e poder lutar. Caso contrário, você será mais um bobão na mão dos outros, colaborando inocentemente com o inimigo. Para saber mais sobre este assunto, veja o artigo Primores de Ternura – 2, do filósofo Olavo de Carvalho, e ouça a faixa Marxismo Cultural, do livro-áudio Terapia das Doenças Espirituais (ISBN: 1898943143235) – Editora Ecclesiae, do Padre Paulo Ricardo.

No dia 29 de julho de 1979 Marcuse deu contas a Deus. Foi com a caderneta cheia. Não sei qual foi o seu destino, mas de uma coisa eu tenho certeza: esteja onde estiver, contempla, pensativo, as amargas consequências de suas tresloucadas teorias.

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