Sete Alegrias

"Alegra-Te, Cheia de Graça…"

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A violência no Maranhão e o cachorro que engoliu o diamante

Na semana passada, a mídia deu duas notícias aparentemente desconexas. Na Inglaterra, um cachorro engoliu um diamante e a dona passou dois dias vasculhando o cocô do bicho em busca do tesouro perdido. No Maranhão, a ONU pediu ao governo brasileiro providências para conter a violência deflagrada por ordem dos bandidos presos.

Que belo quarteto nesta segunda notícia! Mídia, ONU, governo e bandidos. Ora, quem é que não sabe que a mídia de massa está nas mãos da Nova Ordem Mundial? Quem é que não sabe que a ONU é um braço da Nova Ordem Mundial? Quem é que não sabe que o governo brasileiro está sujeito às decisões da ONU? Quem é que não sabe que os marginais são a nova classe revolucionária destinada a destruir a civilização ocidental para, sobre os escombros, ser criada a Nova Ordem Mundial socialista? Todos unidos lutando contra você, cara leitora, caro leitor.

A ponta-de-lança desta estratégia é, evidentemente, a mídia de massa, cuja missão não é informar, mas exercer o controle social. Por isso, ver TV ou ler notícias nos jornais ou na internet tornou-se trabalho para estudiosos, para pessoas minimamente informadas sobre as técnicas de manipulação usadas por esta gente. Para obter notícias verdadeiras, use sites especializados (Mídia Sem Máscara, Padre Paulo Ricardo, Reinaldo Azevedo, por exemplo), e, para se tornar um estudioso, um entendido nessas técnicas de manipulação, a melhor fonte sãos os trabalhos do professor Olavo de Carvalho. Os meios de comunicação de massa, por outro lado, podem e devem ser vistos e lidos, sim, mas sempre sob um olhar crítico, buscando entender a estratégia por eles usada para a engenharia social. Imagine-se um técnico de laboratório fazendo uma análise clínica.

Faça como a dona do cachorro: examine a mídia de massa como quem examina um cocô. Faça uma minuciosa análise para ver se encontra algum tesouro escondido.

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Diga “Não” à Terceira Guerra Mundial

“Durante os anos em que fui conselheiro de segurança nacional do presidente romeno Nicolae Ceausescu, conheci bem o pai do atual presidente sírio, Hafez al-Assad, e também o irmão dele, Rifaat, que estava na folha de pagamento de Ceausescu. Eram, ambos, assassinos cruéis.”

“Após eu ter obtido asilo político nos Estados Unidos, o velho Assad ordenou, secretamente, que eu fôsse assassinado.”

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O artigo abaixo foi publicado no World Net Daily em 10 de setembro de 2013. O autor é o general Ion Mihai Pacepa, oficial de mais alta patente do bloco comunista que obteve asilo político nos Estados Unidos. O seu novo livro, Disinformation, em cooautoria com o professor Ronald Rychlak, foi publicado pelo WND Books em junho de 2013.

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ATAQUE À SÍRIA

Diga “Não” à Terceira Guerra Mundial

Exclusivo: o general Ion Mihai Pacepa vê o plano de Obama como uma manobra para tirar a atenção da “ameaça real”

Do meu ponto de vista privilegiado, acredito que o atual alarido da Casa Branca sobre o bombardeio na Síria é uma operação de desinformação cuidadosamente preparada com o objetivo de tirar a atenção da incapacidade – ou da má vontade – da administração de combater o terrorismo islamofacista e sanar as finanças públicas dos Estados Unidos.

Na quarta-feira, 11 de setembro de 2013, os Estados Unidos chorarão não apenas os ataques de 2001 da al-Qaida em solo americano mas também o bárbaro assassinato do nosso embaixador na Líbia – um ato de guerra de acordo com a lei internacional – cometido um ano atrás em Benghazi por terroristas islamofacistas identificados (mas, por misterioras razões, ainda livres).

Alguns dias mais tarde, o Congresso começará a discutir o pedido da administração para aumentar o já desastroso débito nacional do país, que, no momento em que escrevo, atingiu o extraordinário valor de US$15.962.835.542.312, de longe o mais alto na história americana.

Juvenal, poeta satírico da Roma antiga, usou a expressão panem et circenses (“pão e circo”) para descrever tais manobras diversionistas. Para saciar a ralé empobrecida, os imperadores romanos orquestravam estravagâncias como distração, oferecendo inúmeras diversões grátis: boa comida, banhos públicos, gladiadores bonitões, animais exóticos, corridas da carruagens, competições esportivas, apresentações teatrais e o slogan Ave Caesar, Imperator.

Hoje, temos desinformação e guerras. Hoje, a nossa administração está tentando levar a opinião pública americana a acreditar que algumas bombas lançadas na Síria ajudarão, de alguma forma, a levar a paz ao sempre problemático Oriente Médio.

Há poucas pessoas na terra mais ansiosas do que eu para ver a brutal dinastia Assad tirada do poder na Síria. Durante os anos em que fui conselheiro de segurança nacional do presidente romeno Nicolae Ceausescu, conheci bem o pai do atual presidente sírio, Hafez al-Assad, e também o irmão dele, Rifaat, que estava na folha de pagamento de Ceausescu. Eram, ambos, assassinos cruéis.

Após eu ter obtido asilo político nos Estados Unidos, o velho Assad ordenou, secretamente, que eu fôsse assassinado. (Após o meu primeiro livro, “Red Horizons”, ter revelado que Rifaat Assad era um agente pago do DIE, o serviço de inteligência externa romeno, o FBI me deu uma fotografia de um agente de inteligência da Síria com o aviso de que ele havia sido enviado para os Estados Unidos para me identificar e “neutralizar”.) Mas isso é problema meu – assim como a mal calculada “Red Line” de Obama é problema dele – e não deve ter nada a ver com o meu ponto de vista sobre qual deve ser a política dos Estados Unidos em relação à Síria.

A Síria não atacou os Estados Unidos e não temos nenhum aliado envolvido na atual briga síria – nem temos dinheiro para desperdiçar nesta briga, a menos que peçamos emprestado da China. Bashar al-Assad é mesmo um tirano, mas ele já era um tirano quando o presidente Obama restabeleceu relações diplomáticas com o seu governo, mesmo com 137 nações tendo votado na Assembléia Geral das Nações Unidas pela condenação daquele tirânico regime. Assad já era um tirano em 27 de março de 2011 quando a Secretária de Estado americana Hillary Clinton disse ao mundo “Há um líder diferente na Síria hoje. Muitos membros do Congresso, de ambos os partidos, que foram à Síria recentemente disseram acreditar que ele é um reformador”. John Kerry, sucessor de Hillary, evidentemente compartilhava o ponto de vista dela sobre Bashar Assad quando bebia e jantava com ele – conforme visto em fotografias amplamente divulgadas.

Agora, de repente, Bashar se tornou o pior dos demônios. Um ataque precipitado à Síria, com ou sem a aprovação do Congresso, pode transformar aquele país em um caos pior do que já é, e levá-lo a uma situação semelhante à ocasionada pelo nosso bombardeio na Líbia. Esta nova catástrofe pode gerar uma cadeia de desastres similar à impensada e precipitada reação militar ao assassinato do arqueduque da Áustria, Franz Ferdinand, em 1914, que levou a uma sucessão de calamidades incluindo a Primeira Guerra Mundial, a revolução soviética, a tomada do poder pelos nazistas na Alemanha, a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria.

O novo eixo anti-americano Moscou-Teerã-Pequim já prometeu retaliar duramente se bombardearmos a Síria. De acordo com o antigo diretor da Central de Inteligência James Woolsey, até mesmo o ridículo governo da Coréia do Norte poderia detonar uma arma nuclear em território americano causando o colapso da nossa rede elétrica e da infraestrutura dela dependente – comunicações, transportes, serviços bancários e financeiros, comida e água necessários para manter a vida de 300 milhões de americanos. Todo o país ficaria no escuro em questão de minutos – e o resto do mundo poderia seguir o mesmo caminho. Outro estudo documentado estima que, em meados de 2014, o governo terrorista do Irã será capaz de enriquecer urânio para uso bélico tão rapidamente que os Estados Unidos não conseguirá pará-lo militarmente. O nosso estilo de vida seria alterado para sempre.

Os Estados Unidos têm lutado contra diversas entidades islâmicas nos últimos 12 anos. É hora de paz, não de guerra. Na minha outra vida, no topo do serviço de inteligência externa do bloco soviético, o meu DIE operava imensas redes de inteligência em vários países árabes, e eu tive a oportunidade de conhecer aquela parte do mundo muito bem. Aquele povo não odeia os Estados Unidos. Os milhões de árabes ao redor de todo o mundo que estão agora esperando na fila para serem aceitos nos Estados Unidos também não o odeiam. Eles adorariam se mudar para cá. São só alguns poucos líderes islamofacistas fanáticos que odeiam o nosso maravilhoso país de liberdade e sonham vê-lo destruído.

Devemos deixar os islamofacistas a cargo do serviço de inteligência americano e nos concentrar na administração e no Congresso americanos para podermos construir uma “Campanha da Verdade” similar à edificada pelo presidente Truman para ganhar a Guerra Fria.

“Os desafios que enfrentamos são graves,” disse Truman em 1950 “envolvendo a sobrevivência ou a destruição não apenas desta República mas da própria civilização”. Truman argumentou que a propaganda usada pelas “forças do comunismo imperialista” só poderia ser vencida pela “verdade nua e crua”. A Voice of America, a Radio Free Europe e a Radio Liberation (logo renomeada Radio Liberty) fizeram parte da “Campanha da Verdade” de Truman.

Se você ainda se espanta pelo fato dos Estados Unidos terem sido capazes de vencer a Guerra Fria sem dar um único tiro, eis uma explicação do segundo presidente da Romênia pós-comunista, Emil Constantinescu:

“A Radio Free Europe foi muito mais importante do que os exércitos e os mais sofisticados mísseis. Os “mísseis” que destruíram o comunismo foram lançados da Radio Free Europe, e este foi o mais importante investimento de Washington durante a Guerra Fria. Eu não sei se os próprios americanos percebem isto hoje, sete anos após a queda do comunismo, mas nós o entendemos perfeitamente bem.”

A metáfora do presidente Constantinescu não foi um exagero. A longo prazo, a verdade é infinitamente mais poderosa do que a desinformação.

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O Folheto de Bergonzini

Neste ano de eleições, não podemos esquecer a luta travada por Dom Luiz Gonzaga Bergonzini na corrida eleitoral de 2010 pela inviolabilidade da vida humana desde a concepção. Por isso, reproduzo o texto do célebre folheto anti-abortista mandado imprimir por Bergonzini naquele ano. A refrega chegou até mesmo a provocar a manifestação do Papa Bento XVI.

A única observação a ser feita no texto, sob o meu ponto de vista, é substituir a expressão “capitalismo internacional” por “meta-capitalismo internacional”. Meta-capitalista é um termo criado por Olavo de Carvalho para definir os bilionários interessados na implantação de um governo mundial socialista.

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Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Reginal Sul 1

Nota da Comissão Episcopal Representativa do Conselho Episcopal Regional Sul 1 – CNBB

A Presidência e a Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua Reunião ordinária, tendo já dado orientações e critérios claros para “Votar Bem”, acolhem e recomendam a ampla difusão do “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 que pode ser encontrado no seguinte endereço eletrônico “www.cnbbsul1.org.br”.

São Paulo, 26 de agosto de 2010.

Assinam:

Dom Nelson Westrupp, scj – Presidente do CONSER-SUL 1

Dom Benedito Beni dos Santos – Viceppresidente do CONSER-SUL 1

Dom Airton José dos Santos – Secretário Geral do CONSER-SUL 1

Nós, participantes do 2° Encontro das Comissões Diocesanas em Defesa da Vida (CDDVs), organizado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e realizado em S. André no dia 03 de julho de 2010,

– considerando que, em abril de 2005, no II° Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (n° 45), o atual governo comprometeu-se a legalizar o aborto;

– considerando que, em agosto de 2005, o atual governo entregou ao Comitê da ONU para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher (CEDAW) documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher;

– considerando que, em setembro de 2005, através da Secretaria Especial de Política das Mulheres, o atual governo apresentou ao Congresso um substitutivo do PL 1135/91.

Como resultado do trabalho da Comissão Tripartite, no qual é proposta a descriminalização do aborto até o nono mês de gravidez e por qualquer motivo, pois com a eliminação de todos os artigos do Código Penal, que o criminalizam, o aborto, em todos os casos, deixaria de ser crime,

– considerando que, em setembro de 2006, no plano de governo do 2° mandato do atual Presidente, ele reafirma, embora com linguagem velada, o compromisso de legalizar o aborto;

– considerando que, em setembro de 2007, no seu III° Congresso, o PT assumiu a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público como programa de partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir este programa;

– considerando que, em setembro de 2009, o PT puniu os dois deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem contrários à legalização do aborto;

– considerando como, com todas estas decisões a favor do aborto, o PT e o atual governo tornaram-se ativos colaboradores do Imperialismo Demográfico que está sendo imposto em nível mundial por Fundações Internacionais, as quais, sob o falacioso pretexto da defesa dos direitos reprodutivos e sexuais da mulher, e usando o falso rótulo de “aborto – problema de saúde pública”, estão implantando o controle demográfico mundial como moderna estratégia do capitalismo internacional;

– considerando que, em fevereiro de 2010, o IV° Congresso Nacional do PT manifestou apoio incondicional ao 3° Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), decreto n° 7.037/09 de 21 de dezembro de 2009, assinado pelo atual Presidente e pela ministra da Casa Civil, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antissocial e contrária ao verdadeiro progresso do nosso País;

– considerando que este mesmo Congresso aclamou a própria ministra da Casa Civil como candidata oficial do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República;

– considerando enfim que, em junho de 2010, para impedir a investigação das origens do financiamento por parte de organizações internacionais para a legalização e a promoção do aborto no Brasil, o PT e as lideranças partidárias da base aliada boicotaram a criação da CPI do aborto que investigaria o assunto.

RECOMENDAMOS encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5° da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de suas convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, dêem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto.

Convidamos, outrossim, a todos para lerem o documento “Votar Bem” aprovado pela 73a Assembléia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, reunidos em Aparecida no dia 29 de junho de 2010, e a verificarem as provas do que acima foi exposto no texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” (http://www.cnbbsul1.org.br/arquivos/defesavidabrasil.pdf), elaborado pelas Comissões em Defesa da Vida das Dioceses de Guarulhos e Taubaté, ligadas à Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, ambos disponíveis no site desse mesmo Regional.

Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB

Rua Conselheiro Ramalho, 726 – Bela Vista – Cep 01325-000 – São Paulo – SP

Tel.: 11 3253.6788 – e-mail: cnbbs1@cnbbsul1.org.br – Site: http://www.cnbbsul1.org.br

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O Nascimento do Terrorismo

“Como me disse o chefe da KGB, Yury Andropov, um bilhão de inimigos podia infligir um dano maior aos Estados Unidos do que apenas alguns milhões. Precisávamos instilar um ódio estilo nazista contra os judeus em todo o mundo islâmico, e fazer esta arma emocional gerar um banho de sangue terrorista contra Israel e o seu principal parceiro, os Estados Unidos.”

Este artigo foi publicado no National Review em 24 de agosto de 2006. O autor, Ion Mihai Pacepa, é o oficial de mais alta patente que desertou do bloco comunista.

Pegadas Russas

O que Moscou tem a ver com a recente guerra no Líbano?

O principal vencedor na guerra do Líbano talvez seja o Kremlin. Israel tem sido atacado com Kalashinikovs e Katyushas russos, foguetes Fajr-1 e Fajr-3 russos, mísseis antitanques AT-5 Spandrel russos e foguetes antitanques Kornet russos. As obsoletas armas russas são o objeto de desejo de terroristas em todo o mundo, e os bad guys sabem exatamente onde obtê-las. Nas caixas das armas abandonadas pelo Hezbollah estava escrito: “Cliente: Ministério da Defesa da Síria. Fornecedor: KBP, Tula, Rússia”.

O terrorismo internacional atual foi concebido em Lubyanka, quartel general da KGB, no rastro da Guerra de Seis Dias, de 1967, no Oriente Médio. Eu testemunhei o seu nascimento na minha outra vida, como general comunista. Israel humilhou Egito e Síria, cujos belicosos governos eram dirigidos por conselheiros soviéticos da razvedka (“inteligência externa” em russo), e, a partir daí, o Kremlin decidiu armar os vizinhos inimigos de Israel, os palestinos, e persuadi-los a entrar numa guerra de terrrorismo contra aquele país.

O general Aleksandr Sakharovsky, criador da estrutura de inteligência da Romênia comunista, depois elevado a chefe de toda a inteligência externa da Rússia soviética, uma vez me instruiu: “No mundo atual, as armas nucleares tornaram obsoleta a força militar, e por isso o terrorismo deve se tornar a nossa principal arma”.

Entre 1968 e 1978, ano em que rompi com o comunismo, as forças de segurança da Romênia, sozinhas, haviam enviado semanalmente dois aviões de carga repletos de bens militares para os terroristas palestinos no Líbano. Desde a queda do comunismo, os arquivos da alemã-oriental Stasi revelaram que, só em 1983, o seu serviço de inteligência externo remeteu o correspondente a US$ 1.877.600 em munição de AK-47 para o Líbano. De acordo com Vaclav Havel, a Techoslováquia comunista entregou mil toneladas do explosivo inodoro Semtex-H (indetectáveis por cães farejadores) para terroristas islâmicos – o suficiente para 150 anos de ação.

A guerra terrorista foi iniciada no fim de 1968, quando a KGB transformou o sequestro de aviões – a arma escolhida para o 11 de setembro – em instrumento de terror. Apenas em 1969, houve 82 sequestros ao redor do mundo, feitos pela OLP financiada pela KGB. Em 1971, quando eu estava visitando Sakharovsky no seu escritório em Lubyanka, ele chamou a minha atenção para um mar de bandeiras vermelhas fincadas num mapa mundi pendurado na parede. Cada bandeira representava um avião capturado. “O sequestro de aviões foi invenção minha”, declarou.

O “sucesso” político decorrente do sequestro de aviões israelenses impeliu o 13° Departamento da KGB, conhecido no nosso jargão de inteligência como “Department for Wet Affairs” (wet era um eufemismo para sangrento), a partir para a realização de “execuções públicas” de judeus em aeroportos, estações de trem e outros lugares públicos. Em 1969, o dr. George Habash, marionete russa, explicou: “Matar um judeu longe do campo de batalha é melhor do que matar cem judeus no campo de batalha, pois atrai mais atenção”.

No fim dos anos 1960, a KGB estava profundamente envolvida em terrorismo em massa contra judeus, levado a cabo por diversas organizações palestinas. Eis algumas ações terroristas pelas quais a KGB levou o crédito enquanto eu ainda estava na Romênia: novembro de 1969: ataque armado contra o escritório El Al em Atenas, com 1 morto e 14 feridos; 30 de maio de 1972: ataque no Aeroporto Ben Gurion, com 22 mortos e 76 feridos; dezembro de 1974: atentado a bomba no cinema de Tel Aviv, com 2 mortos e 66 feridos; março de 1975: ataque a um hotel em Tel Aviv, com 25 mortos e 6 feridos; maio de 1975: atentado a bomba em Jerusalém, com 1 morto e 3 feridos; 4 de julho de 1975: atentado a bomba no Zion Square, Jerusalém, com 15 mortos e 62 feridos; abril de 1978, ataque ao aeroporto de Bruxelas, com 12 feridos; maio de 1978, ataque no avião El Al em Paris, com 12 feridos.

Em 1971, a KGB lançou a operação Tayfun (tufão, em russo), destinada a desestabilizar a Europa Ocidental. O Baader-Meinhof, a Red Army Faction (RAF) e outras organizações financiadas pela KGB lançaram uma onda de terrorismo anti-americano que chocou a Europa Ocidental. Richard Welsh, o chefe do posto da CIA em Atenas, foi morto a tiros na Grécia em 23 de dezembro de 1975. O general Alexander Haig, comandante da OTAN em Bruxelas, foi ferido num atentado a bomba que estraçalhou o seu Mercedes blindado em junho de 1979. O general Frederick J. Kroesen, comandante das forças americanas na Europa, escapou da morte por pouco em um ataque a foguete em setembro de 1981. Alfred Herrhausen, o presidente pró-americano do Deutsche Bank, foi morto durante um ataque a granada em novembro de 1989. Hans Neusel, secretário de estado pró-americano do ministério do interior da Alemanha Ocidental foi ferido durante uma tentativa de assassinato em julho de 1990.

Em 1972, o Krenlim decidiu jogar todo o mundo islâmico contra Israel e contra os EUA. Como me disse o chefe da KGB, Yury Andropov, um bilhão de inimigos podia infligir um dano maior aos Estados Unidos do que apenas alguns milhões. Precisávamos instilar um ódio estilo nazista contra os judeus em todo o mundo islâmico, e fazer esta arma emocional gerar um banho de sangue terrorista contra Israel e o seu principal parceiro, os Estados Unidos. Ninguém dentro da esfera de influência americana/sionista podia mais se sentir seguro.

De acordo com Andropov, o mundo islâmico era uma placa de Petri esperando ser cultivada, na qual poderíamos criar uma virulenta cultura de ódio anti-americano a partir da bactéria do pensamento marxista-lenista. O anti-semitismo islâmico lançou raízes profundas. Os muçulmanos têm uma queda pelo nacionalismo, pelo jacobinismo e pela vitimologia. As suas iletradas e oprimidas multidões podiam ser insufladas até um estado de agitação extrema.

O terrorismo e a violência contra Israel e o seu amo, o sionismo americano, fluiria naturalmente a partir do fervor religioso muçulmano, apregoou Andropov. Bastava apenas continuar repetindo os nossos lemas – os Estados Unidos e Israel eram “países fascistas e imperalistas-sionistas” financiados pelos judeus ricos. O Islã estava obcecado em evitar a ocupação do seu território pelos infiéis, e seria altamente receptivo à nossa caracterização do Congresso dos Estados Unidos como uma voraz instituição sionista desejosa de converter o mundo todo em um feudo judeu.

O codinome desta operação foi “SIG” (Sionistskiye Gosudarstva, ou “Governos Sionistas”), e estava dentro da “esfera de influência” do meu serviço romeno, pois englobava a Líbia, o Líbano e a Síria. SIG era uma operação envolvendo muitos países e parceiros. Criamos joint ventures para construir hospitais, casas e estradas nestes países, e para lá enviamos milhares de médicos, engenheiros, técnicos, professores e até instrutores de dança. Todos tinham como tarefa retratar os Estados Unidos como um feudo judeu arrogante e orgulhoso financiado pelo dinheiro judeu e governado por políticos judeus, cujo objetivo era subjugar o todo mundo islâmico.

Em meados dos anos 1970, a KGB ordenou ao meu serviço, o DIE – juntamente com outros serviços irmãos da Europa Oriental – que percorresse o país procurando confiáveis ativistas, parceiros pertencentes aos vários grupos étnicos islâmicos, para que fossem treinados em operações de desinformação e terrorismo e infiltrados nos países da nossa “esfera de influência”. A sua tarefa seria exportar um ódio radical e insensato contra o sionismo americano manipulando a ancestral aversão aos judeus sentida pelo povo naquela parte do mundo. Antes que eu deixasse a Romênia para sempre, em 1978, o meu DIE havia despachado cerca de 500 destes agentes disfarçados para os países islâmicos. De acordo com uma estimativa grosseira recebida de Moscou,  até 1978 o serviço de inteligência do bloco soviético, como um todo, havia enviado cerca de 4 mil destes agentes de influência para o mundo islâmico.

Em meados da década de 1970, também começamos a despejar no mundo islâmico uma tradução árabe dos Protocolos dos Sábios de Sião, uma falsificação da Rússia czarista que havia sido usada por Hitler como fundamento para a sua filosofia anti-semita. Também disseminamos um “documento” fabricado pela KGB em árabe, segundo o qual Israel e o seu principal apoiador, os Estados Unidos, eram países sionistas dedicados a converter todo o mundo islâmico em uma colônia judaica.

Nós, do bloco soviético, tentamos conquistar mentes, pois sabíamos que não podíamos vencer as batalhas militares. É difícil dizer quais são exatamente os efeitos remanescentes da operação SIG. Mas o efeito cumulativo da disseminação de centenas de milhares de Protocolos no mundo islâmico e da retratação de Israel e Estados Unidos como inimigos mortais do Islã certamente não foi construtivo.

A Rússia pós-soviética foi transformada de maneira sem precedentes, mas a crença amplamente popular de que o nefasto legado soviético foi cortado pela raiz com o fim da Guerra Fria, como o nazismo foi eliminado no fim da Segunda Guerra Mundial, não é correta.

Na década de 1950, quando eu era o chefe do posto de inteligência externa romeno na Alemanha Oriental, testemunhei como o Terceiro Reich de Hitler foi demolido, os seus criminosos de guerra levados a julgamento, as suas forças militares e policiais desmanteladas e os nazistas varridos da vida pública. Nada disso aconteceu com a antiga União Soviética. Nenhuma pessoa foi julgada, apesar do regime comunista soviético ter matado mais de cem milhões de pessoas. A maior parte das instituições soviéticas foram deixadas em paz, simplesmente trocaram de nome, e agora muitas são dirigidas pelas mesmas pessoas que governaram o estado comunista. No ano 2000, os antigos oficiais da KGB e do Exército Vermelho soviético assumiram o controle do Kremlin e do governo da Rússia.

A Alemanha jamais teria se tornado uma democracia com os oficiais da Gestado e da SS no comando.

No dia 11 de setembro de 2001, o presidente Vladimir Putin foi o primeiro líder de um país estrangeiro a expressar condolências ao presidente George W. Bush pelo que chamou de “terríveis tragédias dos ataques terroristas”. Logo em seguida, entretanto, Putin começou a mover o seu país de volta para os negócios com terroristas. Em março de 2002, ele discretamente retomou as vendas de armas para o ditador terrorista do Irã, aiatolá Khamenei, e envolveu a Rússia na construção de um reator nuclear de mil megawatts em Bushehr, incluindo uma instalação de conversão de urânio capaz de produzir material físsil para armas nucleares. Centenas de técnicos russos também começaram a ajudar o governo do Irã a desenvolver o míssil Shahab-4, com alcance superior a 2 mil quilômetros e capacidade para transportar uma ogiva nuclear ou armas químicas a qualquer ponto do Oriente Médio e da Europa.

O presidente atual do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, já anunciou que nada poderá impedir o seu país de construir armas nucleares, e chamou Israel de “vergonhosa mancha no mundo islâmico”, que devia ser eliminada. Durante a Segunda Guerra Mundial, 405.399 americanos morreram para erradicar o nazismo e o terrorismo anti-semita. Agora, estamos enfrentando o facismo islâmico e o terrorismo nuclear anti-semita. As Nações Unidas não podem oferecer nenhuma esperança. Até hoje não foram capazes sequer de definir a palavra “terrorismo”.

Segundo um ditado, um tiro leva a outro. O Kremlin pode ser a nossa melhor esperança. Em maio de 2002, os ministros da OTAN aprovaram uma parceria com a Rússia, antigo inimiga da aliança. O mundo inteiro disse que a Guerra Fria estava encerrada. Kaput. Agora, a Rússia quer ser admitida na Organização Mundial do Comércio. Para isto acontecer, o Kremlin deve ser firmemente advertido para, antes, abandonar o terrorismo.

Também devemos ajudar os russos a perceber que é do seu máximo interesse desestimular o presidente Ahmadinejad a obter armas nucleares. Ele é um tirano imprevisível que, de um momento para o outro, pode considerar a Rússia também um inimigo. “Se o Irã conseguir armas de destruição em massa, transportáveis por mísseis, vai se tornar um problema” declarou corretamente o presidente Bush. “Vai se tornar um problema para todos, inclusive para a Rússia”.

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O triste fim dos aduladores

“Durante os meus anos no topo do serviço de inteligência do bloco soviético, infelizmente conheci muito bem diversos tiranos, e é fato que eles desprezam quem se curva diante deles.” – Ion Mihai Pacepa

O artigo abaixo foi publicado no PJ Media em 22 de setembro de 2012 e foi escrito pelo general romeno Ion Mihai Pacepa, oficial de mais alta patente que desertou do bloco soviético.

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Quando você se curva a um tirano, ele odeia você mais ainda

Segundo o Departamento de Estado, o assassinato do embaixador Christopher Stevens e dos três oficiais americanos encarregados de defendê-lo foi uma reação impulsiva, repentina e não planejada a um filme de baixo orçamento chamado “A Inocência dos Muçulmanos”. Isso não passa de uma canção de ninar de conto de fadas para fazer dormir a indignação americana. A única reação a esta fantasia parece ter sido entre os líderes terroristas muçulmanos, que a entenderam como uma ordem para atacar impunemente as nossas embaixadas em todo o mundo. A embaixada americana no Paquistão está agora sob cerco. Milhares de outros muçulmanos “furiosos” estão gritando “Morte à América” e queimando bandeiras americanas na frente das nossas embaixadas no Egito, Indonésia, Sudão, Kwait, Afeganistão, Tunísia, Iêmen, Alemanha e Grã-Bretanha, para citar só algumas.

Durante os meus anos no topo do serviço de inteligência do bloco soviético, infelizmente conheci muito bem diversos tiranos, e é fato que eles desprezam quem se curva diante deles. Em abril de 1978, o presidente Jimmy Carter aclamou Nicolae Ceausescu, o désposta comunista romeno, como um “grande líder nacional e internacional”. Eu estava de pé ao lado dos dois na Casa Branca, e mal podia acreditar no que ouvia. Horas depois, estava no carro com Ceausescu, saindo da Casa Branca. Ele pegou uma garrafa com álcool e o passou por todo o rosto, em reação a ter sido afetuosamente beijado pelo presidente americano no Salão Oval. Com nojo, Ceausescu disparou uma ofensa contra Carter.

Três meses mais tarde, o presidente Carter assinou o meu pedido de asilo político, e eu disse a ele quem realmente era Ceausescu, e como havia reagido àquele beijo na Casa Branca. Entretanto, na memorável data de 19 de julho de 1979, vi pela TV, incrédulo, o presidente Carter repetir o gesto. Ele beijou carinhosamente Leonid Brezhnev nas duas faces durante o primeiro encontro deles, em Viena.

Também é fato que Brezhnev desprezava as pessoas que se curvavam a ele. Cinco meses após o infame beijo Carter-Brezhnev, uma equipe terrorista da KGB assassinou Hafizullah Amin, primeiro-ministro do Afeganistão, educado nos Estados Unidos, e o substituiu por uma marionete russa. Em seguida, a União Soviética invadiu o Afeganistão, e o presidente Carter protestou timidamente boicotando os Jogos Olímpicos em Moscou. Este novo sinal da fraqueza americana incentivou o regime Taliban e o terrorismo de Osama bin Laden.

Na década de 1990, o governo americano praticamente ignorou o primeiro assalto de bin Laden ao World Trade Center, os atentados a bomba contra as embaixadas americanas na África e o ataque ao destroyer USS Cole. No mesmo período, confiamos as nossas tarefas de segurança nacional e de política externa às mãos das Nações Unidas – cuja resposta veio no dia 3 de maio de 2001, quando a ONU expulsou os Estados Unidos da Comissão de Direitos Humanos.

Mal havíamos colocado os pés no século XXI quando os terroristas de bin Laden desencadearam uma implacável guerra contra o nosso país, com os catastróficos ataques terroristas de 11 de setembro. Logo depois, a Coréia do Norte retirou-se do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, expulsou os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica e deu início a uma venenosa campanha anti-americana. “Vamos exterminar os nossos inimigos declarados, os imperialistas americanos!” é o slogan coreano estampado nos habitáculos dos jatos, nas cabines dos marinheiros e nos postos de sentinela do exército.

Quando Ronald Reagan se tornou presidente, os Estados Unidos estavam sendo tratados com desprezo pelos tiranos mais insignificantes ao redor do mundo. A União Soviética marchava em Angola, Vietnã, Cuba, Etiópia, Síria, El Salvador, Nicarágua, Peru e, é claro, no Afeganistão. O presidente Reagan reverteu esta situação chamando os tiranos e as suas tiranias pelos seus verdadeiros nomes, e os tratando como tal. Você se lembra do “Império do Mal”? Segundo a agência de notícias soviética TASS, estas palavras demonstravam que Reagan era um “anti-comunista lunático e belicoso”. Mas foi precisamente este “anti-comunista lunático” o vencedor da Guerra Fria de 44 anos e foi ele quem restabeleceu a grandeza aos Estados Unidos.

Infelizmente, em 1993, tivemos outro presidente sem personalidade, que retomou a política de Carter de se curvar ante os déspotas comunistas. Em 22 de abril de 2000, durante a Semana Santa, entre a Sexta-feira da Paixão e o Domingo de Páscoa, agentes do presidente Bill Clinton prenderam e mandaram de volta para a Cuba comunista um menino de seis anos, que havia sobrevivido miraculosamente a um naufrágio no qual morrera a sua mãe; ela estava tentando livrar o filho único da tirania de Fidel Castro.

Para Fidel, o esperto e fotogênico Elián González era um “traidor” que podia se tornar um símbolo de liberdade tanto para os exilados de Miami quanto para o povo de Havana, e prejudicar a imagem de Castro no país e no exterior. Assim, tão logo Elián foi encontrado vagando pelo oceano em uma bóia, Fidel Castro reuniu 300 mil cubanos nas ruas de Havana para protestar contra o “sequestro” de Elián pelos Estados Unidos. Fidel tentou, então, atrair Elián de volta – como Ceausescu havia tentado me atrair quando escapei da Romênia. As duas avós de Elián foram despachadas para os Estados Unidos levando álbuns com fotos dos parentes do menino, de colegas de escola, casa, cachorro, papagaio e da carteira escolar vazia “aguardando o seu retorno”. Cuba deu às avós roupas novas e pagou as despesas da viagem. Elas estavam, é claro, acompanhadas por agentes cubanos coordenando cada um dos seus movimentos nos Estados Unidos.

Elián, por si, não caiu nos truques de Castro. Infelizmente, o presidente Clinton e a sua procuradora geral, Janet Reno, engoliram a isca, e o menino voltou para Cuba. Logo em seguida, o Pravda começou a exultar: “como o rompimento de um grande dique, a queda americana na direção do marxismo está acontecendo com velocidade de tirar o fôlego, contra o pano de fundo dos passivos e infelizes não-pensantes – desculpe-me, caro leitor –, quero dizer: do povo.” [2]

Elián González tornou-se um símbolo internacional de liberdade. Hoje, a casa em Miami onde ele viveu como uma criança livre é um museu simples, no qual os visitantes podem ver um relicário popular para o menino – agora, um prisioneiro de 19 anos de idade numa ilha comunista de mortos de fome. O uniforme escolar de Elián ainda está pendurado no armário ao lado de muitas roupas que ele nunca teve a chance de usar. Também está em exposição uma foto gigante da Associated Press mostrando um agente federal americano apontando uma arma automática para Elián, escondido num guarda-roupas. [3]

*

De acordo com as leis internacionais, as nossas embaixadas são parte do território dos EUA, e um ataque armado contra uma embaixada americana é considerado um ato de guerra contra os Estados Unidos. Até o momento, tudo indica que o ataque armado contra o nosso consulado em Benghazi foi planejado e executado por terroristas. Se isto for comprovado, o assassinato do embaixador Christopher Stevens foi, realmente, um ato de guerra contra os Estados Unidos.

Um sentinela da segurança líbia no consulado, ferido gravemente no assim chamado ataque “espontâneo”, testemunhou que “não havia uma única mosca do lado de fora” até 9:35 da noite, quando pelo menos 125 homens armados atacaram o complexo vindos de todas as direções. Lançaram granadas de mão enquanto gritavam “Deus é grande”.  Feriram o sentinela, e em seguida foram para as vilas que fazem parte do complexo do consulado.

Por sua vez, o presidente interino da Líbia, Mohamed el-Megarif, disse que os terroristas escolheram uma “data específica” para o ataque, e que “estrangeiros” participaram dele.

O nosso embaixador na Líbia foi assassinado no dia 11 de setembro de 2012, dia de luto nos Estados Unidos pela morte de quase três mil americanos, também vítimas de terroristas islâmicos. Acontece que este dia é, na verdade, a celebração de um aniversário importante para o Kremlin – 125 anos do nascimento de Feliks Dzerzhinsky, o fundador da KGB, agora renomeada FSB.

Esteve o Kremlin envolvido no assassinato do nosso embaixador na Líbia? Ainda não sabemos. Mas sabemos que o embaixador foi morto com armas e munição russas. Também sabemos da propensão do Kremlin e de suas agências de inteligência pelo uso do simbolismo, uma arma emocional habilmente manejada por todos os czares russos e pelos seus sucessores comunistas.

O emblema da União Soviética era formado pela foice e pelo martelo para simbolizar a aliança entre o proletariado e os camponeses. O emblema da KGB era uma espada e um escudo, simbolizando os seus deveres: colocar os inimigos do país sob a espada e abrigar e proteger a revolução comunista. A maior parte das organizações terroristas financiadas pela KGB eram chamadas de movimentos de “libertação” para simbolizar o compromisso do Kremlin de libertar o resto do mundo da “tirania americana”. A Organização para Libertação da Palestina no Oriente Médio (criada e financiada pela KGB), o Exército de Libertação Nacional da Colômbia (ELN), criado pela KGB com a ajuda de Fidel Castro (que depois se envolveu profundamente em sequestro de pessoas e aviões, atentados a bomba e guerrilha), e o Exército de Libertação Nacional da Bolívia, criado pela KGB em 1964 com a ajuda de Ernesto “Che” Guevara, são apenas alguns deles.

Acima de tudo, é fato que o chefe da KGB, Yury Andropov, e os seus vice-reis do leste europeu, abriram uma garrafa de champagne para comemorar a explosão da bomba terrorista na Zion Square em Jerusalém no dia 4 de julho de 1975, que deixou 15 mortos e 64 feridos. Foi um insulto direto aos Estados Unidos, cuja data nacional é o Quatro de Julho. Também é significativo que o primeiro ataque ao World Trade Center de Nova Iorque, concebido para derrubar a Torre Norte sobre a Torre Sul e gerar uma carnificina, aconteceu no dia 26 de fevereiro de 1993, quando o Kremlin celebrava os 41 anos do primeiro teste nuclear soviético. O ataque suicida contra o destroyer USS Cole, no qual morreram 17 marinheiros e ficaram feridos 39, ocorreu no dia 12 de outubro de 2000. Era o aniversário do início da principal ofensiva israelense, ocorrida em 1973, decisiva para a vitória na guerra do Yom Kippur. O significado das fracassadas tentativas dos atentados a bomba em Detroit e Nova Iorque no Natal de 2009 não precisa de explicação.

Por fim, sabemos que, durante a Guerra Fria, a KGB era um estado dentro do estado, mas agora a KGB é o estado. Em 2003, três anos após o antigo oficial da KGB Vladimir Putin se sentar, com estardalhaço, no trono do Kremlin, cerca de seis mil oficiais aposentados da KGB – a organização responsável pelo massacre de 20 milhões de pessoas apenas na União Soviética – ocupavam o governo federal e os governos locais da Rússia.

Não estou mais no olho do furacão, nem tenho inside information para saber se o criminoso ataque ao nosso consulado em Benghazi foi concebido pelos antigos oficiais da KGB, hoje governantes da Rússia. Mas o nosso FBI é uma excelente organização, capaz de descobrir a resposta. Infelizmente, por razões políticas, a administração e os líderes do Partido Democrata têm tirado conclusões rápido demais, sem conhecer a verdade. Para eles, o prestígio e a segurança da administração parecem ser muito mais importantes do que o prestígio e a segurança dos Estados Unidos.

Os americanos são pessoas orgulhosas do seu país e o amam com ternura. Esperemos que em novembro eles escolham proteger a segurança e o prestígio dos Estados Unidos, e não da administração atual.

[1] Sang-Hun Choe, “N. Korea fuels hatred of all things American,” The Associated Press, January 15, 2003, internet edition.
[1] President Nicolae Ceausescu’s State Visit to the USA: April 12-17, 1978, English version. Bucharest: Meridiane Publishing House, 1978, p. 78.
[2] “American capitalism gone with a whimper,” Pravda, April 27, 2004.
[3] Elián González saga still vivid for many, 10 years later,” CNN, April 22, 2010.

Nota do Tradutor: o artigo original tem mesmo duas notas [1], ambas sem indicação no corpo do texto.

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Cota para Japonês

Já que a moda são as cotas raciais, vou dar a minha contribuição.

Proponho uma lei de cotas para japonês em times de futebol. Isso mesmo, cada equipe deverá ter pelo menos um jogador titular de origem nipônica.

A razão disto é muito simples: trata-se de corrigir um erro histórico! Em mais de 100 anos de imigração japonesa, nenhum dos grandes times de futebol jamais teve um único jogador japonês de destaque! Apesar de constituir boa parte da população brasileira, a participação oriental no futebol é zero, nada, nadinha!!

Além disso, os meninos japoneses precisam se livrar da tirania paterna (e materna também) que os obriga a estudar para serem médicos, engenheiros, advogados, dentistas e inúmeras outras profissões de destaque. Mais ainda: depois de chegar em casa, após horas de estudo na escola, os pais ainda obrigam o japonesinho a ir ao Kumon!! Onde já se viu tamanha exploração capitalista? Onde é que o menininho vai aranjar tempo para jogar bola e treinar?

A lei deve ser bem clara: nada de colocar japonês no banco de reservas! Deve ter a participação mínima de 1/11 no elenco principal. E, para evitar malandragens na substituição, o banco deverá contar com pelo menos dois outros nipônicos.

A determinação de origem será feita por métodos científicos, aqueles citados anos atrás por um sindicalista, que garantiu que as cotas raciais podem seguir critérios estritamente racionais. Isso é muito bom, para o caso de espertinho índio, peruano, chinês ou coreano querer se passar por japonês.

Vamos aproveitar para aprovar logo esta lei. A copa do mundo está às portas!

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Sete de Setembro

Sete de Setembro marca a data em que o Brasil deixou de ser dependente de Portugal. Em Lc 14,33, Cristo nos diz: “Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!” Em outras palavras, quem quiser ser verdadeiramente cristão, deve declarar a sua independência em relação a todas as coisas criadas e ter como prioridade a busca pela virtude e pela santidade pessoal. Como consequência, o cristão deve ser uma pessoa independente e madura.

Fôsse seguido este preceito, o Brasil não estaria na triste situação atual de dependência: dependente da Nova Ordem Mundial e do seu socialismo fabiano, dependente das ONGs internacionais, dependente da ONU e de suas organizações-satélite, dependente do Foro de São Paulo, e dependente de tantas outras organizações comunistas. Ludwig Von Mises, no livro Ação Humana, explica que o socialismo é derivado da imaturidade das pessoas que não se sentem capazes de cuidar de si mesmas e, por isso, recorrem à tutela do Estado; são pessoas dependentes e imaturas.

Ou seja, exatamente o oposto do ensinamento de Cristo.

Santo Agostinho já nos ensinava: a maior garantia de independência dos povos é o homem virtuoso; o homem com vícios, pelo contrário, traz o caos à sociedade e, junto, a necessidade do controle social por meio do Estado, dando margem às tiranias – mais vício, mais tirania; mais virtude, mais liberdade. Por isso, se quisermos tirar a nossa nação do atoleiro, temos que ter a coragem moral de colocar a vocação cristã à frente todos os nossos outros interesses.

Valentia moral: qualidade em falta em nosso país. Sem ela, a verdade é substituída pela conveniência e é por isso que vemos tanta gente acovardada, trocando a Verdade de Cristo por 30 moedas. Sem a valentia moral, sem dizer as coisas conforme as vemos, sem cumprir a nossa clara obrigação, estamos no rumo certo para uma doença mental.

Nós, nem doidos nem covardes, vamos renunciar a tudo por amor a Cristo e contribuir para a independência da nossa pátria.

 

Nova Ordem Mundial – Bibliografia Básica

A bibliografia a seguir foi indicada pelo filósofo Olavo de Carvalho em seu programa Truoutspeak de 21 de fevereiro de 2011. São os livros básicos para quem quer entender o projeto de governo mundial idealizado pela Nova Ordem Mundial.

1 – Open Conspiracy, de W. G. Wells. Livro clássico sobre o projeto do governo mundial, elaborado nos anos 1930. O autor foi personagem importante nos círculos fabianos. O fabianismo é uma variante do socialismo, que pretende implantar o socialismo por meio de medidas legislativas e burocráticas, e não por meios revolucionários, que é exatamente o que está sendo feito no mundo.

2 – Tragedy and Hope: A History of the World in Our Time, de Carroll Quigley. O autor foi assessor de importantes figuras da Nova Ordem Mundial. Era adepto do governo mundial e acreditava que o tema devia ser aberto à discussão pública, ao contrário de outros ideólogos que pensavam ser melhor tocar o projeto de forma discreta, quase secreta.

3 – The Fearful Master, de G. Edward Griffin. Livro sobre a atuação da ONU, especialmente na África, onde a entidade arrasou dezenas de países, promoveu genocídio e instaurou ditaduras. Desmistifica a imagem da ONU como uma assembléia de países, sem poder.

4 – Brotherhood of Darkness, de Stanley Monteith. É o melhor livro sobre a participação de sociedades esotéricas e semi-secretas na Nova Ordem Mundial.

5 – False Dawn: The United Religions Iniciative, Globalism, and the Quest for a One-World Religion, de Lee Penn. Livro constituído sobretudo de documentos mostrando o desenvolvimento das discussões e projetos para fundir todas as religiões tradicionais numa religião biônica a ser implantada pela ONU.

6 – Global Bondage: The U.N. Plan to Rule the World, de Cliff Kincaid. Livro centrado nas iniciativas recentes das Nações Unidas e complementa o livro de G. Edward Griffin (The Fearful Master).

7 – Global Taxes for World Government, de Cliff Kincaid. Mostra a construção da base econômica para o governo mundial.

8 – Libido Dominandi – Sexual Liberation and Political Control, de E. Michael Jones. Expressão latina de Santo Agostinho, que significa O Desejo de Domínio ou A Volúpia de Poder. Há dois séculos, pelo menos, as campanhas de liberação sexual estão sendo usadas para criar controle social.

9 – The Devil’s Final Battle, do padre Paul Kramer. Mostra a formação poder mundial do ponto de vista da profecia de Fátima, que foi o acontecimento espiritual central do século XX. Fátima nos fornece um ponto de vista único para entender a unidade do processo.

10 – The True Story of The Bilderberg Group, de Daniel Estulin. O Bilderberg é um círculo de bilionários altamente influentes que se reune uma vez por ano pelo menos para fazer uma análise do estado do mundo e implementar os projetos de governo mundial.

11 – The Ascendancy of the Scientific Dictatorship: An Examination of Epistemic Autocracy, From the 19th to the 21st Century, de Phillip Daniel Collins e Paul David Collins. A função da ciência e da tecnologia na constituição do poder mundial.

12 – Les Espérances Planétariennes, de Hervé Ryssen. Livro sobre as mudanças do imaginário e do sentimento coletivo que estão sendo realizadas para tornar insensível a formação da nova ordem mundial, de modo que o poder mundial seja constituído diante dos olhos de todo mundo sem que as pessoas sequer percebam.

13 – Hope of the Wicked: The Master Plan to Rule the World, de Ted Flynn.

 

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