Sete Alegrias

"Alegra-Te, Cheia de Graça…"

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Brígida – esposa e mãe

Hoje é dia de Santa Brígida, padroeira da Suécia, copadroeira da Europa, mãe de 4 meninos e 4 meninas – uma delas santa – escritora, teóloga, fundadora de monastério e mística – ufa! Nasceu em 1303 e morreu em 23 de julho de 1373, em Roma. Ficou conhecida por sua atuação política, na qual era orientada diretamente por Deus, por meio de visões e sonhos.

A política, entendida como a interação entre as pessoas visando o bem comum, é uma obrigação inescapável não apenas para os santos, mas para todos nós. Mesmo os ostras, pessoas fechadas em si mesmas e refratárias a quaisquer preocupações sociais, têm uma atitude política – no caso, a indiferença, a pior de todas as posturas políticas. Temas de debate público, como o aborto, não lhe interessam. Mas quando o governo mete a mão no seu dinheiro… epa! Aqui não! – aí ele fica uma fera. Lênin pregava o domínio sobre as populações por meio do imposto de renda progressivo. Vai reclamar do que se não quer lutar?

Brígida tinha Deus orientando-a diretamente. E a nós, simples criaturas normais, quem vai nos orientar, esclarecer e ensinar? João Bosco fez esta mesma pergunta em uma visão que teve quando ainda era criança e estava preocupado com os seus amiguinhos de rua, desamparados e órfãos, candidatos certos à vida de crime. A aparição disse ao menino para educar aquelas crianças. João Bosco perguntou “Mas quem vai me ensinar, se eu mesmo não sei?” Vou lhe dar uma Mestra, e só então João Bosco percebeu, ao lado dele, uma Senhora de indescritível beleza.

Maria deve ser a nossa primeira orientadora. É a ela a quem devemos dar ouvidos, estudando as suas aparições, rezando o terço e pedindo ajuda. Mãe da Igreja, ela nos deu o Catecismo, doutrina segura para nos orientar em caso de dúvida. Quando, por exemplo, um vigarista disfarçado de padre da auto-proclamada teologia da libertação – que não é teologia, muito menos de libertação, bem ao contrário, da escravidão porque marxista – diz alguma besteira, o Catecismo está aí para ser consultado e nos ajudar.

Em segundo lugar, alguns nomes se destacam no Brasil. Nas ciências políticas, o filósofo Olavo de Carvalho; no jornalismo, o site Mídia Sem Máscara e Reinaldo Azevedo; na atuação pública, os combativos Padre Lódi da Cruz e o Padre Paulo Ricardo. Não estou dizendo que estes homens são infalíveis, nem santos, nem têm a autoridade da doutrina da Igreja em todos os seus atos. Estou citando-os como fontes a serem estudadas. Aliás, eles próprios são os primeiros a reconhecer isto.

E, evidentemente, os ensinamentos do Papa devem sempre ser ouvidos e estudados. Rezemos a Santa Brígida, especial devota de Maria – qual santo não o é? –  copadroeira da Europa com Santa Catarina de Sena e Edith Stein, para guiar as palavras do Santo Padre em sua visita ao nosso país.

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